sábado, 27 de dezembro de 2008

[provavelmente a última postagem do ano... depois é praia, praia e mais praia]
Acho que o meu ano que passou falou por si só. Hoje quando eu cheguei, tava morta de cansada e "derrotada", mas feliz da vida. E fiquei largada no sofá pensando por um tempinho. Puta, meu ano foi exatamente assim. Eu me cansei muito, eu me senti "derrotada" milhares de vezes, fiquei largada no sofá incontáveis dias e fui feliz pra cacete tambem!
Ai eu fiquei lá no sofá só pensando, e tentando fazer um balanço geral do que foi esse ano pra mim. Impossível. Aconteceu de tudo, e mais um pouco. Conheci muita gente que valeu a pena pra caralho, briguei com muita gente que não merecia, fiz umas besteiras fenômenais, me decepcionei com muitos, conquistei um mundo totalmente novo, aprendi e descobri coisas e sentimentos maravilhosos... enfim, vivi pra cacete.
Eu nunca tinha percebido o quanto a frase que abre esse blog é verdadeira.
Não tem jeito melhor de resumir meu ano.
"Viver ultrapassa todo entendimento".
Não sei, ai de repente eu me dei conta que era ontem, a gente tava em maio, e hoje tô eu aqui, escrevendo sobre o final do ano que chegou.
Tomara que o próximo ano passe um pouquinho mais devagar. Ai quer dizer que eu vou ter mais tempo pra conhecer outras pessoas, pra errar muitas outras vezes e pra dar risada tantas outras tambem mais. E o melhor: mais tempo pra fazer tudo aquilo que eu quero fazer e que faltou tempo - ou coragem - em 2008 pra fazer.
um bom final de ano pra quem quer que esteja lendo isso.
ps: adoro esse barulho de chuva.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Tem gente que realmente não se permite ser feliz. Puta que pariu, é inacreditável.
Eu sei que eu reclamo bastante e sou bem mal humoradinha - a ver pelos últimos escritos aqui - mas acho que não chego nesse nível. Tem gente que faz questão de afastar das soluções, e só criar mais e mais e mais problemas.
Acho que as vezes é bom um empurrão, e é bem isso que eu to fazendo aqui. As vezes é bom a pessoa levar um chacolhão e ver que tá exagerando. Que ela própria se enfiou nisso e ela própria pode sair.
Hoje é natal, e puta que pariu como eu adoro natal. Não sou católica, e a data em si não significa nada pra mim. Mas acho que minha alma ainda deve ter uns cinco anos de idade, porque é só saber que é natal que eu começo até a sentir cheiro de verão de novo. Ai que delícia. E como é Natal, hoje não tem sermão, não tem reclamação, não tem nada. Só tem risada e cerveja nas custas da mamãe - que eu alias já tomei três!
Acho que por hoje vai ser só, não to muito afim de ficar sentada aqui no computador.
Aproveitem crianças! E chega de lamentação desnecessária.
"save tonight".

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"At the end of the day, there are some things you just can't help but talk about. Some things we just don't want to hear, and some things we say because we can't be silent any longer. Some things are more than what you say, they're what you do. Some things you say cause there's no other choice. Some things you keep to yourself. And not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves."
To meio irritada hoje. Não sai de casa, não quis ver ninguem, só quis saber de dormir.
Acho que todo mundo deveria ter um dia como esse, do pijama, em casa, com chuva e o seu próprio mal humor. É sério. Foi tanto mal humor num dia só, sozinha, que vai demorar pelo menos uma semana pra eu ficar assim de novo. Curti todos os sentimentos chatinhos que eu tava sentindo aqui, sozinha, sem encher o saco de ninguem, e agora to pronta já pra voltar a convivência humana. To pronta pra acordar amanhã e resolver tudo que eu tenho que resolver, fazer tudo que eu tenho que fazer, e falar tudo que eu tenho pra falar. Precisei do dia de hoje pra perceber que eu sei sim o que eu tenho que fazer, mesmo que não seja o que eu quero fazer. Eu sei sim, caso contrário não tava sofrendo tanto com o assunto.
As vezes, a gente tem que abrir mão do que quer, em troca de fazer o que é certo. Pra quem vive de idéias como eu, as vezes precisa abrir mão um pouco. Eu imagino que pareça bobagem ou até ridiculo falar isso, mas em certos momentos fica impossível conviver com a idéia de estar magoando o outro, e ai só resta fazer o que é melhor pra todo mundo.
Tem momentos em que certos desejos podem esperar. E vale a pena.
"Se fosse díficil escolher o que fazer, não seria tão dolorido"

