quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso respondê-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.
Só o artista sabe que o mundo é uma criação subjetiva, que é preciso escolher, selecionar. A obra é a concretização, a encarnação do seu mundo interior. Ele espera impor sua visão pessoal, partilhá-la com os outros. Se não atinge esta última finalidade, o verdadeiro artista persiste assim mesmo. Os poucos momentos de comunhão com o mundo valem esse sofrimento, pois finalmente esse mundo foi criado para os outros como um legado, como um dom destinado a eles.
Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento de vida. Para atrair, encantar e consolar. Escrevemos para acalentar nossos amantes. Para degustar em dobro a vida: no momento preciso e retrospectivamente, na sua lembrança. Escrevemos, como Proust, para tornar as coisas eternas e para nos convencermos de que elas o são. Para podermos transcender nossa vida e alcançarmos o que existe além dela. Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem ao labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo, meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades - é a isto que eu chamo de respirar."
- Anaïs Nin

quarta-feira, 29 de abril de 2009



porque em tempos como esses ela me faria ouvir, pra ficar de boa...
"Não posso te culpar, mas não consigo te entender."
Estava relendo meus textos. Entre eles, encontrei pedaços e pedaços de tudo aquilo que agora eu quero esquecer, de tudo aquilo que eu vivi e que agora tá me matando por dentro. Encontrei partes e partes que me provam que eu sempre soube o que quis, e se ficou dificil perceber, é porque faltou tentativa e esforço. Não existe culpa de ninguem, sentimentos simplesmente mudam ou vão embora. Mas a única coisa que eu não permito que seja dita é que eu nunca soube o que eu quis. Eu SEMPRE soube e deixei claro que o que eu queria com você.
"Às vezes eu acho que sim. Às vezes eu me convenço tanto do “sim” que começo a viajar por horas imaginando e criando a nossa vida de “sim”. Começo pensando no tempo que a gente vai gastar dando risada, lembrando da época que a idéia do “não” assombrava a nossa vida.
A nossa vida de “sim” seria divertida. Teria fluxo, um movimento tão gostoso e tão bonito que iria até fazer inveja por ai. Teria música boa, isso com certeza. Teria risada atrás de risada. Seriam dias de bebedeiras e discussões políticas e filosóficas das mais intensas. Seriam dias de amigos por todos os lados, noites com muita dança e ressacas monstruosas no dia seguinte. Teríamos manhãs de pijama, conversando e rindo no colchão durante uma parte de tempo para ver se o dia começa melhor. Teríamos viagens atrás de viagens, e sempre as mais divertidas do mundo. Viagens pra gente rolar na grama, correr no mar, ficar maluco até dormir no chão da sala de estar ou até roubarem os nossos colchões. Seriam dias de conversas longas durante uma madrugada inesperada. Dias de revelações baseadas em uma confiança tão bonita. Dias de leituras sobre bacanais, drogas, bebedeiras e, claro, a vida.
Eu não me canso de imaginar. Não me canso de criar a nossa vida de “sim”. Não canso de recolher cada pedacinho dessa vida de “talvez” e aumentar, até ele caber na vida de “sim”. Pode não ser verdade, e minha cabeça sabe disso, mas faz um bem pro coração fingir que acredito nessa vida que eu deixo essa historia ir lá longe. Acho que se eu parar vai doer tão forte, que é capaz dele não agüentar. Eu sempre fui muito boa em viver assim, das minhas idéias. Acho que é porque elas são só minhas, então eu as levo pra onde eu quiser.
Eu levo as minhas idéias pra rua, pra cama, pro almoço, pro jantar, pra viajar aonde quer que eu vá e até pro bar. Eu levo a nossa vida de “sim” aonde quer que eu vá. E da forma mais bonita que existe. Daquela maneira leve, que só as pessoas que gostam de verdade entendem. Aquela maneira simples, que não me prende, não sufoca, não machuca. Aquela maneira que me faz um bem, me faz feliz, e só."
por Priscilla Sbarra.

