domingo, 30 de novembro de 2008

Não adianta... To tentando estudar aqui, mas ta uma agonia dentro de mim e eu não consigo. Eu quero falar alguma coisa, colocar pra fora, mas não sei o que. Eu quero fazer alguma coisa, mas também não sei o que.
Acabei de assistir “Alice” também, deve ser por isso. Parece que o episódio de hoje desperto em mim alguma coisa que tava quietinha aqui dentro ultimamente, e talvez devesse ter ficado mais uns dias. Eu falei pro Rodrigo, na ultima sessão, que o problema ia ser o domingo, e parece que eu tava adivinhando. E desde pequena eu tenho isso. Chegava domingo à noite, e eu começava a ficar assim, agoniada, assustada, meio perdida e com uma sensação de pressa, de correria, que eu não gosto nem um pouco.
Pra falar a verdade tem um monte de coisas que eu sei que queria fazer agora, mas elas estão tão longe e tão impossíveis, que eu continuo aqui, parada na frente do computador.
Eu queria voltar a ter uns oito anos, e ficar com insônia vendo programas de esporte domingo de madrugada na sala aqui de casa, com o meu pai, no escuro só com a luz da televisão. Ou eu queria ta na praia agora, na areia, com um ventinho bem de leve, vendo quantas estrelas eu consigo contar e ouvindo o mar chegando perto. Ou talvez deitada na cama do lado da janela, de um prédio bem alto, imaginando que os humanos do futuro voariam e seriam muito mais inteligentes do que a gente. Ou eu queria estar num foguete, lá no espaço, flutuando e quase encostando nas estrelas, naquela escuridão, sozinha. Acho que ai sim, essa sensação de “algo quase por um fio” que ta dentro de mim, ia parar por um tempo... Ela não iria embora, mas pelo menos por hoje ela podia tirar uma folga.
Acho que eu devia parar de besteira e enfiar a cabeça nos mil textos que eu tenho que ler essa semana, mas eu ainda não aprendi como. Não sei desligar tudo isso, e ficar em off um tempo.
Não sei... Queria, na verdade, é um carinho...
Nada melhor do que um carinho pra se desligar seja lá do que for.
Tô fuçando uns outros blogs aqui. E tem um que eu sempre paro pra ler o que o cara escreve.
Tem muita coisa que ele diz que eu não concordo, mas tem umas sacadas as vezes muito legais.
Hoje, em especial, tem um textinho lá que eu ri quando li.
"Você tem um blog lilás onde escreve sobre relacionamentos. Você acorda com idéias sobre como outros podem viver suas relações de modo mais ousado, criativo e lúcido. Enquanto você escreve sobre amor, alguém liga no celular. E então você é ríspido e irônico, se fecha e faz tudo ao contrário do que escreve.
Seus textos são imperativos e impositivos pois você escreve para si mesmo, na ânsia de convencer a si mesmo de que sabe alguma coisa sobre mulheres, amor, sexo e tudo o que vem junto. Seu aparente altruísmo é apenas veículo para seu egoísmo.
Suas certezas sobre relacionamentos são como gritos perdidos no abismo. Ninguém sabe de onde vem, são meio desesperadas e quem se importa? Elas não alteram o fato de que estamos todos caindo. Muito melhor parar de gritar e tentar encontrar alguma mão para fazer um pouco de carinho antes de morrer."
A diferença é que o meu blog é azul =)
o texto todo tá aqui ó
Acordei ainda bêbada de ontem no Berlin.
Bêbada de cerveja, bêbada de mambo, bêbada de risadas, bêbada de rock velho, bêbada de dançar, bêbada.
E não sei porque, mas acordei com "I don't feel like dancing" na cabeça, e tô aqui tentando aprender a dancinha pra dançar igualzinho o cara do clipe.
Poxa, é foda viu hahahaha... eu nunca vou chegar aos pés dele.
Mas vou contar um segredo (que nem eu sabia): no mambo, comigo do lado, não tem pra ninguem! Ou eu tava muito bêbada, ou eu sou a rainha do mambo! puta, que delícia!
o clipe pra quem quiser se aventurar.... quem sabe rola até uma competição.
http://www.youtube.com/watch?v=sXZ1tygRaVw