sábado, 20 de dezembro de 2008

To meio desanimada hoje. Eu ia falar que não sei porque, mas eu sei bem porque. Ontem eu percebi muita coisa, algumas que eu queria ter percebido e outras que não.
Aquelas que eu queria ter percebido, infelizmente eu percebi tarde de mais. Entendi tarde demais que perdi o tempo com pessoas erradas, e acabei deixando as certas de lado. Entendi que tem gente que sempre esteve ai, me deu tudo, me ajudou em tudo, e na hora que essas pessoas mais precisavam, eu não estava lá. Entendi que o fato de "não ser por maldade" não muda muito as coisas. Entendi que "eu estava perdida e confusa com muitas coisas da vida" não justifica o fato que eu deixei de olhar pra aquela pessoa ali, que sempre esteve ali. Porque ela, mesmo com todos os problemas imensos que ela tem, sempre esteve ali.
E tem todas aquelas outras coisas que eu não queria ter percebido, mas que talvez eu percebi na hora certa. Percebi que a idéia que algumas pessoas tem de "amor" é totalmente doentia, e que o conceito de amizade de alguns é bem foda tambem. E não tô falando só de quem todo mundo acha que eu to falando. A coisa fica muito maior. Eu percebi que as vezes em nome do "amor" e da "amizade" as pessoas podem fazer coisas muito feias, e que só tendem a te prejudicar. De que adianta ser amada, se tudo que aquela pessoa faz por você é movido por ciumes, por joguinhos, por interesses?
Pra mim, amor, amizade de verdade, são sentimentos que fazem você querer o máximo bem daquele outro. Lógico, isso é bem inocente da minha parte, porque cada um tem seus interesses e isso é inegável. Mas aquele que ama mesmo, ele quer o teu bem e nao pensa em mais nada na maior parte do tempo. Ele não briga com você porque você não retorna o amor do jeito que ELE queria. Ele não te deixa mal a toa só pra ter o gostinho de você ir correndo chorar no ombro dele. Ele não te fala que você tá linda quando tá feia, mas tambem não fala que você tá um trapo. Ele te protege, ele te cerca, ele te leva pra casa a hora que você quiser e ele cuida de você mesmo quando o que você está pra fazer de "errado" vá facilitar as coisas pra ele.
O triste de ter percebido tudo que eu percebi ontem? É saber que eu andei esquecendo pessoas desse tipo, que amam de verdade, e que andei me preocupando com pessoas do outro tipo. E eu to falando de amizade. To falando de perceber que você deixou aquela pessoa que não te ama porra nenhuma entrar na sua cabeça de tal forma, que há muito tempo ela vem te influenciando e você nem percebe. Mas o mais triste mesmo é que essa pessoa tem, provavelmente, a certeza que tá fazendo isso tudo por amor.
Amor não é assim. Amor não é doente. Amor não tem ciumes. Amor não tem inveja.
Amor é livre. Amor é fluxo. Amor é aquela sensação de bem estar e querer bem entre duas pessoas.
Amor é você dar a cara a bater e falar "Errei, errei mesmo. E to disposta a te mostrar que ainda consigo acertar. Não quero perder você.". Amor é você dar o espaço que o outro pede, mesmo que isso te faça sofrer de saudades. Amor é mais que pedir desculpas, é dizer que provavelmente você ainda vai errar mais vezes, mas que vai tentar com unhas e dentes não deixar isso acontecer.
As minhas descobertas de ontem me fizeram entender uma coisa a mais tambem. Não quero e não vou mais me rodear de pessoas que amam doentiamente. Estou definitivamente, renunciando a esse tipo de amor. A esse tipo de amizade.
Quem sabe assim elas aprendem a amar levemente?
Ai sim, podem voltar a me procurar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Eis o motivo de acreditarmos na proximidade entre amor e ódio. Não é o amor que está próximo do ódio, mas o apego. Amar é desejar e agir a favor da felicidade do outro. Apegar-se é desejar que a própria felicidade venha das reações que cada ação do outro causa em nós.Um é ativo, outro é passivo. Um só depende de nós, em outro somos reféns. Nosso dilema é bem simples: queremos sentir algo, mas o tão sonhado amor não é um sentimento. Amor não se sente, amor se faz."
adoro o blog desse cara.
"There's a time and place for everything, for everyone. We can push with all our might, but nothin's gonna come, oh no, nothin's gonna change. And if I asked you not to try, could you let it be?
You can change your friends, your place in life, you can change your mind. We can change the things we say, and do it anytime. Oh no, but I think you'll find that when you look inside your heart."

