sábado, 27 de dezembro de 2008

[provavelmente a última postagem do ano... depois é praia, praia e mais praia]
Acho que o meu ano que passou falou por si só. Hoje quando eu cheguei, tava morta de cansada e "derrotada", mas feliz da vida. E fiquei largada no sofá pensando por um tempinho. Puta, meu ano foi exatamente assim. Eu me cansei muito, eu me senti "derrotada" milhares de vezes, fiquei largada no sofá incontáveis dias e fui feliz pra cacete tambem!
Ai eu fiquei lá no sofá só pensando, e tentando fazer um balanço geral do que foi esse ano pra mim. Impossível. Aconteceu de tudo, e mais um pouco. Conheci muita gente que valeu a pena pra caralho, briguei com muita gente que não merecia, fiz umas besteiras fenômenais, me decepcionei com muitos, conquistei um mundo totalmente novo, aprendi e descobri coisas e sentimentos maravilhosos... enfim, vivi pra cacete.
Eu nunca tinha percebido o quanto a frase que abre esse blog é verdadeira.
Não tem jeito melhor de resumir meu ano.
"Viver ultrapassa todo entendimento".
Não sei, ai de repente eu me dei conta que era ontem, a gente tava em maio, e hoje tô eu aqui, escrevendo sobre o final do ano que chegou.
Tomara que o próximo ano passe um pouquinho mais devagar. Ai quer dizer que eu vou ter mais tempo pra conhecer outras pessoas, pra errar muitas outras vezes e pra dar risada tantas outras tambem mais. E o melhor: mais tempo pra fazer tudo aquilo que eu quero fazer e que faltou tempo - ou coragem - em 2008 pra fazer.
um bom final de ano pra quem quer que esteja lendo isso.
ps: adoro esse barulho de chuva.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Tem gente que realmente não se permite ser feliz. Puta que pariu, é inacreditável.
Eu sei que eu reclamo bastante e sou bem mal humoradinha - a ver pelos últimos escritos aqui - mas acho que não chego nesse nível. Tem gente que faz questão de afastar das soluções, e só criar mais e mais e mais problemas.
Acho que as vezes é bom um empurrão, e é bem isso que eu to fazendo aqui. As vezes é bom a pessoa levar um chacolhão e ver que tá exagerando. Que ela própria se enfiou nisso e ela própria pode sair.
Hoje é natal, e puta que pariu como eu adoro natal. Não sou católica, e a data em si não significa nada pra mim. Mas acho que minha alma ainda deve ter uns cinco anos de idade, porque é só saber que é natal que eu começo até a sentir cheiro de verão de novo. Ai que delícia. E como é Natal, hoje não tem sermão, não tem reclamação, não tem nada. Só tem risada e cerveja nas custas da mamãe - que eu alias já tomei três!
Acho que por hoje vai ser só, não to muito afim de ficar sentada aqui no computador.
Aproveitem crianças! E chega de lamentação desnecessária.
"save tonight".

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

"At the end of the day, there are some things you just can't help but talk about. Some things we just don't want to hear, and some things we say because we can't be silent any longer. Some things are more than what you say, they're what you do. Some things you say cause there's no other choice. Some things you keep to yourself. And not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves."
To meio irritada hoje. Não sai de casa, não quis ver ninguem, só quis saber de dormir.
Acho que todo mundo deveria ter um dia como esse, do pijama, em casa, com chuva e o seu próprio mal humor. É sério. Foi tanto mal humor num dia só, sozinha, que vai demorar pelo menos uma semana pra eu ficar assim de novo. Curti todos os sentimentos chatinhos que eu tava sentindo aqui, sozinha, sem encher o saco de ninguem, e agora to pronta já pra voltar a convivência humana. To pronta pra acordar amanhã e resolver tudo que eu tenho que resolver, fazer tudo que eu tenho que fazer, e falar tudo que eu tenho pra falar. Precisei do dia de hoje pra perceber que eu sei sim o que eu tenho que fazer, mesmo que não seja o que eu quero fazer. Eu sei sim, caso contrário não tava sofrendo tanto com o assunto.
As vezes, a gente tem que abrir mão do que quer, em troca de fazer o que é certo. Pra quem vive de idéias como eu, as vezes precisa abrir mão um pouco. Eu imagino que pareça bobagem ou até ridiculo falar isso, mas em certos momentos fica impossível conviver com a idéia de estar magoando o outro, e ai só resta fazer o que é melhor pra todo mundo.
Tem momentos em que certos desejos podem esperar. E vale a pena.
"Se fosse díficil escolher o que fazer, não seria tão dolorido"

