Sexta feira, meia noite. E eu aqui na frente do computador. Namorado tá numa festa. Melhores amigos bebendo num bar. E um monte de amigos daqueles que só te ligam quando interessa em alguma balada da vila madalena.
Podia ter saido, mas decidi ficar aqui, eu e eu mesma. To chata hoje, e não quero ver ninguem quando eu to assim. Não quero sair e ficar mendigando carinho ou atenção.
Ando muito diferente ultimamente. Nos ultimos tempos ando tentando me soltar de tudo aquilo que sempre me prendeu, e todo aquele vicio social que me fazia fazer as coisas por fazer.
Uma tentativa de rever toda essa vida ideal, que parou de fazer sentido. Me soltar de amizades traiçoeiras, dar menos valor as relações, e cuidar mais de mim do que dos outros.
É como eu falo pro Rodrigo. Do nada, eu tomei uma porrada na cara. Uma porrada de realidade.
Por um lado foi otimo. Deixei novas pessoas entrarem, e com elas novas ideias e sentimentos.
Mas por outro lado, é um caminho cheio de perdas e dor. Necessárias eu acho, mas bem pesadas. Encarar a verdade de frente, e parar de me enganar, sabe?
Entender que amar demais é um problema meu, e que ninguem no mundo pode corresponder a tamanhas expectativas. Entender que juras de amizade são feitas no auge e no calor da amizade, mas elas sim vão embora em alguns casos. E entender que as pessoas simplesmente deixam de ser importantes umas para as outras.
Perder o medo de perder. Tao fácil de falar, e tão impossivel de se realizar para mim.
Não é questão de ser dramatica ou não. Sonhadora ou não. É questão de se aceitar seja lá como for, mas parar pra pensar que os outros tem os seus proprios problemas muito mais importantes que você e o seu mundo. Ele simplesmente não lembra de me ligar mais, e tudo bem assim. Ela tem uma vida toda nova sem você, e bola pra frente.
Como eu disse, facil de falar, dificil e doloroso de fazer e sentir.
Aceitar que cada um é nada mais que um grão de arroz nesse mundo, e que as vezes é preciso olhar "the big picture" ao inves duma simples sexta feira sozinha em casa.
Eis a minha porrada de realidade na cara.
sábado, 13 de março de 2010
Acabei de escrever uma postagem, mas a porra do laptop deletou.
Enfim...
Renovando as experiencias. Lidando com os vicios todos os minutos na busca de algo mais.
Desamarrando as amarras, aprendendo a perder o medo de perder.
Se sofrer, sofreu. Se acabar, acabou. Se for feliz, feliz foi.
Atualizando toda uma vida ideal de uma Priscilla ideal que na verdade nunca existiu em essencia.
Sentimentos, pessoas, falsas ideologias, tudo ficando pelo caminho.
"Se o meu maior medo se realizar, qual o pior que pode acontecer?"
Acredite, o pior nunca é tão pesado quanto é na nossa imaginação. Nunca se perde uma coisa que já não tava perdida pra começo de historia.
Enfim...
Renovando as experiencias. Lidando com os vicios todos os minutos na busca de algo mais.
Desamarrando as amarras, aprendendo a perder o medo de perder.
Se sofrer, sofreu. Se acabar, acabou. Se for feliz, feliz foi.
Atualizando toda uma vida ideal de uma Priscilla ideal que na verdade nunca existiu em essencia.
Sentimentos, pessoas, falsas ideologias, tudo ficando pelo caminho.
"Se o meu maior medo se realizar, qual o pior que pode acontecer?"
Acredite, o pior nunca é tão pesado quanto é na nossa imaginação. Nunca se perde uma coisa que já não tava perdida pra começo de historia.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Na real, sem muita inspiração pra escrever hoje. Mas é o ultimo texto do meu ano, to indo viajar logo menos. Gastei muitas das minhas palavras mais sinceras nas ultimas cartas que escrevi, cartas necessárias, cartas que esclareciam, cartas que desabafavam, cartas que colocavam pingos nos "i"s e pontos finais. Cartas para pessoas que eu amo e amei, importantes nesse meu ano catastrofico.