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tava repensando meu ultimo texto daqui. E ai duas pessoas muito espertas me fizeram refletir de novo sobre o que eu falei. Uma delas me disse que não adianta ir embora pra fugir. Que qualquer momento que eu esteja passando aqui, vai me acompanhar pra onde eu for. Que viajar é lindo, mas a gente tem que viajar porque é bom e não pra fugir de nada. A outra me disse que coisas boas sempre aparecem por ai, principalmente nessa cidade.
Ai me bateu o pensamento que talvez eu não precise de um sopro novo, nem ir embora pra lugar nenhum. Talvez o que tá faltando é eu saber me virar comigo mesma, e pela primeira vez em muitos anos, olhar pra mim um pouco e cuidar de mim. Eu dou tanto de mim pra todo mundo, que ta na hora de dar um pouco de mim pra mim. Talvez o sopro "novo" seja eu mesma, mas com um outro olhar, um olhar interno, um olhar que cuide, um olhar que eu tenho medo só de pensar. E ai que mora o principal desafio. Eu tenho tudo que alguem precisa ter externamente... O que falta é alcançar a tal da paz interna, sabe?
E não digo daquela paz interna que os caras cantam naquelas músicas clichês. É aquela coisa interna de você estar com você mesma só, e estar bem assim.
Eu sempre disse que a minha melhor companhia era eu mesma, e que eu me bastava. Mentira. Isso é como eu queria ser, mas a verdade é que na hora de ir colocar a cabeça no travesseiro, eu tenho o maior medo de ficar só. Sabe aquela velha historia de primeiro você tem que estar bem com você pra depois estar bem com alguem? Comigo sempre foi ao contrário. Eu sei estar muito bem com alguem, mas ainda não aprendi a ficar bem DE VERDADE comigo.
Não que pessoas e companhias não sejam necessárias. Mas aquele "a mais" que eu vivo falando que tá faltando talvez eu tenha que encontrar dentro de mim.
Só de escrever isso, eu já tenho medo.
Eu adoro um momento sozinha, mas eu não sei ficar sozinha por muito tempo não. E é isso que eu vou aprender. Justamente porque eu tenho medo, é que quando eu conseguir, vai ser a maior delícia do mundo.
Quem sabe dessa vez eu não consigo?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008