sábado, 20 de dezembro de 2008

To meio desanimada hoje. Eu ia falar que não sei porque, mas eu sei bem porque. Ontem eu percebi muita coisa, algumas que eu queria ter percebido e outras que não.
Aquelas que eu queria ter percebido, infelizmente eu percebi tarde de mais. Entendi tarde demais que perdi o tempo com pessoas erradas, e acabei deixando as certas de lado. Entendi que tem gente que sempre esteve ai, me deu tudo, me ajudou em tudo, e na hora que essas pessoas mais precisavam, eu não estava lá. Entendi que o fato de "não ser por maldade" não muda muito as coisas. Entendi que "eu estava perdida e confusa com muitas coisas da vida" não justifica o fato que eu deixei de olhar pra aquela pessoa ali, que sempre esteve ali. Porque ela, mesmo com todos os problemas imensos que ela tem, sempre esteve ali.
E tem todas aquelas outras coisas que eu não queria ter percebido, mas que talvez eu percebi na hora certa. Percebi que a idéia que algumas pessoas tem de "amor" é totalmente doentia, e que o conceito de amizade de alguns é bem foda tambem. E não tô falando só de quem todo mundo acha que eu to falando. A coisa fica muito maior. Eu percebi que as vezes em nome do "amor" e da "amizade" as pessoas podem fazer coisas muito feias, e que só tendem a te prejudicar. De que adianta ser amada, se tudo que aquela pessoa faz por você é movido por ciumes, por joguinhos, por interesses?
Pra mim, amor, amizade de verdade, são sentimentos que fazem você querer o máximo bem daquele outro. Lógico, isso é bem inocente da minha parte, porque cada um tem seus interesses e isso é inegável. Mas aquele que ama mesmo, ele quer o teu bem e nao pensa em mais nada na maior parte do tempo. Ele não briga com você porque você não retorna o amor do jeito que ELE queria. Ele não te deixa mal a toa só pra ter o gostinho de você ir correndo chorar no ombro dele. Ele não te fala que você tá linda quando tá feia, mas tambem não fala que você tá um trapo. Ele te protege, ele te cerca, ele te leva pra casa a hora que você quiser e ele cuida de você mesmo quando o que você está pra fazer de "errado" vá facilitar as coisas pra ele.
O triste de ter percebido tudo que eu percebi ontem? É saber que eu andei esquecendo pessoas desse tipo, que amam de verdade, e que andei me preocupando com pessoas do outro tipo. E eu to falando de amizade. To falando de perceber que você deixou aquela pessoa que não te ama porra nenhuma entrar na sua cabeça de tal forma, que há muito tempo ela vem te influenciando e você nem percebe. Mas o mais triste mesmo é que essa pessoa tem, provavelmente, a certeza que tá fazendo isso tudo por amor.
Amor não é assim. Amor não é doente. Amor não tem ciumes. Amor não tem inveja.
Amor é livre. Amor é fluxo. Amor é aquela sensação de bem estar e querer bem entre duas pessoas.
Amor é você dar a cara a bater e falar "Errei, errei mesmo. E to disposta a te mostrar que ainda consigo acertar. Não quero perder você.". Amor é você dar o espaço que o outro pede, mesmo que isso te faça sofrer de saudades. Amor é mais que pedir desculpas, é dizer que provavelmente você ainda vai errar mais vezes, mas que vai tentar com unhas e dentes não deixar isso acontecer.
As minhas descobertas de ontem me fizeram entender uma coisa a mais tambem. Não quero e não vou mais me rodear de pessoas que amam doentiamente. Estou definitivamente, renunciando a esse tipo de amor. A esse tipo de amizade.
Quem sabe assim elas aprendem a amar levemente?
Ai sim, podem voltar a me procurar.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Eis o motivo de acreditarmos na proximidade entre amor e ódio. Não é o amor que está próximo do ódio, mas o apego. Amar é desejar e agir a favor da felicidade do outro. Apegar-se é desejar que a própria felicidade venha das reações que cada ação do outro causa em nós.Um é ativo, outro é passivo. Um só depende de nós, em outro somos reféns. Nosso dilema é bem simples: queremos sentir algo, mas o tão sonhado amor não é um sentimento. Amor não se sente, amor se faz."
adoro o blog desse cara.
"There's a time and place for everything, for everyone. We can push with all our might, but nothin's gonna come, oh no, nothin's gonna change. And if I asked you not to try, could you let it be?
You can change your friends, your place in life, you can change your mind. We can change the things we say, and do it anytime. Oh no, but I think you'll find that when you look inside your heart."

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Eu sempre tive um talento muito forte pra perceber as coisas. Mesmo antes das próprias pessoas perceberem o que vai acontecer com elas, eu já sacava certas coisas. Não sei por que, mas eu tenho esse tato. Ultimamente, eu ando tendo uns palpites que, sinceramente, eu não queria ter nem um pouco... E aos pouquinhos, eles andam se confirmando por ai.
Às vezes eu fico pensando que há males que vem pra bem totalmente. Tem coisa que me deixa puta quando acontece, e depois quando eu olho de volta, percebo que aconteceu porque tinha que acontecer, mesmo que seja dolorido, sabe?
Talvez a vida não seja preto e branco total, e na verdade esses meus palpites funcionam, pra mim, como uma profecia auto-realizadora. Talvez se eu não pensasse tanto nisso, as coisas acontecessem de um jeito diferente.
Não sei, acho que na verdade é uma forma de auto proteção. Se eu já desconfiar do que pode acontecer, quando acontecer, não vai ser um baque nem nada disso... Vai ser simplesmente mais um palpite que se confirmou. Ai eu posso seguir minha vida, porque por menos que doa, eu já tava preparada.
O grande problema é quando o palpite vem tarde demais, e ai você é obrigado a perceber que coisas que você nunca pensou serem possíveis, podem sim acontecer. E ai o baque não é só dolorido, ele é gelado, ardido, amargo, tudo de ruim.
Nesse caso, você tem duas opções. Ou você se fecha numa concha pra sempre, convivendo com a sua raiva, o seu instinto de vingança, os seus sentimentos mais sujos, ou você encara a sua dor de frente, e ainda tenta ter a coragem de tirar algo de positivo disso tudo.
Eu sempre fui "metade do copo vazio", e aposto que se tivessem que apostar, apostariam que eu iria escolher a primeira opção. Não, dessa vez não. Eu to aqui dentro de mim mesma, lutando muito pra não ceder aos meus instintos e dessa vez a briga vai ser feia.
Eu acredito que ninguem no mundo deveria escolher a primeira opção. Não porque eu sou uma "boa" pessoa ou porque meu "caráter" é nobre. Simplesmente porque se fechar, se vingar, só faz com que você se iguale a quem te fez o mal, e no final das contas, você vai ser mais uma pessoa que se perdeu se preocupando com outras pessoas. Corajoso não é aquele que entra na briga, mas sim aquele que resiste a tentação de tacar uma pedra na cara duns filhos da puta por ai. Corajoso é aquele que se retira, porque ele tá pensando no bem estar DELE. Corajoso é aquele que vive a vida para si próprio, e não em função de um monte de besteiras por ai.
Eu ainda não sou totalmente corajosa. Vez ou outra, eu fraquejo, e acabo tacando umas pedras por ai. Mas é aos pouquinhos que a gente chega lá. E é aos pouquinhos que a gente entende porque pessoas são como são, fazem o que fazem e dizem o que dizem.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