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eu sempre tive um talento muito forte pra perceber as coisas. Mesmo antes das próprias pessoas perceberem o que vai acontecer com elas, eu já sacava certas coisas. Não sei por que, mas eu tenho esse tato. Ultimamente, eu ando tendo uns palpites que, sinceramente, eu não queria ter nem um pouco... E aos pouquinhos, eles andam se confirmando por ai.
Às vezes eu fico pensando que há males que vem pra bem totalmente. Tem coisa que me deixa puta quando acontece, e depois quando eu olho de volta, percebo que aconteceu porque tinha que acontecer, mesmo que seja dolorido, sabe?
Talvez a vida não seja preto e branco total, e na verdade esses meus palpites funcionam, pra mim, como uma profecia auto-realizadora. Talvez se eu não pensasse tanto nisso, as coisas acontecessem de um jeito diferente.
Não sei, acho que na verdade é uma forma de auto proteção. Se eu já desconfiar do que pode acontecer, quando acontecer, não vai ser um baque nem nada disso... Vai ser simplesmente mais um palpite que se confirmou. Ai eu posso seguir minha vida, porque por menos que doa, eu já tava preparada.
O grande problema é quando o palpite vem tarde demais, e ai você é obrigado a perceber que coisas que você nunca pensou serem possíveis, podem sim acontecer. E ai o baque não é só dolorido, ele é gelado, ardido, amargo, tudo de ruim.
Nesse caso, você tem duas opções. Ou você se fecha numa concha pra sempre, convivendo com a sua raiva, o seu instinto de vingança, os seus sentimentos mais sujos, ou você encara a sua dor de frente, e ainda tenta ter a coragem de tirar algo de positivo disso tudo.
Eu sempre fui "metade do copo vazio", e aposto que se tivessem que apostar, apostariam que eu iria escolher a primeira opção. Não, dessa vez não. Eu to aqui dentro de mim mesma, lutando muito pra não ceder aos meus instintos e dessa vez a briga vai ser feia.
Eu acredito que ninguem no mundo deveria escolher a primeira opção. Não porque eu sou uma "boa" pessoa ou porque meu "caráter" é nobre. Simplesmente porque se fechar, se vingar, só faz com que você se iguale a quem te fez o mal, e no final das contas, você vai ser mais uma pessoa que se perdeu se preocupando com outras pessoas. Corajoso não é aquele que entra na briga, mas sim aquele que resiste a tentação de tacar uma pedra na cara duns filhos da puta por ai. Corajoso é aquele que se retira, porque ele tá pensando no bem estar DELE. Corajoso é aquele que vive a vida para si próprio, e não em função de um monte de besteiras por ai.
Eu ainda não sou totalmente corajosa. Vez ou outra, eu fraquejo, e acabo tacando umas pedras por ai. Mas é aos pouquinhos que a gente chega lá. E é aos pouquinhos que a gente entende porque pessoas são como são, fazem o que fazem e dizem o que dizem.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