Eu tava pensando, e percebi que eu sou uma Alice ao contrário. Ela veio do interior, pra cidade grande, disposta a ganhar a cidade mais maluca do mundo com unhas e dentes. E ela ainda não conseguiu. Eu, to aqui, na cidade mais maluca do mundo, com ela ganha nos meus braços, e to disposta a ir embora dela, disposta a ganhar outra coisa com unhas e dentes. De todo o resto, a gente até que se parece. Amigos, família, loucura, tudo na mesma.
O que eu tenho é uma vontade maluca de viver, e cada vez mais to percebendo que não é aqui o meu lugar. E é ai que eu me encaixo no papel de Alice ao contrário. O meu lugar não é aqui simplesmente porque eu acho que São Paulo já me ofereceu o que tinha pra oferecer. Não ta nada ruim, e eu tenho pessoas aqui que eu não largaria por nada nesse mundo. Mas bastaram quatro dias longe daqui pra perceber que essa cidade não alimenta mais minha alma como ela fazia antes. Foi entrar na estrada de volta, que minha angustia voltou, e eu fui ficando entediada de novo.
Sabe aquela sensação de quando você ta apaixonada, e te dá um frio na barriga só de ver a pessoa? Ou então aquela sensação de estar com muita fome, e de repente comer a melhor comida do mundo? Ou aquela sensação de nervoso quando você ta indo fazer uma apresentação daquele assunto que você adora falar sobre?
É isso que São Paulo não me dá mais. E é isso que eu quero mais. Eu quero levantar porque é delícia levantar e andar por ai, e não porque ta na hora de almoçar. Eu quero conhecer gente nova porque gente nova te dá sensações diferentes, assim como eu quero falar com os meus amigos de anos porque eu to morrendo de saudade deles, e não só por rotina. Eu quero alguém que me surpreenda a cada momento, e que possa me dar essas sensações todas novas que eu quero sentir. Eu quero planejar, e viver, e gritar, e fazer aquilo tudo que eu nunca pensei em fazer. E eu quero fazer porque é bom, e não por medo de eu estar perdendo alguma coisa.
E esse feriado me ajudou a entender tudo isso. Eu dirigi – coisa que quem me conhece sabe que eu tenho pânico de fazer! -, eu escalei uma torre muito alta que eu sempre achei que não conseguia, eu fui buscar lenha e montei uma fogueira, eu até tentei tocar o violão – e descobri que eu não tenho ritmo mesmo!
Cada coisa dessas me fez ver o quanto eu posso voar lá em cima, ao invés de ficar vivendo o mínimo possível. E me fez ver também que eu preciso criar a coragem e ir me arriscar por outros cantos, porque, pelo menos por enquanto, aqui não ta me proporcionando nada de novo.
Eu acho que, no fundo, isso que eu to sentindo, é a vontade da lagarta de sair do casulo e virar borboleta, pra poder voar por ai.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tudo é tão corrido, tão automático, tão mecânico.
Eu costumava parar, horas do meu dia, e ficar sonhando com a “mágica”. Não eram horas perdidas não. Mal sabia eu, alias, que eram horas bem gastas.
Hoje, não só não faço mais isso, como quase nem penso mais na “mágica”. Eu vou, e quando vejo estou lá, e pronto... se resume a isso. Não que não seja bom, ou válido, mas às vezes você acaba se perguntando “E se fosse mais? E se acreditar na “mágica” não fosse uma besteira no final das contas?”
Eu sempre tive medo de acreditar tanto nela a ponto de perder a vida que ta passando, sabe? Mas ai acabei fazendo o inverso – que também não é bom. Passo a vida por passar, só pra ter a sensação que ela passa. Eu vivo tanto, com uma velocidade tão acelerada, que vez ou outra me esqueço da importância da “mágica” ali no meio.
Mas isso não é um problema. A “mágica” ta ai sabe, e uma hora ou outra você acaba esbarrando por ela, assim, quase sem querer. A questão é saber se dessa vez eu vou permitir que ela entre, ou se vou continuar fechando a porta na cara dela. E isso não vale só pra mim. Uma hora ou outra, você vai acabar se perguntando a mesma coisa. A não ser que você seja uma daquelas pessoas sortudas que já encontrou a “mágica” e não deixou ela ir embora.
Se esse for você, se agarra e não solta nunca mais!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fiquei uns dias sem inspiração pra escrever, vou contar viu.
Ai agora eu tava de bobeira aqui na net e minha cabeça foi inundada de pensamento, acho que é assim que a inspiração chega... Ah o santo ócio viu!
Na verdade, não lembro bem porque, eu comecei a pensar em como a tal da “ressaca moral” me incomoda e atrapalha minha vida. Tava lembrando dos últimos finais de semana, e das bebedeiras monstro que andei tendo com uns e outros por ai, e no quanto eu fui induzida a sentir a maldita da ressaca moral! Parece exagero haha mas é uma verdade!
Se todo mundo sabe que quando bebe a gente fala besteira, porque que quando você ta bêbado, eles querem que você cale a boca bem na hora das besteiras? E se todo mundo sabe que bêbado é sem noção mesmo, qual é o problema em se fazer apostas malucas ou então fingir que você é o próximo super herói do momento? Gente, é a diversão do role poxa!
Não fossem os “Joãos” mergulhando no asfalto, ou as “Jullyannes” jogando óleo na própria cabeça, ou as “Vanessas” perdendo a chave do quarto de hotel em Buenos Aires, ou as “Priscillas” apostando quem corre pelado na rua, o que seriam das bebedeiras? Todo role desses tem que ter um “Leo” causando no canto ou um “Andre” cantando as musicas mais engraçadas do mundo, senão a graça vai embora ué!
E o engraçado é que as pessoas que mais te censuram no dia seguinte, são as que mais riram naquela horinha lá, que você tava pagando o maior mico do mundo. Ressaca moral não existiria se, no dia seguinte, ao invés de você ouvir do teu amigo “puta, a gente viajou...” tivesse um belo recadinho lá assim “puta que pariu, você tava a pessoa mais engraçada do universo, mando bem cara!”. Porra, seria demais! Na hora todo mundo ri, tudo é engraçadíssimo e nada é feio. Ai depois sempre chega o otário que diz “porra, que merda, você falo isso, e fez aquilo, que bad ein?”.
Fiz mesmo, falei mesmo e já foi cacete!
Te fiz rir, não foi? Então qual o problema?
Eu não to tão revoltada quanto parece, juro, é que é uma situação chata. E eu queria fazer um movimento de “chega de ressaca moral e ponto”. Só isso. Chega de acordar no outro dia e pagar uma de que “puta, não vou fazer mais isso.” Desculpa ser quem te traz essa noticia, mas assim, você ainda vai fazer isso MUUUUUITAS vezes, e pronto. Ou vai parar de beber agora?
Então assume logo ué. Eu prometo ser a primeira a começar! Até porque, sei lá, prefiro ser a pessoa que ficou ali gritando que tava bebassa e que queria sair pelada, do que aquela lá que ficou se corroendo de vontade, olhando.
Lógico que uma vez ou outra a gente se fode, quebra um joelho, cai duma cadeira, leva uns pontos... Mas até ai, é só não fazer disso rotina, que ta tudo beleza!
Enfim... pra mim chega da maldita da ressaca moral! Vou beber, falar besteira mesmo, querer apostar uma coisa mais estranha que a outra, cantar alto o quanto eu quiser e quem sabe até vez ou outra eu tenha o privilégio de ver um ou outro caindo no chão da própria casa – com o vinho na mão - porque teve a brilhante idéia de colocar a prancha de surfe na piscina.
Olha, ai sim, vale a pena com certeza! Hahahaha.