terça-feira, 28 de abril de 2009

"Pain, you just have to ride it out, hope it goes away on its own, hope the wound that caused it heals. There are no solutions, no easy answers, you just breath deep and wait for it to subside. Most of the time pain can be managed but sometimes the pain gets you where you least expect it. Hits way below the belt and doesn't let up. Pain, you just have to fight through, because the truth is you can't outrun it and life always makes more. "
E vai ser assim a semana. E na outra, um pouco melhor, e na outra bem melhor, até que chegue a semana que eu vou poder levantar a minha cabeça e seguir em frente com a minha vida. De nada adianta acordar amanhã e fingir que tá tudo bem. Assim como não adianta agir como se a vida tivesse acabado. A questão é aceitar que vai doer. E que vai doer por um tempo. Mas talvez, depois de um bom tempo, a dor se transforme em mudança, e a mudança chacolhe as coisas de forma que venha algo bom novamente. Algo que me dê esperanças novamente.
Não me arrependo de nada, faria tudo de novo se pudesse. O "ruim" foi "ruim", mas o "bom" foi insuperável, queria que você soubesse. Aprendi muita coisa, errei muito, magoei e fui magoada bastante, cresci imensamente e gostei loucamente tambem.
Acho que a dor ta aqui justamente pra provar que nada foi em vão, pelo menos pra mim. Tá aqui pra me fazer lembrar do quanto foi importante, e do quanto talvez tenha mudado a minha vida.
Um amigo muito foda me disse uma vez que é nas crises que a gente mais cresce, e que por isso essas são necessárias. Bom, vou enfrentar então. Aceitar e ponto final. O mundo tá sempre esperando pra mais umas lutinhas no caminho.
Foi maravilhoso enquanto foi.
Aos poucos a gente vai reconstruindo o caminho, um novo caminho.
Aos poucos a dor vai se tornando suportável.
Aos poucos, sempre.
"Apenas começamos".
"I know it's not perfect, but it's life. Life is messy sometimes."
Maybe we like the pain. Maybe we're wired that way. Because without it, I don't know; maybe we just wouldn't feel real. What's that saying? Why do I keep hitting myself with a hammer? Because it feels so good when I stop.
"A couple of hundred years ago, Benjamin Franklin shared with the world the secret of his success. Never leave that till tomorrow, he said, which you can do today. This is the man who discovered electricity. You think more people would listen to what he had to say. I don't know why we put things off, but if I had to guess, I'd have to say it has a lot to do with fear. Fear of failure, fear of rejection, sometimes the fear is just of making a decision, because what if you're wrong? What if you're making a mistake you can't undo? The early bird catches the worm. A stitch in time saves nine. He who hesitates is lost. We can't pretend we hadn't been told. We've all heard the proverbs, heard the philosophers, heard our grandparents warning us about wasted time, heard the damn poets urging us to seize the day. Still sometimes we have to see for ourselves. We have to make our own mistakes. We have to learn our own lessons. We have to sweep today's possibility under tomorrow's rug until we can't anymore. Until we finally understand for ourselves what Benjamin Franklin really meant. That knowing is better than wondering, that waking is better than sleeping, and even the biggest failure, even the worst, beat the hell out of never trying. "
"quando isso acontece não passa fácil".
NÃO?

O mundo tá simplesmente muito errado.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

As vezes o vazio toma conta de um jeito, que aperta, aperta, aperta tanto... E tudo que ela queria era um objetivo, um propósito, uma vontade de ter qualquer vontade.

"In conversation she often content
Customs builds customs that have all dead-ends
She found her courage in a change of scene
The sunday social would be short it's queen
All her best years spent distracted
By this tired re-enaccments
With the right stuff
she would try her chances
Somewhere else"


acordei com uma saudade de você hoje.
acho que foi o tal do sonho.
e não sei porque, essa música me lembra tudo isso.


