sábado, 13 de março de 2010

Sexta feira, meia noite. E eu aqui na frente do computador. Namorado tá numa festa. Melhores amigos bebendo num bar. E um monte de amigos daqueles que só te ligam quando interessa em alguma balada da vila madalena.
Podia ter saido, mas decidi ficar aqui, eu e eu mesma. To chata hoje, e não quero ver ninguem quando eu to assim. Não quero sair e ficar mendigando carinho ou atenção.
Ando muito diferente ultimamente. Nos ultimos tempos ando tentando me soltar de tudo aquilo que sempre me prendeu, e todo aquele vicio social que me fazia fazer as coisas por fazer.
Uma tentativa de rever toda essa vida ideal, que parou de fazer sentido. Me soltar de amizades traiçoeiras, dar menos valor as relações, e cuidar mais de mim do que dos outros.
É como eu falo pro Rodrigo. Do nada, eu tomei uma porrada na cara. Uma porrada de realidade.
Por um lado foi otimo. Deixei novas pessoas entrarem, e com elas novas ideias e sentimentos.
Mas por outro lado, é um caminho cheio de perdas e dor. Necessárias eu acho, mas bem pesadas. Encarar a verdade de frente, e parar de me enganar, sabe?
Entender que amar demais é um problema meu, e que ninguem no mundo pode corresponder a tamanhas expectativas. Entender que juras de amizade são feitas no auge e no calor da amizade, mas elas sim vão embora em alguns casos. E entender que as pessoas simplesmente deixam de ser importantes umas para as outras.
Perder o medo de perder. Tao fácil de falar, e tão impossivel de se realizar para mim.
Não é questão de ser dramatica ou não. Sonhadora ou não. É questão de se aceitar seja lá como for, mas parar pra pensar que os outros tem os seus proprios problemas muito mais importantes que você e o seu mundo. Ele simplesmente não lembra de me ligar mais, e tudo bem assim. Ela tem uma vida toda nova sem você, e bola pra frente.
Como eu disse, facil de falar, dificil e doloroso de fazer e sentir.
Aceitar que cada um é nada mais que um grão de arroz nesse mundo, e que as vezes é preciso olhar "the big picture" ao inves duma simples sexta feira sozinha em casa.
Eis a minha porrada de realidade na cara.
Acabei de escrever uma postagem, mas a porra do laptop deletou.
Enfim...

Renovando as experiencias. Lidando com os vicios todos os minutos na busca de algo mais.
Desamarrando as amarras, aprendendo a perder o medo de perder.
Se sofrer, sofreu. Se acabar, acabou. Se for feliz, feliz foi.
Atualizando toda uma vida ideal de uma Priscilla ideal que na verdade nunca existiu em essencia.
Sentimentos, pessoas, falsas ideologias, tudo ficando pelo caminho.
"Se o meu maior medo se realizar, qual o pior que pode acontecer?"
Acredite, o pior nunca é tão pesado quanto é na nossa imaginação. Nunca se perde uma coisa que já não tava perdida pra começo de historia.