viver ultrapassa todo entendimento.
não me canso de repetir isso. mesmo hoje, na maior dor do mundo.
você nunca sabe o gosto de alguma coisa, até experimentar.
você pode tentar descrever a sensação de uma montanha russa, mas só quem passa por ela sabe a sensação exata.
igual a uma facada... só que a diferença é que a sensação da facada é aquela do tipo "nunca mais vou me recuperar". o pior da facada é que além dela ser inesperada, ela sempre vem daquele personagem do filme - ou da vida real - que você nunca esperou.
hoje eu descobri que eu tenho razão quando falo que a pessoa que eu mais tenho que amar no mundo sou eu, e que uns certos outros tem razão por ai quando eles dizem que são poucos - mas pouquissimos mesmo - aqueles em quem a gente pode confiar.
eu nunca acreditei em indole, ou nessa história de caráter imutável que todo mundo diz.
pra mim, todo mundo tem direito a errar, e todo mundo merece uma segunda chance.
todo mundo pode sim mudar.
o problema é quando a gente não percebe que "ou muda agora, ou vai chegar uma hora que não tem mais jeito". vai chegar uma hora - e aqui eu QUERO pensar que estou errada - que cria-se uma habilidade tão forte com a faca, que ela passa a fazer parte de você.
assim como eu não acredito em indole, eu acredito que as vezes a gente faz as coisas erradas por motivos que são totalmente compreensíveis. afinal, ninguem escolhe de quem gosta ou sente tesão, assim como ninguem escolhe estar na hora errada no lugar errado.
mas tem uma coisa que eu acredito, e muito. que as pessoas podem sim agir de má fé, e que em certas situações, a gente pode sim não chutar o balde tão forte assim.
tem certas situações que são inevitaveis? tem, lógico.
mas mesmo nessas situações, a gente poderia não ter pegado tão pesado quanto pegou.
pra mim, quando eu amo muito alguem, é dificil magoar esse alguem, de propósito, PREMEDITADAMENTE. mas hoje eu aprendi, que tem gente por ai que não faz idéia do que possa ser o amor. tem gente por ai que acha que amor é essa coisinha ridicula, baseada em ciumes, vinganças e coisas do subconsciente sabe? e que um simples "ah, foi mal!" resolve qualquer coisa.
eu sou tão boba, que mesmo diante duma facada, com o esfaqueador(a) ali na minha frente, eu começo a chorar. e sabe qual o motivo do choro? o fato de aquela pessoa ser tão, tão, tão importante pra mim, que eu preferiria morrer do que ter que começar a odiar ela.
eu disse e repito. um erro é um erro. uma cagada é uma cagada. uma PUTA mancada é só uma puta mancada. mas uma facada, uma sujeira, uma coisa premeditada, mesmo que inconscientemente, talvez não tenha volta.
não estou tirando o meu da reta. já fiz muita coisa ruim, errada, SUJA como alguns dizem ai. mas existem duas diferenças. nunca foi com maldade ou crueldade. e nunca foi com a pessoa mais importante da minha vida.
eu realmente espero, um dia, descobrir que eu estava errada em relação a algumas coisas, e que eu tenho razão quando eu digo que uma pessoa pode mudar, mesmo depois de um erro aparentemente "irreparavel".
eu não quero, e nunca quis passar sermão em ninguem, não é isso. é, na verdade, uma tentativa de entender porque as pessoas fazem o que elas fazem, e tentar ter a esperança que elas estavam simplesmente numa fase "estranha" da vida.
é uma tentativa de te mostrar o quanto algumas coisas podem estar erradas na sua vida.
é uma última tentativa de acreditar em alguem que é muito especial pra você.
mas isso só o tempo vai dizer. assim como só o tempo vai - talvez - apagar a dor, a raiva, a humilhação, a sensação de traição que uma pessoa pode sentir na vida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Andei escrevendo umas coisas por aqui, e deletando depois.
Não sei porque, senti que o que eu estava escrevendo não dizia realmente o que eu estava sentindo.
Ontem fiquei meio triste, bem no meio duma doidera que tava rolando. E é bem nessas horas que a gente entende de verdade o que vem sentindo faz um tempo. O problema é que dai a bomba explode duma vez só, e eu não gosto muito disso.
Mas tudo bem, hoje teve descanso, e teve final de "Alice". Ainda estou anestesiada por tudo isso, mas aqui dentro muita coisa já fez sentido.
Por hoje é só, porque eu ainda preciso de muuuito descanso, cheguei em um nível de stress mental e físico de tão intenso que foi esse final de semana.
Mas tem muita coisa ainda que eu quero dividir, que eu pensei, que eu senti, e que talvez eu não seja a unica que sente ou pensa aquelas coisas todas.
Alguem apaga a luz ai pra mim descansar então, só um pouquinho?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