a banda pode não ser muito boa, e a batida aquela de sempre, mas essa música me faz muito bem =)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

quinta-feira, 23 de abril de 2009

A culpa não é sua, nem minha. O certo não está com você, muito menos comigo. As consequências não serão suas, mas certamente serão minhas. A preocupação não deveria ser sua, mas sinto dizer que minha ainda não é. A confusão é minha. A raiva é sua. E a tristeza? Acho que cabe a nós dois. A força é sua tambem, mas deveria ser minha. A atitude? Torço para que uma hora seja minha. As brigas são nossas. O ressentimentos tambem. A sensação de impotência, por incrivel que pareça, mora em nós dois. A de decepção é muito mais minha do que sua, para sua surpresa tambem.
As frases de incentivo são suas. As de agressão, são minhas. O "eu tenho que" sempre sai da sua boca. O "eu não consigo assim" sempre sai da minha. O problema tá na minha mão. As resoluções estão nas suas. O amor pelo menos está no coração dos dois.
A vontade, acredite, está em mim tambem. Mas talvez a coragem ainda esteja só em você. "Sou mais forte que isso" hoje sai da sua boca. Quem sabe um dia não sai da minha "Já pensei que não iria conseguir".
Acho que esse é o meu jeito de pedir desculpa, e de dizer tudo aquilo que eu não consigo te dizer. Ainda bem que a amizade está nos dois.

quarta-feira, 22 de abril de 2009



linda.
"De tudo ficaram três coisas:a certeza de que estamos começando,a certeza de que é preciso continuar,e a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Façamos da interrupção um caminho novo." FERNANDO SABINO
As pessoas ainda têm a péssima mania de prometer aquilo que não podem cumprir. E aquelas pra quem as promessas são feitas, a péssima mania de acreditar. Tem a ver com a idéia das seguranças e das garantias. Tem a ver com a sensação de que com uma garantia na mão, aquela pessoa não vai te trair, aquela pessoa vai sim te amar pra sempre e você não vai de jeito nenhum quebrar a sua cara pela vigésima vez. Tudo um monte de besteira.
Eu sempre dizia quando me perguntavam “você me ama pra sempre?”: “hoje, eu amo pra sempre, amanhã eu já não posso prometer nada”. E a pessoa ficava arrasada com a minha resposta. Eu, se alguém me respondesse assim, daria um beijo, um abraço e ainda um prêmio. Quer resposta mais honesta do que essa? Melhor ainda, tem como a resposta ser outra sem ser essa, a não ser que seja mais uma falsa promessa de garantias?
A verdade é que dói ouvir algo do tipo, e dói carregar dentro de si mesmo essa incerteza que assombra muita gente como eu. Mas não é muito pior o que vem depois, caso a resposta não seja essa? Por isso que muitas pessoas se magoam fudidamente e por isso que muitos casamentos e amizades acabam despedaçados por ai. Quando você afirma algo que não sabe, você dá uma garantia de algo que também não sabe. E algo que você tem TODO o direito de não saber. Ninguém sabe o dia de amanhã. Ninguém sabe o que vai encontrar pela frente, e quantas vezes vai mudar de idéia nessa vida. E é assim que tem que ser, assim que acontecem os frios na barriga, e assim que a vida ganha graça. Então pra que sair por ai, prometendo a Deus e o mundo, coisas que nem você sabe como vão ser?
As pessoas prometem pra se sentirem seguras. Prometem porque realmente querem cumprir. Prometem para agradar, não só os outros, mas principalmente elas mesmas. Prometem para tentar convencer elas mesmas que aquilo é possível. Prometem porque, aparentemente, dói menos assim.
As pessoas acreditam porque é mais fácil. As pessoas acreditam porque é exatamente o que elas queriam ouvir, e é mais reconfortante assim. As pessoas acreditam porque precisam se segurar a algo que seja mais forte do que a própria insegurança de saber lá no fundo que estão se agarrando a algo mais vazio ainda. As pessoas acreditam porque, aparentemente, dói menos assim.
Vou postar esse vídeo porque ele é muito bom, e me faz bem sempre que eu preciso, não importa o que tenha acontecido. me lembra sensações e pessoas muito bem vindas.



"E onde a sorte há de te levar, saiba o caminho é o fim mais que chegar."