sábado, 15 de novembro de 2008

"Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
"Ah,terminei o namoro..."
"Nossa,quanto tempo?''
"Cinco anos...Mas não deu certo...acabou"
"É não deu..."
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?"
Adoro esse texto, embora eu não vá muito com a cara do Arnaldo Jabor, autor.
E sem indiretas nem mensagens subliminares, é só um otimo pensamento.
Pelo menos no meu jeito de ver as coisas.
Hum, pra fechar o sabado uma dica de uma banda nova que eu descobri.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Hum, sem muito o que dizer essa semana. Foi tudo otimo, delícia. Díficil uma semana assim, né? Mas ainda bem que existe.

Outra hora eu posto mais, a Vans ta aqui e ta com pressa de ir embora.
Só não quis abandonar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quando eu falo que "ir dormir" é melhor do que "acordar" as pessoas me acham mórbida, ficam indignadas. E na verdade não é nada disso. Eu falo isso não porque eu não gosto de viver e coisa e tal, porque eu adoro. Mas tem coisa mais gostosa do que ir dormir e ter aquele sonho delícia que te deixa bem o resto do dia todinho?
Eu tive um sonho tão delícia essa noite, que meu deus do céu, vou ficar de bom humor a semana toda! Não vou entrar nos méritos do sonho, mas ele foi tudo de bom!
Ai eu me pergunto "ta vendo, e se toda noite fosse assim?".
Talvez o fato do sonho ser tão bom é porque ele é perfeito em si mesmo e ele te permite viver coisas que nunca aconteceriam na vida de verdade. Eu não quero uma vida perfeita, e nem tenho um amor platônico ou um desejo secreto impossivel de ser realizado. Mas sonhar com o impossivel te permite imaginar como as coisas seriam de uma outra forma, e isso é que é a delícia. Não porque você quer que aconteça, mas simplesmente pelo fato de passar pela sua cabeça uma coisa que nunca tinha passado antes. A surpresa, como sempre, é o que dá o tom. E eu, claramente, tenho um vício pela surpresa.
Por mim eu iria dormir agora o dia todinho, e continuaria com aquele sonho delícia. Mas acho que se ele não tivesse acabado como acabou, perderia a graça.
Tem tanta gente por ai que vive a vida por viver. Porque eu não posso viver a minha vida como uma forma de se distrair entre um sonho e outro?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu tava pensando. Acho que existem males que vem para o bem, mesmo. Minha mãe sempre me disse isso, e eu sempre achei que era lorota (eu sei, que palavra é essa?!). Tem muita coisa acontecendo, e muito rápido, então eu acho que faltou tempo pra parar e entender o porque de muito do que aconteceu.
E faz uns dias que eu parei, e respirei, e deixei a cabeça livre pra pensar de verdade. Ai muita coisa se encaixou. Não só isso, mas milagrosamente os outros resolveram colaborar e me dar uma luz sobre um monte de comportamentos estranhos por ai. Um recado pro futuro: gente, façam isso mais vezes, por favor! Comunicação é o que há de bom por ai, e CARALHO, como ajuda! Por mais que traga uma "bad" junto, "falar" vem a calhar, acreditem! Quando a gente finge que o problema não tá ali, ele só fica maior e volta pra te detonar depois.
Eu sempre falo pro Rodrigo - que é meu psicologo pra quem não sabe - que não importa qual caminho você tá seguindo, se você tiver consciencia do que você ta fazendo. Se você tá disposto a errar e assume isso, então até o erro é válido. E "falar", se "comunicar" e "esclarecer" dá todo o sentido da consciência. Lógico que existe o orgulho, e tem coisas que ninguem consegue falar... Mas isso tem que ser excessão. Todo mundo sai ganhando.
E quer saber? Você pode se surpreender achando que alguem vai ser de um jeito, e a pessoa acaba sendo de outro.
Ou, como eu, você pode descobrir que a certeza que você tinha que aquele amigo lá ia te julgar, deixar na mão, falar merda, não é tão verdade assim.
Sempre existe a possibilidade de você confirmar essa certeza, mas sempre existe aquele dia perfeito que você descobre que as pessoas ainda podem te surpreender.
As coisas estão "estranhas", mas acho que é por isso que tudo vale a pena.... a gente sempre dá um jeito de "be back on track". Obrigada por tudo sempre.
Stay up all night and sleep all day
We were smart kids with too much to say.
And so, so sure that they were missing out,
They're the ones who were missing out, and
We were elemental, talked down to bare essentials,
Who knew we'd get so far?
Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city and go.