2008 ta pesando nas minhas costas. Desde já. Só agora, se é que é possível. Ao mesmo tempo em que eu não fiz nada, eu fiz de tudo e mais um pouco. Só que as conseqüências do “nada” que eu fiz estão batendo bem mais fortes.
Hoje eu descobri que a gente gasta muito mais energia tentando se desvencilhar do que tem pra fazer do que indo lá e fazendo realmente.
2008 não pegou leve comigo, e eu não peguei nem um pouco leve com 2008.
Eu sempre digo que eu tenho um nível de autoconsciência muito forte, e acho que esse é justamente o meu mal. Se eu não soubesse metade do que eu sei... Eu seria tão mais feliz. Não que eu prefira ser feliz e me enganar sabe, mas às vezes seria simplesmente mais fácil.
Tem uma Priscilla só aqui, cansada pra cacete, enquanto deveriam ter pelo menos três dando o sangue e trabalhando pesado por aqui. Mas não vai ficar assim não.
2009 eu vou voltar quadruplicada, e ai eu quero ver só.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Decidi divulgar uns vídeos gravados aqui no meu celular... =)
Esse primeiro é de uma festinha da usp que a gente foi. A gente tava filmando todo mundo dançando e do nada colou um cara que tava traindo a namorada e pediu pra gente apagar o vídeo.

Esse outro é o Leo dançando "I like big butts" com a barriga.

E por último, ontem, na casa do Léo, a Ju e o Tostines se empolgando na hora de cantar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

"But as human beings, sometimes it's better to stay in the dark, because in the dark there may be fear, but there's also hope..."

off por uns dias.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vou ser obrigada a citar a Mariana, numa das únicas frases que explicam o que eu to sentindo agora. "Tem dia que é noite mesmo".
E assim foi meu dia. E vai ser minha noite.
Mas assim como uma fênix renasce das cinzas depois de morrer em chamas, amanhã é um novo dia. Espero eu, porque hoje foi foda.
A prepotência é realmente um negocio foda. Acho que tem gente por ai com um ego tão inflado, que tem que começar a tomar cuidado. Posso ser tudo, até mesmo egocêntrica, mas prepotência é uma coisa que não rola aqui, mesmo. E acho que é por issoque ela me irrita do jeito que irrita. Uma coisa de nervos, sabe.
Tava lendo Fernanda Young, e putz, a mulher sabe o que ela fala.
"Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competividade suburbana - eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea."
Na carta, ela se refere ao que ela chama de "mulherzinhas", mas eu incluiria os homens nessa jogada ai tambem...
Pra falar a verdade, alguns deles conseguem ser bem piores do que algumas delas, viu.
Incrível como alguns deles tem a - ridícula - mania de achar que o mundo gira em torno deles mesmos, sem generalizações.
Aqui vai um conselho - para homens e mulheres: as pessoas tem muitos outros motivos pra fazer o que elas fazem alem de vocês mesmos, então podem relaxar e beijo me liga.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Hoje ia fazer sol e choveu...
Hoje ia ter seminário e, graças aos céus, não teve...
Hoje ia ser um dia ruim e acabou não sendo.

Apesar do meu rola monstruoso no meio da Paulista - sim, cai como bosta no chão, me ralei e ainda perdi a sandália - foi no mínimo um dia engraçado.
A hora que eu entrei na loja, descalça, falando 'moça, por favor, se tem havaina?', ela me olhou de cima a baixo, fixando no meu pé, com aquela cara de quem olha um cachorro com fome e falou 'tem sim, vou pegar, qual numero? ah, tadinha! quer um cházinho?'.... Lóoogico que eu quis né, a gente tem que se aproveitar de momentos assim. Ganhei cházinho com bolachinha ainda.
Na hora de sair da loja ela me vira e fala assim 'querida, tem que pensar que ao invez da chuva te levar uma sandália, ela te deu uma nova'.
Tirando o 'querida' - que eu odeio e quem chama assim merece apanhar -, ela tinha toda a razão.
E ai, claro, que eu sai pensando sobre o efeito daquela frase na minha vida toda.
E como diz meu psicologo, eu fiquei pensando 'vez ou outra, não custa nada ser metade do copo cheio, certo? Ser metade do copo vazio é real, e tem lá o seu charme. Mas de vez em quando não custa nada a gente tentar enxergar a coisa com outros olhos'.
Ontem eu tinha falado em surpresas, não tinha?
Nada como perder o sapato em meio a um temporal na avenida mais cheia de São Paulo, no dia do seu seminário mais importante.
Vou dormir com a minha havaiana preta com bolinhas do meu lado, só pra garantir.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


[com um ódio mortal de resenhas críticas, mas tudo bem]


Será que alguem reconhece cheiro de verão igual eu?