viver ultrapassa todo entendimento.
não me canso de repetir isso. mesmo hoje, na maior dor do mundo.
você nunca sabe o gosto de alguma coisa, até experimentar.
você pode tentar descrever a sensação de uma montanha russa, mas só quem passa por ela sabe a sensação exata.
igual a uma facada... só que a diferença é que a sensação da facada é aquela do tipo "nunca mais vou me recuperar". o pior da facada é que além dela ser inesperada, ela sempre vem daquele personagem do filme - ou da vida real - que você nunca esperou.
hoje eu descobri que eu tenho razão quando falo que a pessoa que eu mais tenho que amar no mundo sou eu, e que uns certos outros tem razão por ai quando eles dizem que são poucos - mas pouquissimos mesmo - aqueles em quem a gente pode confiar.
eu nunca acreditei em indole, ou nessa história de caráter imutável que todo mundo diz.
pra mim, todo mundo tem direito a errar, e todo mundo merece uma segunda chance.
todo mundo pode sim mudar.
o problema é quando a gente não percebe que "ou muda agora, ou vai chegar uma hora que não tem mais jeito". vai chegar uma hora - e aqui eu QUERO pensar que estou errada - que cria-se uma habilidade tão forte com a faca, que ela passa a fazer parte de você.
assim como eu não acredito em indole, eu acredito que as vezes a gente faz as coisas erradas por motivos que são totalmente compreensíveis. afinal, ninguem escolhe de quem gosta ou sente tesão, assim como ninguem escolhe estar na hora errada no lugar errado.
mas tem uma coisa que eu acredito, e muito. que as pessoas podem sim agir de má fé, e que em certas situações, a gente pode sim não chutar o balde tão forte assim.
tem certas situações que são inevitaveis? tem, lógico.
mas mesmo nessas situações, a gente poderia não ter pegado tão pesado quanto pegou.
pra mim, quando eu amo muito alguem, é dificil magoar esse alguem, de propósito, PREMEDITADAMENTE. mas hoje eu aprendi, que tem gente por ai que não faz idéia do que possa ser o amor. tem gente por ai que acha que amor é essa coisinha ridicula, baseada em ciumes, vinganças e coisas do subconsciente sabe? e que um simples "ah, foi mal!" resolve qualquer coisa.
eu sou tão boba, que mesmo diante duma facada, com o esfaqueador(a) ali na minha frente, eu começo a chorar. e sabe qual o motivo do choro? o fato de aquela pessoa ser tão, tão, tão importante pra mim, que eu preferiria morrer do que ter que começar a odiar ela.
eu disse e repito. um erro é um erro. uma cagada é uma cagada. uma PUTA mancada é só uma puta mancada. mas uma facada, uma sujeira, uma coisa premeditada, mesmo que inconscientemente, talvez não tenha volta.
não estou tirando o meu da reta. já fiz muita coisa ruim, errada, SUJA como alguns dizem ai. mas existem duas diferenças. nunca foi com maldade ou crueldade. e nunca foi com a pessoa mais importante da minha vida.
eu realmente espero, um dia, descobrir que eu estava errada em relação a algumas coisas, e que eu tenho razão quando eu digo que uma pessoa pode mudar, mesmo depois de um erro aparentemente "irreparavel".
eu não quero, e nunca quis passar sermão em ninguem, não é isso. é, na verdade, uma tentativa de entender porque as pessoas fazem o que elas fazem, e tentar ter a esperança que elas estavam simplesmente numa fase "estranha" da vida.
é uma tentativa de te mostrar o quanto algumas coisas podem estar erradas na sua vida.
é uma última tentativa de acreditar em alguem que é muito especial pra você.
mas isso só o tempo vai dizer. assim como só o tempo vai - talvez - apagar a dor, a raiva, a humilhação, a sensação de traição que uma pessoa pode sentir na vida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Andei escrevendo umas coisas por aqui, e deletando depois.
Não sei porque, senti que o que eu estava escrevendo não dizia realmente o que eu estava sentindo.
Ontem fiquei meio triste, bem no meio duma doidera que tava rolando. E é bem nessas horas que a gente entende de verdade o que vem sentindo faz um tempo. O problema é que dai a bomba explode duma vez só, e eu não gosto muito disso.
Mas tudo bem, hoje teve descanso, e teve final de "Alice". Ainda estou anestesiada por tudo isso, mas aqui dentro muita coisa já fez sentido.
Por hoje é só, porque eu ainda preciso de muuuito descanso, cheguei em um nível de stress mental e físico de tão intenso que foi esse final de semana.
Mas tem muita coisa ainda que eu quero dividir, que eu pensei, que eu senti, e que talvez eu não seja a unica que sente ou pensa aquelas coisas todas.
Alguem apaga a luz ai pra mim descansar então, só um pouquinho?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

2008 ta pesando nas minhas costas. Desde já. Só agora, se é que é possível. Ao mesmo tempo em que eu não fiz nada, eu fiz de tudo e mais um pouco. Só que as conseqüências do “nada” que eu fiz estão batendo bem mais fortes.
Hoje eu descobri que a gente gasta muito mais energia tentando se desvencilhar do que tem pra fazer do que indo lá e fazendo realmente.
2008 não pegou leve comigo, e eu não peguei nem um pouco leve com 2008.
Eu sempre digo que eu tenho um nível de autoconsciência muito forte, e acho que esse é justamente o meu mal. Se eu não soubesse metade do que eu sei... Eu seria tão mais feliz. Não que eu prefira ser feliz e me enganar sabe, mas às vezes seria simplesmente mais fácil.
Tem uma Priscilla só aqui, cansada pra cacete, enquanto deveriam ter pelo menos três dando o sangue e trabalhando pesado por aqui. Mas não vai ficar assim não.
2009 eu vou voltar quadruplicada, e ai eu quero ver só.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Decidi divulgar uns vídeos gravados aqui no meu celular... =)
Esse primeiro é de uma festinha da usp que a gente foi. A gente tava filmando todo mundo dançando e do nada colou um cara que tava traindo a namorada e pediu pra gente apagar o vídeo.

Esse outro é o Leo dançando "I like big butts" com a barriga.