Play it again,(our Games of Love and Lust)
There's no such thing (no there's never too much).
And we were so, so sure, No we never had a doubt.
We were counting down days to getting out.
We were elemental, talked down to bare essentials.
Who knew we'd get so far?(Who knew we'd get so far?)
Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we're wasting our lives,
Oh at least we know, that if we die - we lived with passion.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city and go.

Pack our bags and lets get away - they're catching on to us.
Pack our bags and lets get away - they're catching on to us.
Pack our bags and get away - they're catching on to us.
Pack our bags and get away - they're catching on to us.Oh, oh, oh, oh, oh [4x]

Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we're wasting our lives,
Oh at least we know, that if we die - we lived with passion.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city, and go.


a música da minha vida.........

domingo, 9 de novembro de 2008


Fim da noite de ontem. Schulz e Bob capotados no banco de trás. Só porque o Tostines disse "merece uma foto!".

Não existem palavras que possam descrever o que eu to sentindo. Faz uma meia hora que eu tô tentando achar uma palavra e não consigo. Ontem foi uma das noites mais divertidas dos últimos tempos pra mim. E quer saber o melhor? Foi uma noite divertida, mágica e dentro da minha propria normalidade - se é que possivel falar isso depois de umas 8 ou 9 cervejas, mas quem sabe me entendeu.
Pequenas coisas sabe, que normalmente a gente esquece pelo caminho, e que a gente precisa sentir saudade pra valorizar de novo.
"O dificil de viver de grandes ondas é que quando vem a calmaria, não conseguimos identificar prazer!". Eu já escrevi isso aqui... Mas to escrevendo denovo porque eu sou a prova viva que a gente consegue SIM identificar prazer - e muito - nas pequenas ondas, mesmo depois das grandes.
A sensação de "estar em si" tem um preço inimimaginavel pra mim agora nesse minuto.
E a sensação de ontem tambem. Estar no lugar certo, com as pessoas certas, sendo quem eu sou e me divertindo horrores. Era isso que estava faltando. Passei a semana toda numa agonia, uma agonia quase de morte, achando que nada mais valia a pena e que eu já não pertencia aqui. Pior? Pensando que eu já tinha vivido tudo que há pra se viver e que partes de mim tinham ficado no caminho.
Ai quando você se afasta dessa agonia toda, você percebe que aquilo não é você, e que não vale a pena tanto assim. Uma pessoa muito foda me disse isso ontem, são altos e baixos talvez intensos de mais, pelo menos pro meu coração.
Mas eu quero esquecer disso, e dessa vez não to fugindo do meu casulo não. Eu quero esquecer disso porque ontem eu tive a minha cura, e fui uma cura que aconteceu dentro de mim aos pouquinhos. Do futuro eu não sei nada, mas não porque eu to fugindo dele... Pelo contrario, eu tô de braços abertos esperando o que tá por vir. E dessa vez, eu vou entrar no casulo a fundo e resolver cada buraquinho que restou antes de virar o que eu tiver que virar.