Tô aqui no computador, terminando uma resenha pra amanhã, e de repente veio aquele cheiro gostoso de verão. Putz, parei tudo que eu tava fazendo e fiquei aproveitando por uns minutinhos. É a maior delícia do mundo... Me lembra épocas muito boas da minha vida, e dá uma sensação que todo o resto foi embora. Ai eu percebi que eu consegui aquele "off" que eu tanto queria ontem, e não tava rolando.

Acho que essa sensação é meio de criança sabe, e por isso que ela é tão gostosa.

Acho que é aquela coisa estranha que dava em mim quando eu sabia que as férias tavam chegando... Por mais que eu ficasse triste porque alguma coisa ali tava acabando, eu sabia que por pelo menos dois meses, eu ia me divertir tanto que não ia ser tão ruim.

Hoje o meu dia me fez bem, e eu vou dormir aproveitando isso porque tem sido raro ter um dia complementamente bom, totalmente bom.

Talvez foi a companhia, já que eu tava com uma saudade imensa dela.

¬¬

Amanhã é outro dia, e tomara que esse cheirinho de verão continue no ar.

Tomara que essa sensação gostosa permaneça, e rolem umas surpresas boas por ai.

Quem sabe né?


domingo, 30 de novembro de 2008

Não adianta... To tentando estudar aqui, mas ta uma agonia dentro de mim e eu não consigo. Eu quero falar alguma coisa, colocar pra fora, mas não sei o que. Eu quero fazer alguma coisa, mas também não sei o que.
Acabei de assistir “Alice” também, deve ser por isso. Parece que o episódio de hoje desperto em mim alguma coisa que tava quietinha aqui dentro ultimamente, e talvez devesse ter ficado mais uns dias. Eu falei pro Rodrigo, na ultima sessão, que o problema ia ser o domingo, e parece que eu tava adivinhando. E desde pequena eu tenho isso. Chegava domingo à noite, e eu começava a ficar assim, agoniada, assustada, meio perdida e com uma sensação de pressa, de correria, que eu não gosto nem um pouco.
Pra falar a verdade tem um monte de coisas que eu sei que queria fazer agora, mas elas estão tão longe e tão impossíveis, que eu continuo aqui, parada na frente do computador.
Eu queria voltar a ter uns oito anos, e ficar com insônia vendo programas de esporte domingo de madrugada na sala aqui de casa, com o meu pai, no escuro só com a luz da televisão. Ou eu queria ta na praia agora, na areia, com um ventinho bem de leve, vendo quantas estrelas eu consigo contar e ouvindo o mar chegando perto. Ou talvez deitada na cama do lado da janela, de um prédio bem alto, imaginando que os humanos do futuro voariam e seriam muito mais inteligentes do que a gente. Ou eu queria estar num foguete, lá no espaço, flutuando e quase encostando nas estrelas, naquela escuridão, sozinha. Acho que ai sim, essa sensação de “algo quase por um fio” que ta dentro de mim, ia parar por um tempo... Ela não iria embora, mas pelo menos por hoje ela podia tirar uma folga.
Acho que eu devia parar de besteira e enfiar a cabeça nos mil textos que eu tenho que ler essa semana, mas eu ainda não aprendi como. Não sei desligar tudo isso, e ficar em off um tempo.
Não sei... Queria, na verdade, é um carinho...
Nada melhor do que um carinho pra se desligar seja lá do que for.
Tô fuçando uns outros blogs aqui. E tem um que eu sempre paro pra ler o que o cara escreve.
Tem muita coisa que ele diz que eu não concordo, mas tem umas sacadas as vezes muito legais.
Hoje, em especial, tem um textinho lá que eu ri quando li.
"Você tem um blog lilás onde escreve sobre relacionamentos. Você acorda com idéias sobre como outros podem viver suas relações de modo mais ousado, criativo e lúcido. Enquanto você escreve sobre amor, alguém liga no celular. E então você é ríspido e irônico, se fecha e faz tudo ao contrário do que escreve.
Seus textos são imperativos e impositivos pois você escreve para si mesmo, na ânsia de convencer a si mesmo de que sabe alguma coisa sobre mulheres, amor, sexo e tudo o que vem junto. Seu aparente altruísmo é apenas veículo para seu egoísmo.
Suas certezas sobre relacionamentos são como gritos perdidos no abismo. Ninguém sabe de onde vem, são meio desesperadas e quem se importa? Elas não alteram o fato de que estamos todos caindo. Muito melhor parar de gritar e tentar encontrar alguma mão para fazer um pouco de carinho antes de morrer."
A diferença é que o meu blog é azul =)
o texto todo tá aqui ó
Acordei ainda bêbada de ontem no Berlin.
Bêbada de cerveja, bêbada de mambo, bêbada de risadas, bêbada de rock velho, bêbada de dançar, bêbada.
E não sei porque, mas acordei com "I don't feel like dancing" na cabeça, e tô aqui tentando aprender a dancinha pra dançar igualzinho o cara do clipe.
Poxa, é foda viu hahahaha... eu nunca vou chegar aos pés dele.
Mas vou contar um segredo (que nem eu sabia): no mambo, comigo do lado, não tem pra ninguem! Ou eu tava muito bêbada, ou eu sou a rainha do mambo! puta, que delícia!
o clipe pra quem quiser se aventurar.... quem sabe rola até uma competição.
http://www.youtube.com/watch?v=sXZ1tygRaVw