"Talvez a pergunta vazia fosse apenas para que um dia alguém não viesse a dizer que ela nem ao menos havia perguntado. Por falta de quem lhe respondesse ela mesma parecia se ter respondido: é assim porque é assim."

Clarice Lispector

"Dentro de mim mora uma menina mimada, cheia de quereres infundados, cheia de vontades absurdas, um poço de desejos, transbordamento de moedas enferrujadas. Nosso relacionamento anda um tanto desequilibrado. Ela quer demais, quer tudo, quer agora. Ela só não me diz o que quer e me atropela por tentar sufocá-la, pobre de mim. Ela planeja as mais ardilosas vinganças, me encabula, me faz corar perante ao mundo. Passa como um tufão, um furacão, um tornado, um carro desgovernado em alta velocidade. E a mim sobra limpar a bagunça, a lambança, a sujeirada toda que ela deixa, culpa dessa mania descontrolada de querer demais, querer sem limite, querer por querer. A casa está do avesso, ela deixou panelas e pratos imundos no guarda-roupa, roupas espalhadas pelo chão, cobrindo todos os centímetros quadrados livres dos lindos tacos sintecados, ela pintou com tinta guache as paredes brancas, misturou todas as cores, tudo virou um cinza azedo, desagradável de se ver. Não bastando ainda jogou comida podre dentro da máquina de lavar e encheu a banheira com restos de bebida e bitucas de cigarro. Quebrou os vidros das janelas, revirou os móveis, rasgou meus livros, quebrou meus discos e foi embora, a menina."
por Mariana Rezende.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

para evitar reclamações que eu só escrevo quando estou triste:
TO FELIZ PRA CARALHO HOJE.

FODA
FODA
FODA

felicidade realmente sem tamanho.

domingo, 12 de abril de 2009

"Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou"
.
Que hoje a fé me abandonou, de verdade.
.
.
.
"Por onde você foi que eu não te vejo mais?"
e talvez não só ela.
Poxa, é realmente pedir muito?
Hoje eu queria literalmente cavar um buraco embaixo da terra e ficar por lá, quieta, sem pensar nem sentir nada por algumas horas. É tanta coisa, tanta dor, tanto pensamento, tanta preocupação, tanto choque, tanta humilhação, tanto tudo...!
A minha cabeça não para de girar, e parece que a cada minuto aparece um pensamento novo que ta deixando ela a ponto de explodir. O meu coração ta numa agonia que ta difícil dar conta do tamanho. E eu não consigo parar de me sentir fraca, machucada, num turbilhão de sentimentos.
Desde terça feira eu to vivendo nessa confusão, mas acho que algo como a noite de ontem, jamais existiu. Todos os dias a gente se arrisca por ai, e não se dá muito conta disso. Quinta eu podia ter morrido fisicamente. Sexta eu quase morri humilhada e de coração quebrado. Ontem, sábado, eu quase morri ao ter a sensação que a morte tinha alcançado os outros que me importam também. E o impressionante é que tudo isso aconteceu, e nada mudou. Continuamos sempre bebendo, não ligando, vivendo em algo que pode se comparar ao automático.
Não é que eu queira assumir uma postura moralista agora, muito menos aquele discurso de “eu vi a morte, e agora vou mudar”. Não é isso nem um pouco. Acho que é uma dor sincera, uma dor necessária, uma dor agonizante. Uma dor que talvez esteja aqui pra acordar, pra fazer entender que não são coisas normais da vida. Não é normal insultar alguém que se ama a toa, não é normal bater a cabeça e sangrar até o hospital, não é normal não se cuidar... Não ta tudo bem e pronto, não pode ser assim. Sei lá, to tão confusa, numa dor tão forte que nem sei se to falando coisa com coisa. Só sei que não quero mais ficar assim e continuar me enganando e sendo enganada. Ta tudo simplesmente aonde não deveria estar.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Na verdade, é muito fácil perder o controle de novo.
Eu sempre tive um sério problema que é o meu medo de quebrar a cara. Sabe aquela velha historia de que dói menos quando a gente não tenta? Aquela velha conversinha das pessoas calejadas de que se a gente não apostar, não se esforçar, não tentar, a gente pode perder o que é bom, mas pelo menos evita o ruim? Pois é, sou mais uma dessas ai.
Faz um tempo que eu venho tentando mudar, dando a cara a bater, me esforçando e tudo mais. Eu tava decidida mesmo a me testar, a me arriscar mesmo correndo o risco de me arrebentar depois. E hoje eu percebi porque é tão fácil desistir. Tem se que ter uma força do caralho pra tentar mudar, e por mais que eu saiba aqui dentro que se eu buscar de fato talvez eu encontre, o reforço negativo acaba falando muito mais alto. Essa sensação de estar lutando sozinha contra o mundo, porra, é uma merda. Parece que quanto mais tento, mais eu me ferro. Quanto mais sintonia eu tento criar, menos ela aparece. Quanto mais forte eu tento ser, mais coisas aparecem pra me derrubar.
Hoje eu não to nem triste, eu to chateada, e comigo mesma. Como eu queria ser mais forte, e não deixar esse monte de coisas me derrubar, nem ceder as tentações de forma tão fácil sabe. Mas eu não consigo. Quando eu vejo, to lá, sendo fraca de novo, desesperada de novo, me sentindo sozinha num lugar cheio de gente.
Eu to, como alguém já disse pra mim outro dia, “desesperançosa” da vida. Eu to lutando sozinha contra um mundo de coisas que eu não queria nem ter que pensar muito menos lidar com. E eu sei que pode parecer que to reclamando de barriga cheia, ou que to sendo dramática mais uma vez, mas quero ver alguém entrar aqui dentro e sentir tudo isso. Cada um é de um jeito, e cada um lida com as coisas da maneira que pode. Eu queria muito que houvesse um jeito mais fácil de lidar com tudo isso. Só isso. Queria que a luta acabasse só por uns dias. Queria um reforço positivo nem que fosse só por algumas horas.
Queria encontrar a força, coragem, seja lá o que for pra desafiar todos esses problemas, de frente e falar “eu sou simplesmente muito mais que isso”. Mas com tudo desabando junto, fica meio complicado.
Na verdade é muito difícil. Não é impossível, mas é difícil. Acho que eu errei quando disse que você viveria sua vida, e eu a minha, e ia ficar tudo bem. A minha bem que precisava de uma forcinha extra. Mas é aquela coisa, sintonia a gente não força. Quando não se tem, não se tem.