Por mim, todos os dias seriam iguais ontem. E eu ia dançar e dançar e dançar a noite inteira de novo, um mambo, um tango, una musica latina de nuevo.
E eu tenho certeza que outros dias de dançar estão vindo ai...

A minha vontade é sair gritando pela rua.... "Eu redescobri felicidade aqui dentro!".

sábado, 8 de novembro de 2008

“Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só”

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O que aparentamos ser é a essência? O que alguém aparenta ser não é sua essência, mas é a representação dela, portanto, a aparência da mesma, que só baseia-se na essência, podendo ser sincera e fiel a esta ou não.
Como enxergar a essência de alguém, sendo que do contato desse mesmo alguém com a sociedade cria-se a aparência?
O primeiro passo já está dado, que é reconhecer a existência dessas duas formas do ser.
O segundo passo é tentar ao máximo se desvincular da superficialidade, procurando não permanecer apenas no mundo sensível, se baseando em simples primeiras impressões, simples experiências.
O terceiro passo, e talvez o mais difícil, seria passar a ser de um outro mundo, o mundo do que é, o mundo inteligível, onde pensamentos, olhares, experiências são cavados mais fundo, sendo pensados, estudados, refletidos e conhecidos. Talvez dessa forma seja possível vermos o mundo, os homens, a sociedade através de um exame de raio-X permanente, ou quase.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong."

"...rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."

"Absolute freedom. And the road has always led west."

"When you want something in life, you just gotta reach out and grab it."

"You're just living, man. You're just there, in that moment, in that special place and time."

"No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild."

"To measure yourself at least once. To find yourself at least once in the most ancient of human conditions. Facing the blind death stone alone, with nothing to help you but your hands and your own head."


Esse filme - "Into the Wild" - puta que pariu. Como ele mexe com a minha cabeça, como ele faz meu coração apertar um pouquinho cada vez que eu penso nele.
Eu não amo a natureza, tenho minhas manias, sou viciada em pessoas, adoro a minha vida por aqui, na cidade. Mas uma vez ou outra, quando eu coloco a cabeça no travesseiro, eu penso em como seria ir embora. Em como seria simplesmente esquecer tudo isso aqui e ir, até onde eu chegar, não importa.
Pra quem viu o filme e leu o livro, fica muito clara a sensação. E ela é impossível de explicar. Tem a ver com gosto das coisas, tem a ver com o barulho das coisas, tem a ver com a vida nas coisas. Essa palavra exatamente - vida.
A sensação é a de que a gente criou uma teia de significados da vida e se infiou dentro dela, criando o mundo como cada sociedade conhece ele. E tá tudo bem, nosso papel é só entender essa teia de símbolos, e saber que a gente mesmo que criou.
Mas pra mim, e pro McCandless e talvez pra mais pessoas por ai, as vezes a sensação é a de que eu quero tentar sair disso, e viver por ai, esquecendo da teia mesmo que por um segundo.
Só por um segundo.


[written into book] "Happiness only real when shared."


Ah, é sempre assim com esse filme pra mim. Meu coração parece que sobe na boca e minha cabeça fica toda confusa.


"If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed."


http://www.youtube.com/watch?v=2LAuzT_x8Ek
"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive às vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu a angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida".
Vou voltar a dormir agora.
Tava só pensando nessa frase da Clarice que eu li ontem bêbada no bar.
Ai acordei de ressaca - as nove da manha - e fiquei pensando nela sem conseguir dormir.
Então eu achei que se dividisse ela um pouco, ela ia ficar menos pesada.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Amanhã estréia lá na USP o documentário da minha orientadora, Rose Satiko. Eu faço parte do projeto dela desde agosto desse ano, e posso dizer que o documentário tá bem legal, já assisti algumas vezes. O projeto é bem interessante, e trata da produção e exibição do audiovisual nas periferias de São Paulo como meio de expressão e reflexão. O projeto foi patrocinado pela Fapesp, e este documentário é o resultado final.
O próximo passo agora é a criação de um blog de "antropologia compartilhada", para dar mais do que uma continuidade... na verdade, a intenção é exatamente essa, a de compartilhar o desenvolvimento de uma antropologia que não se baseie apenas no estudo do "outro", mas na troca entre o "pesquisador" e o "pesquisado".
Vale a pena ir conferir o filme amanhã. Vou estar por lá desde cedo, podem procurar.
Quando o blog ficar pronto, eu coloco o endereço por aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Não adianta, é inevitavel. O ano ainda nem acabou e as mudanças já tão batendo na porta. A saudade já é enorme, algumas mais do que outras, e aquela sensação de fim já tá ai tambem. O medo não é do que tá vindo, mas é de ter a certeza que nenhum outro ano vai ser como esse. Pode ser melhor? pior? lógico, mas igual nunca mais. e talvez seja por isso que agora tudo parece mais bonito e qualquer magoa pareça pequena no coração, e talvez aí teja o sentido disso tudo. Os trilhos por aqui taum se encaixando, finalmente. A dor tá dando lugar pra saudade, e as lembranças chegaram pra nunca mais sair ... Cada minuto desses ultimos tempos, tenha sido bom ou ruim, vai fica pra sempre comigo, guardado em especial, porque até aqueles que foram ruins serviram pra gente chegar aonde chegou sendo quem agente é."