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Tava repensando meu ultimo texto daqui. E ai duas pessoas muito espertas me fizeram refletir de novo sobre o que eu falei. Uma delas me disse que não adianta ir embora pra fugir. Que qualquer momento que eu esteja passando aqui, vai me acompanhar pra onde eu for. Que viajar é lindo, mas a gente tem que viajar porque é bom e não pra fugir de nada. A outra me disse que coisas boas sempre aparecem por ai, principalmente nessa cidade.
Ai me bateu o pensamento que talvez eu não precise de um sopro novo, nem ir embora pra lugar nenhum. Talvez o que tá faltando é eu saber me virar comigo mesma, e pela primeira vez em muitos anos, olhar pra mim um pouco e cuidar de mim. Eu dou tanto de mim pra todo mundo, que ta na hora de dar um pouco de mim pra mim. Talvez o sopro "novo" seja eu mesma, mas com um outro olhar, um olhar interno, um olhar que cuide, um olhar que eu tenho medo só de pensar. E ai que mora o principal desafio. Eu tenho tudo que alguem precisa ter externamente... O que falta é alcançar a tal da paz interna, sabe?
E não digo daquela paz interna que os caras cantam naquelas músicas clichês. É aquela coisa interna de você estar com você mesma só, e estar bem assim.
Eu sempre disse que a minha melhor companhia era eu mesma, e que eu me bastava. Mentira. Isso é como eu queria ser, mas a verdade é que na hora de ir colocar a cabeça no travesseiro, eu tenho o maior medo de ficar só. Sabe aquela velha historia de primeiro você tem que estar bem com você pra depois estar bem com alguem? Comigo sempre foi ao contrário. Eu sei estar muito bem com alguem, mas ainda não aprendi a ficar bem DE VERDADE comigo.
Não que pessoas e companhias não sejam necessárias. Mas aquele "a mais" que eu vivo falando que tá faltando talvez eu tenha que encontrar dentro de mim.
Só de escrever isso, eu já tenho medo.
Eu adoro um momento sozinha, mas eu não sei ficar sozinha por muito tempo não. E é isso que eu vou aprender. Justamente porque eu tenho medo, é que quando eu conseguir, vai ser a maior delícia do mundo.
Quem sabe dessa vez eu não consigo?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008