domingo, 5 de abril de 2009

Dan: Why did you fuck him?
Alice: I wanted to.
Dan: Why?
Alice: I desired him.
Dan: Why?
Alice: You weren't there!
Dan: Why him?
Alice: He asked me nicely.
Dan: You're a liar.
Alice: So?
Dan: Who are you?
Alice: I'm no one! [Alice spits in Dan's face. Dan raises his hand to slap her]
Alice: Go on, hit me. It's what you want. come on, hit me, fucker! [Dan slaps Alice]












Where is this love? I can't see it, I can't touch it. I can't feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can't do anything with your easy words.
Provavelmente você vai seguir a sua vida, e eu a minha, e vai ficar tudo bem assim.
Você nem vai saber de tudo que eu passei, e de tudo que eu fiz outros passarem por causa de tudo isso. Você simplesmente não vai saber da nossa vida de “sim”, das nossas musicas, da vez que você foi embora sem dar tchau e eu chorei até, ou que você fez parte da melhor noite da minha vida. Você não vai imaginar o tanto que eu tentei dar o ritmo, e criar a sintonia, sabendo o quanto é difícil pra você.
É mais uma daquelas historias sem um começo marcado, com um desenrolar vago e complicado, com um final do tipo que quem ta assistindo o filme nunca quer ver. É mais uma daquelas historias nas quais não existem culpados, mocinhos ou bandidos. Existem apenas os sinceros, os que se enganaram e os que não aceitam que a historia não só acabou, mas nunca na verdade existiu de fato.
Provavelmente eu vou seguir a minha vida, e você a sua, e vai ficar tudo bem assim.
Mas sabe o que dói em toda essa historia? Pra você, simplesmente tanto faz.