Quem escreveu isso ai em cima fui eu mesma, há uns três anos atras.
TRÊS anos cacete, muito tempo atras...
Eu fui atras disso ai, no meu blog antigo e nem acreditei quando eu li.
De um certo jeito, eu ainda sou a mesma pessoa.
Eu lembro muito bem da sensação quando eu escrevi isso... eu tava triste, tava com medo de perder muitas das coisas que tinham surgido na minha vida, muitas das pessoas, mas tava com esperança do ano que ia entrar, achando que ele ia trazer um monte de coisas novas.
E não é que foi bem assim?
Eu perdi muita gente depois dai, mas hoje eu percebo que elas tinham mesmo que ir embora... elas não faziam mais parte de mim desde lá.
E o ano que chegou, trouxe uma das melhores surpresas da minha vida...

A minha parte preferida?
"A dor tá dando lugar pra saudade, e as lembranças chegaram pra nunca mais sair ..."

Eu escrevi esse texto ai exatamente nessa época do ano, e acho que foi um jeito de me despedir um pouco da dor e começar a pensar pra frente.
Esse ano, nada disso. Eu aprendi a lidar com a dor conforme ela aparece, e a minha vontade não é me despedir de nada ainda. Tá tudo tão bom.

A frase que eu escreveria esse ano de novo?
"... porque até aqueles que foram ruins serviram pra gente chegar aonde chegou sendo quem agente é."

Como eu disse, tá tudo tão bom.
Vou deixar assim por enquanto então. A vida se encarrega de me levar a hora que ela quiser.

"...Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa..."

sábado, 1 de novembro de 2008

"I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then."

Alguem já viu "As Horas"? essa frase a Meryl Streep que diz no filme.

Eu acho que quem escreveu esse roteiro, entrou na minha cabeça por uns minutinhos e ai escreveu essa frase. Simplesmente porque essa "one morning" foi, uma vez, uma tarde pra mim, por ai, que eu percebi que ninguem é ou não é feliz; e que tem um monte de gente por ai - inclusive eu, vez ou outra - que perde tempo pensando "quando eu vou ser feliz?". Felicidade a gente faz, felicidade a gente sente.... é tipo um soprinho de ar ali que entra na gente e faz tudo de bom. E não precisa ter motivo não. Apesar que, devo confessar depois de ontem, quando tem motivo é muito mais gostoso...!

Na verdade, eu ia começar com uma coisa que eu li no blog da Alice:

"A lagarta quando vira casulo sabe que está se preparando para virar borboleta?
E a borboleta se lembra quando foi lagarta?"


Fiquei um tempão olhando pro monitor, e pensando e pensando e pensando.
E ai eu lembrei de ontem e de uma hora que eu quase me mijei de tanto rir - adivinha com quem, pra variar. Ai eu lembrei desse filme, e dessa frase da Meryl Streep, e ficou tudo bem de novo.
Esse casulo, então, decidiu que hoje vai brincar de ser borboleta, como se já fosse uma, e vai esquecer que foi lagarta um dia. Amanhã, ou depois quem sabe, as lembranças de lagarta voltam, e eu me fecho no casulo de novo. Mas só hoje eu vou brincar de borboleta.

"It was the moment. Right then."
"Carpe Diem" para vocês.