Eu tava pensando, e percebi que eu sou uma Alice ao contrário. Ela veio do interior, pra cidade grande, disposta a ganhar a cidade mais maluca do mundo com unhas e dentes. E ela ainda não conseguiu. Eu, to aqui, na cidade mais maluca do mundo, com ela ganha nos meus braços, e to disposta a ir embora dela, disposta a ganhar outra coisa com unhas e dentes. De todo o resto, a gente até que se parece. Amigos, família, loucura, tudo na mesma.
O que eu tenho é uma vontade maluca de viver, e cada vez mais to percebendo que não é aqui o meu lugar. E é ai que eu me encaixo no papel de Alice ao contrário. O meu lugar não é aqui simplesmente porque eu acho que São Paulo já me ofereceu o que tinha pra oferecer. Não ta nada ruim, e eu tenho pessoas aqui que eu não largaria por nada nesse mundo. Mas bastaram quatro dias longe daqui pra perceber que essa cidade não alimenta mais minha alma como ela fazia antes. Foi entrar na estrada de volta, que minha angustia voltou, e eu fui ficando entediada de novo.
Sabe aquela sensação de quando você ta apaixonada, e te dá um frio na barriga só de ver a pessoa? Ou então aquela sensação de estar com muita fome, e de repente comer a melhor comida do mundo? Ou aquela sensação de nervoso quando você ta indo fazer uma apresentação daquele assunto que você adora falar sobre?
É isso que São Paulo não me dá mais. E é isso que eu quero mais. Eu quero levantar porque é delícia levantar e andar por ai, e não porque ta na hora de almoçar. Eu quero conhecer gente nova porque gente nova te dá sensações diferentes, assim como eu quero falar com os meus amigos de anos porque eu to morrendo de saudade deles, e não só por rotina. Eu quero alguém que me surpreenda a cada momento, e que possa me dar essas sensações todas novas que eu quero sentir. Eu quero planejar, e viver, e gritar, e fazer aquilo tudo que eu nunca pensei em fazer. E eu quero fazer porque é bom, e não por medo de eu estar perdendo alguma coisa.
E esse feriado me ajudou a entender tudo isso. Eu dirigi – coisa que quem me conhece sabe que eu tenho pânico de fazer! -, eu escalei uma torre muito alta que eu sempre achei que não conseguia, eu fui buscar lenha e montei uma fogueira, eu até tentei tocar o violão – e descobri que eu não tenho ritmo mesmo!
Cada coisa dessas me fez ver o quanto eu posso voar lá em cima, ao invés de ficar vivendo o mínimo possível. E me fez ver também que eu preciso criar a coragem e ir me arriscar por outros cantos, porque, pelo menos por enquanto, aqui não ta me proporcionando nada de novo.
Eu acho que, no fundo, isso que eu to sentindo, é a vontade da lagarta de sair do casulo e virar borboleta, pra poder voar por ai.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Tudo é tão corrido, tão automático, tão mecânico.
Eu costumava parar, horas do meu dia, e ficar sonhando com a “mágica”. Não eram horas perdidas não. Mal sabia eu, alias, que eram horas bem gastas.
Hoje, não só não faço mais isso, como quase nem penso mais na “mágica”. Eu vou, e quando vejo estou lá, e pronto... se resume a isso. Não que não seja bom, ou válido, mas às vezes você acaba se perguntando “E se fosse mais? E se acreditar na “mágica” não fosse uma besteira no final das contas?”
Eu sempre tive medo de acreditar tanto nela a ponto de perder a vida que ta passando, sabe? Mas ai acabei fazendo o inverso – que também não é bom. Passo a vida por passar, só pra ter a sensação que ela passa. Eu vivo tanto, com uma velocidade tão acelerada, que vez ou outra me esqueço da importância da “mágica” ali no meio.
Mas isso não é um problema. A “mágica” ta ai sabe, e uma hora ou outra você acaba esbarrando por ela, assim, quase sem querer. A questão é saber se dessa vez eu vou permitir que ela entre, ou se vou continuar fechando a porta na cara dela. E isso não vale só pra mim. Uma hora ou outra, você vai acabar se perguntando a mesma coisa. A não ser que você seja uma daquelas pessoas sortudas que já encontrou a “mágica” e não deixou ela ir embora.
Se esse for você, se agarra e não solta nunca mais!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fiquei uns dias sem inspiração pra escrever, vou contar viu.
Ai agora eu tava de bobeira aqui na net e minha cabeça foi inundada de pensamento, acho que é assim que a inspiração chega... Ah o santo ócio viu!
Na verdade, não lembro bem porque, eu comecei a pensar em como a tal da “ressaca moral” me incomoda e atrapalha minha vida. Tava lembrando dos últimos finais de semana, e das bebedeiras monstro que andei tendo com uns e outros por ai, e no quanto eu fui induzida a sentir a maldita da ressaca moral! Parece exagero haha mas é uma verdade!
Se todo mundo sabe que quando bebe a gente fala besteira, porque que quando você ta bêbado, eles querem que você cale a boca bem na hora das besteiras? E se todo mundo sabe que bêbado é sem noção mesmo, qual é o problema em se fazer apostas malucas ou então fingir que você é o próximo super herói do momento? Gente, é a diversão do role poxa!
Não fossem os “Joãos” mergulhando no asfalto, ou as “Jullyannes” jogando óleo na própria cabeça, ou as “Vanessas” perdendo a chave do quarto de hotel em Buenos Aires, ou as “Priscillas” apostando quem corre pelado na rua, o que seriam das bebedeiras? Todo role desses tem que ter um “Leo” causando no canto ou um “Andre” cantando as musicas mais engraçadas do mundo, senão a graça vai embora ué!
E o engraçado é que as pessoas que mais te censuram no dia seguinte, são as que mais riram naquela horinha lá, que você tava pagando o maior mico do mundo. Ressaca moral não existiria se, no dia seguinte, ao invés de você ouvir do teu amigo “puta, a gente viajou...” tivesse um belo recadinho lá assim “puta que pariu, você tava a pessoa mais engraçada do universo, mando bem cara!”. Porra, seria demais! Na hora todo mundo ri, tudo é engraçadíssimo e nada é feio. Ai depois sempre chega o otário que diz “porra, que merda, você falo isso, e fez aquilo, que bad ein?”.
Fiz mesmo, falei mesmo e já foi cacete!
Te fiz rir, não foi? Então qual o problema?
Eu não to tão revoltada quanto parece, juro, é que é uma situação chata. E eu queria fazer um movimento de “chega de ressaca moral e ponto”. Só isso. Chega de acordar no outro dia e pagar uma de que “puta, não vou fazer mais isso.” Desculpa ser quem te traz essa noticia, mas assim, você ainda vai fazer isso MUUUUUITAS vezes, e pronto. Ou vai parar de beber agora?
Então assume logo ué. Eu prometo ser a primeira a começar! Até porque, sei lá, prefiro ser a pessoa que ficou ali gritando que tava bebassa e que queria sair pelada, do que aquela lá que ficou se corroendo de vontade, olhando.
Lógico que uma vez ou outra a gente se fode, quebra um joelho, cai duma cadeira, leva uns pontos... Mas até ai, é só não fazer disso rotina, que ta tudo beleza!
Enfim... pra mim chega da maldita da ressaca moral! Vou beber, falar besteira mesmo, querer apostar uma coisa mais estranha que a outra, cantar alto o quanto eu quiser e quem sabe até vez ou outra eu tenha o privilégio de ver um ou outro caindo no chão da própria casa – com o vinho na mão - porque teve a brilhante idéia de colocar a prancha de surfe na piscina.
Olha, ai sim, vale a pena com certeza! Hahahaha.

sábado, 15 de novembro de 2008

"Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
"Ah,terminei o namoro..."
"Nossa,quanto tempo?''
"Cinco anos...Mas não deu certo...acabou"
"É não deu..."
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa. Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível. Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia. E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...senão bate...mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não. Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família? O legal é alguém que está com você por você. E vice versa. Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento. Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia? Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver. Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias. E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?"
Adoro esse texto, embora eu não vá muito com a cara do Arnaldo Jabor, autor.
E sem indiretas nem mensagens subliminares, é só um otimo pensamento.
Pelo menos no meu jeito de ver as coisas.
Hum, pra fechar o sabado uma dica de uma banda nova que eu descobri.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Hum, sem muito o que dizer essa semana. Foi tudo otimo, delícia. Díficil uma semana assim, né? Mas ainda bem que existe.