Mas quer saber, vou terminar o ano da melhor maneira possível. O mundo deu voltas e voltas e me encontro agora em um lugar no qual eu gosto de estar. Doeu, muito. Morri, inumeras vezes. Comecei o ano lutando pela minha vida e passei ele inteiro assim. Ganhei algumas, maravilhosamente lindas, e perdi outras, assustadoramente dolorosas. Mas to aqui, ainda vivendo e enfrentando o que vem pela frente.
To ansiosa, pra variar, mas não mais com medo das mudanças que eu vou encontrar pelo caminho. E isso foi o que eu aprendi num dos anos mais pesados da minha vida. A mudança, vem, é inevitável e por muitas vezes pode até ser prazeirosa. A dor deve ser sentida, com toda a sua força, em todas as suas etapas, mas não deve se transformar em meio de vida. Tudo pode acabar do dia pra noite, assim como pode começar. Mas o medo de perder só te transforma numa pessoa idiota e covarde, não se perde nada do que já não estava perdido. A unica coisa a se fazer é ir vivendo, do jeito que cada um consegue conquistar, e ir sentindo cada passo do caminho o máximo possível.
Acho que um ano de crise não é exatamente um ano ruim. Um ano dificil, dolorido, pesado, sofrido, mas um ano em que se cresceu, muito, e que acima de tudo, mudou muita coisa aqui dentro.
Acho que eu fico por aqui, não quero soar um manual de auto ajuda.
Só queria dizer que há sim vida após facadas, corações destruidos, amizades abaladas e cagadas cometidas. E que viver nunca é demais, ao contrario do que eu mesma disse por muitas vezes.
Feliz ano novo para quem passar por aqui :]
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
E todos estão quebrados, e todos se encontram despedaçados. Cada um a sua maneira, com o seu próprio corte. E cada um se anestesiando ao regalo de seu próprio gosto. Todos se enganam, e todos se questionam. Muitos tentam ir e não conseguem. Outros poucos ficam pelo simples medo de tentar. Cada um caminhando ao seu próprio suicídio, lento, gradual ou moderado. Uns julgando os outros, mas separados somente por um tipo diferente de veneno. Outros tentando se apoiar naqueles que nem nas próprias pernas se agüentam. Um grupo de prodígios perdidos talvez na esperança excessiva que lhes foi projetada. Despedaçados cada um a seu próprio modo, cedendo cada um ao seu próprio veneno, cortados pelas mais distintas facas. Alguns amam de mais, outros de menos. Alguns lutam de mais, outros de menos. Alguns nem sabem o que lhes foi ferido ou tirado.Poucos já sobrevivendo. Alguns ainda aquecidos pela idéia de uma esperança em algo que falta e pode ser conquistado. E alguns, talvez os mais feridos, conscientes de que nada mais resta por aqui.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Nossa, e faz tanto tempo que eu não escrevo aqui. Não tenho tido vontade, as coisas andavam normais demais, nem pra baixo nem pra cima, e a inspiração parecia estar perdida em algum canto. Detesto escrever quando eu sinto que não tenho nada de bom e sincero pra falar.
Mudei de casa na ultima semana. To escrevendo do meu apartamento novo, com uma janela enorme que tem vista pro meu lugar preferido no mundo: Moema.
Hoje foi a ultima vez que eu entrei na minha casinha antiga. E foi o dia mais estranho dos últimos tempos. Ela tava vazia, e limpinha, esperando os novos donos que chegam amanhã. A mulher que comprou ficou tão emocionada com a casa que ela até chorou. Minha casinha amarelinha ali na Luis Carlos Paraná.
Foi estranho. E eu quis aproveitar cada ultimo minutinho. Entrei no armário do quarto da minha mãe aonde eu sempre me escondia quando brincava com o meu pai e senti o cheiro de madeira que sempre teve dentro. A janela da frente tava lá, dramática como sempre, lugar dos meus choros mais histéricos e sofridos. Rafael, Bruno, Felipe, Luciano e Renato, todos os meus motivos de choro que aquela janela ouviu. Meu quarto, todo abandonado ainda pintado de rosa escuro, minha varanda ainda com marofa dos últimos cigarros.