E por último, ontem, na casa do Léo, a Ju e o Tostines se empolgando na hora de cantar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"But as human beings, sometimes it's better to stay in the dark, because in the dark there may be fear, but there's also hope..."

off por uns dias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vou ser obrigada a citar a Mariana, numa das únicas frases que explicam o que eu to sentindo agora. "Tem dia que é noite mesmo".
E assim foi meu dia. E vai ser minha noite.
Mas assim como uma fênix renasce das cinzas depois de morrer em chamas, amanhã é um novo dia. Espero eu, porque hoje foi foda.
A prepotência é realmente um negocio foda. Acho que tem gente por ai com um ego tão inflado, que tem que começar a tomar cuidado. Posso ser tudo, até mesmo egocêntrica, mas prepotência é uma coisa que não rola aqui, mesmo. E acho que é por issoque ela me irrita do jeito que irrita. Uma coisa de nervos, sabe.
Tava lendo Fernanda Young, e putz, a mulher sabe o que ela fala.
"Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competividade suburbana - eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea."
Na carta, ela se refere ao que ela chama de "mulherzinhas", mas eu incluiria os homens nessa jogada ai tambem...
Pra falar a verdade, alguns deles conseguem ser bem piores do que algumas delas, viu.
Incrível como alguns deles tem a - ridícula - mania de achar que o mundo gira em torno deles mesmos, sem generalizações.
Aqui vai um conselho - para homens e mulheres: as pessoas tem muitos outros motivos pra fazer o que elas fazem alem de vocês mesmos, então podem relaxar e beijo me liga.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Hoje ia fazer sol e choveu...
Hoje ia ter seminário e, graças aos céus, não teve...
Hoje ia ser um dia ruim e acabou não sendo.

Apesar do meu rola monstruoso no meio da Paulista - sim, cai como bosta no chão, me ralei e ainda perdi a sandália - foi no mínimo um dia engraçado.
A hora que eu entrei na loja, descalça, falando 'moça, por favor, se tem havaina?', ela me olhou de cima a baixo, fixando no meu pé, com aquela cara de quem olha um cachorro com fome e falou 'tem sim, vou pegar, qual numero? ah, tadinha! quer um cházinho?'.... Lóoogico que eu quis né, a gente tem que se aproveitar de momentos assim. Ganhei cházinho com bolachinha ainda.
Na hora de sair da loja ela me vira e fala assim 'querida, tem que pensar que ao invez da chuva te levar uma sandália, ela te deu uma nova'.
Tirando o 'querida' - que eu odeio e quem chama assim merece apanhar -, ela tinha toda a razão.
E ai, claro, que eu sai pensando sobre o efeito daquela frase na minha vida toda.
E como diz meu psicologo, eu fiquei pensando 'vez ou outra, não custa nada ser metade do copo cheio, certo? Ser metade do copo vazio é real, e tem lá o seu charme. Mas de vez em quando não custa nada a gente tentar enxergar a coisa com outros olhos'.
Ontem eu tinha falado em surpresas, não tinha?
Nada como perder o sapato em meio a um temporal na avenida mais cheia de São Paulo, no dia do seu seminário mais importante.
Vou dormir com a minha havaiana preta com bolinhas do meu lado, só pra garantir.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


[com um ódio mortal de resenhas críticas, mas tudo bem]


Será que alguem reconhece cheiro de verão igual eu?

Tô aqui no computador, terminando uma resenha pra amanhã, e de repente veio aquele cheiro gostoso de verão. Putz, parei tudo que eu tava fazendo e fiquei aproveitando por uns minutinhos. É a maior delícia do mundo... Me lembra épocas muito boas da minha vida, e dá uma sensação que todo o resto foi embora. Ai eu percebi que eu consegui aquele "off" que eu tanto queria ontem, e não tava rolando.

Acho que essa sensação é meio de criança sabe, e por isso que ela é tão gostosa.

Acho que é aquela coisa estranha que dava em mim quando eu sabia que as férias tavam chegando... Por mais que eu ficasse triste porque alguma coisa ali tava acabando, eu sabia que por pelo menos dois meses, eu ia me divertir tanto que não ia ser tão ruim.

Hoje o meu dia me fez bem, e eu vou dormir aproveitando isso porque tem sido raro ter um dia complementamente bom, totalmente bom.

Talvez foi a companhia, já que eu tava com uma saudade imensa dela.

¬¬

Amanhã é outro dia, e tomara que esse cheirinho de verão continue no ar.

Tomara que essa sensação gostosa permaneça, e rolem umas surpresas boas por ai.

Quem sabe né?