Não queria ficar mais ali, mas também não queria ir embora de vez. Assim como a fase que eu to vivendo agora. Assim como a minha vida sempre foi. Ansiosa pra ver o que ta vindo, mas sempre presa no que já passou. Querendo chegar na casa nova, ligar para pessoas novas, mas com vontade de chorar por ta ali, me despedindo dos últimos 21 anos.
Minha mãe me disse que as memórias estão na nossa cabeça, e que lugares são apenas lugares, e que pessoas são apenas pessoas. Não consigo entender essa do desapego. E de alguma forma eu me viro bem assim. De alguma forma eu consigo estar me apaixonando pelo novo, mas sem tirar o velho do coração. De alguma forma eu consigo vir pra casa de agora com a lágrima da antiga, e ainda sorrir quando vejo o prédio novo.
To feliz por tudo de novo que anda acontecendo, mas aquela casinha tão especial vai ficar pra sempre no meu coração, nos meus sonhos, na minha memória. Posso dizer de peito aberto que eu fui MUITO feliz lá, e que a energia que ficou é muito especial.
Mudei de casa na ultima semana. To escrevendo do meu apartamento novo, com uma janela enorme que tem vista pro meu lugar preferido no mundo: Moema.
Hoje foi a ultima vez que eu entrei na minha casinha antiga. E foi o dia mais estranho dos últimos tempos. Ela tava vazia, e limpinha, esperando os novos donos que chegam amanhã. A mulher que comprou ficou tão emocionada com a casa que ela até chorou. Minha casinha amarelinha ali na Luis Carlos Paraná.
Foi estranho. E eu quis aproveitar cada ultimo minutinho. Entrei no armário do quarto da minha mãe aonde eu sempre me escondia quando brincava com o meu pai e senti o cheiro de madeira que sempre teve dentro. A janela da frente tava lá, dramática como sempre, lugar dos meus choros mais histéricos e sofridos. Rafael, Bruno, Felipe, Luciano e Renato, todos os meus motivos de choro que aquela janela ouviu. Meu quarto, todo abandonado ainda pintado de rosa escuro, minha varanda ainda com marofa dos últimos cigarros.
Não queria ficar mais ali, mas também não queria ir embora de vez. Assim como a fase que eu to vivendo agora. Assim como a minha vida sempre foi. Ansiosa pra ver o que ta vindo, mas sempre presa no que já passou. Querendo chegar na casa nova, ligar para pessoas novas, mas com vontade de chorar por ta ali, me despedindo dos últimos 21 anos.
Minha mãe me disse que as memórias estão na nossa cabeça, e que lugares são apenas lugares, e que pessoas são apenas pessoas. Não consigo entender essa do desapego. E de alguma forma eu me viro bem assim. De alguma forma eu consigo estar me apaixonando pelo novo, mas sem tirar o velho do coração. De alguma forma eu consigo vir pra casa de agora com a lágrima da antiga, e ainda sorrir quando vejo o prédio novo.
To feliz por tudo de novo que anda acontecendo, mas aquela casinha tão especial vai ficar pra sempre no meu coração, nos meus sonhos, na minha memória. Posso dizer de peito aberto que eu fui MUITO feliz lá, e que a energia que ficou é muito especial.
sábado, 21 de novembro de 2009
E de tudo aquilo que a gente viveu, hoje penso que começo a me curar, finalmente.
De repente, as perguntas mudaram, e as respostas já não fazem mais diferença. Parei de me torturar a toa na tentativa de descobrir se foi amor, se foi paranóia, se existiu sinceridade ou se significou alguma coisa pra você. Comecei a me ater às perguntas para as quais eu já tinha respostas. Para mim, foi amor, um dos maiores que eu já senti. Um dos maiores que já vivi. Sim, porque pra mim foi real, e paranóia seria pensar que não. Te amaria até o fim se assim fosse. Para mim significou muito, construiu, salvou, destruiu e mudou. Mudou quem eu era e moldou quem eu sou hoje.
Às vezes, as certezas que bastam são aquelas que estão no nosso coração e se meter numa busca incessante por outras respostas de nada adianta. O que sei? Existiu e foi lindo. Existiu e doeu como nada nunca havia doido antes. Existiu e teve um começo, um meio e um fim.
Hoje penso que começo a me curar de você.
De repente, as perguntas mudaram, e as respostas já não fazem mais diferença. Parei de me torturar a toa na tentativa de descobrir se foi amor, se foi paranóia, se existiu sinceridade ou se significou alguma coisa pra você. Comecei a me ater às perguntas para as quais eu já tinha respostas. Para mim, foi amor, um dos maiores que eu já senti. Um dos maiores que já vivi. Sim, porque pra mim foi real, e paranóia seria pensar que não. Te amaria até o fim se assim fosse. Para mim significou muito, construiu, salvou, destruiu e mudou. Mudou quem eu era e moldou quem eu sou hoje.
Às vezes, as certezas que bastam são aquelas que estão no nosso coração e se meter numa busca incessante por outras respostas de nada adianta. O que sei? Existiu e foi lindo. Existiu e doeu como nada nunca havia doido antes. Existiu e teve um começo, um meio e um fim.
Hoje penso que começo a me curar de você.
sábado, 17 de outubro de 2009
Um dia fomos felizes. Um dia eu te amei, um dia ele me amou, e no outro, com alguma sorte, nós nos amamos. Um dia já brigamos, mas fizemos as pazes da forma mais gostosa que se há para fazer. No outro, você me disse coisas sem sentido e depois veio correndo para se desculpar.
Um dia você me deixava recados malucos chegando em casa de manhã depois de passar a madrugada comigo. Um dia eu te batia com o chinelo e no outro você fazia carinho em mim enquanto a gente dividia o seu colchão. Um dia você pensou que eu não te queria. No outro, fui eu quem entrei em paranóias. Um dia não te quis mais. No outro percebi que mentia pra mim mesma e que te queria com toda a força e amor que há no mundo. Mas de repente, um dia, já era tarde de mais. Ai você não me queria mesmo.
Um dia, hoje talvez, prefiro ficar aqui, quietinha no meu mundo, fingindo que você ta aqui comigo. Mas um dia, amanhã talvez, vou acordar de novo e continuar a te esquecer. Um dia vou entender que a dor só fica se a gente deixar. Ai no outro, vou voltar a viver minha vida de novo.
Um dia, ontem quem sabe, decidi me deixar invadir um pouquinho por você de novo. No outro, hoje com certeza, percebi que o pouquinho virou montão e que a esperança deu espaço pra saudade, com toda a certeza da desilusão.
Saudade, todos os dias.
Um dia você me deixava recados malucos chegando em casa de manhã depois de passar a madrugada comigo. Um dia eu te batia com o chinelo e no outro você fazia carinho em mim enquanto a gente dividia o seu colchão. Um dia você pensou que eu não te queria. No outro, fui eu quem entrei em paranóias. Um dia não te quis mais. No outro percebi que mentia pra mim mesma e que te queria com toda a força e amor que há no mundo. Mas de repente, um dia, já era tarde de mais. Ai você não me queria mesmo.
Um dia, hoje talvez, prefiro ficar aqui, quietinha no meu mundo, fingindo que você ta aqui comigo. Mas um dia, amanhã talvez, vou acordar de novo e continuar a te esquecer. Um dia vou entender que a dor só fica se a gente deixar. Ai no outro, vou voltar a viver minha vida de novo.
Um dia, ontem quem sabe, decidi me deixar invadir um pouquinho por você de novo. No outro, hoje com certeza, percebi que o pouquinho virou montão e que a esperança deu espaço pra saudade, com toda a certeza da desilusão.
Saudade, todos os dias.
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