Outra hora eu posto mais, a Vans ta aqui e ta com pressa de ir embora.
Só não quis abandonar.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Quando eu falo que "ir dormir" é melhor do que "acordar" as pessoas me acham mórbida, ficam indignadas. E na verdade não é nada disso. Eu falo isso não porque eu não gosto de viver e coisa e tal, porque eu adoro. Mas tem coisa mais gostosa do que ir dormir e ter aquele sonho delícia que te deixa bem o resto do dia todinho?
Eu tive um sonho tão delícia essa noite, que meu deus do céu, vou ficar de bom humor a semana toda! Não vou entrar nos méritos do sonho, mas ele foi tudo de bom!
Ai eu me pergunto "ta vendo, e se toda noite fosse assim?".
Talvez o fato do sonho ser tão bom é porque ele é perfeito em si mesmo e ele te permite viver coisas que nunca aconteceriam na vida de verdade. Eu não quero uma vida perfeita, e nem tenho um amor platônico ou um desejo secreto impossivel de ser realizado. Mas sonhar com o impossivel te permite imaginar como as coisas seriam de uma outra forma, e isso é que é a delícia. Não porque você quer que aconteça, mas simplesmente pelo fato de passar pela sua cabeça uma coisa que nunca tinha passado antes. A surpresa, como sempre, é o que dá o tom. E eu, claramente, tenho um vício pela surpresa.
Por mim eu iria dormir agora o dia todinho, e continuaria com aquele sonho delícia. Mas acho que se ele não tivesse acabado como acabou, perderia a graça.
Tem tanta gente por ai que vive a vida por viver. Porque eu não posso viver a minha vida como uma forma de se distrair entre um sonho e outro?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Eu tava pensando. Acho que existem males que vem para o bem, mesmo. Minha mãe sempre me disse isso, e eu sempre achei que era lorota (eu sei, que palavra é essa?!). Tem muita coisa acontecendo, e muito rápido, então eu acho que faltou tempo pra parar e entender o porque de muito do que aconteceu.
E faz uns dias que eu parei, e respirei, e deixei a cabeça livre pra pensar de verdade. Ai muita coisa se encaixou. Não só isso, mas milagrosamente os outros resolveram colaborar e me dar uma luz sobre um monte de comportamentos estranhos por ai. Um recado pro futuro: gente, façam isso mais vezes, por favor! Comunicação é o que há de bom por ai, e CARALHO, como ajuda! Por mais que traga uma "bad" junto, "falar" vem a calhar, acreditem! Quando a gente finge que o problema não tá ali, ele só fica maior e volta pra te detonar depois.
Eu sempre falo pro Rodrigo - que é meu psicologo pra quem não sabe - que não importa qual caminho você tá seguindo, se você tiver consciencia do que você ta fazendo. Se você tá disposto a errar e assume isso, então até o erro é válido. E "falar", se "comunicar" e "esclarecer" dá todo o sentido da consciência. Lógico que existe o orgulho, e tem coisas que ninguem consegue falar... Mas isso tem que ser excessão. Todo mundo sai ganhando.
E quer saber? Você pode se surpreender achando que alguem vai ser de um jeito, e a pessoa acaba sendo de outro.
Ou, como eu, você pode descobrir que a certeza que você tinha que aquele amigo lá ia te julgar, deixar na mão, falar merda, não é tão verdade assim.
Sempre existe a possibilidade de você confirmar essa certeza, mas sempre existe aquele dia perfeito que você descobre que as pessoas ainda podem te surpreender.
As coisas estão "estranhas", mas acho que é por isso que tudo vale a pena.... a gente sempre dá um jeito de "be back on track". Obrigada por tudo sempre.
Stay up all night and sleep all day
We were smart kids with too much to say.
And so, so sure that they were missing out,
They're the ones who were missing out, and
We were elemental, talked down to bare essentials,
Who knew we'd get so far?
Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city and go.

Play it again,(our Games of Love and Lust)
There's no such thing (no there's never too much).
And we were so, so sure, No we never had a doubt.
We were counting down days to getting out.
We were elemental, talked down to bare essentials.
Who knew we'd get so far?(Who knew we'd get so far?)
Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we're wasting our lives,
Oh at least we know, that if we die - we lived with passion.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city and go.

Pack our bags and lets get away - they're catching on to us.
Pack our bags and lets get away - they're catching on to us.
Pack our bags and get away - they're catching on to us.
Pack our bags and get away - they're catching on to us.Oh, oh, oh, oh, oh [4x]

Cause our days were numbered by nights on too many rooftops.
They said we're wasting our lives,
Oh at least we know, that if we die - we lived with passion.
They said we'd burn so bright.
We'd burn this city, and go.


a música da minha vida.........

domingo, 9 de novembro de 2008


Fim da noite de ontem. Schulz e Bob capotados no banco de trás. Só porque o Tostines disse "merece uma foto!".

Não existem palavras que possam descrever o que eu to sentindo. Faz uma meia hora que eu tô tentando achar uma palavra e não consigo. Ontem foi uma das noites mais divertidas dos últimos tempos pra mim. E quer saber o melhor? Foi uma noite divertida, mágica e dentro da minha propria normalidade - se é que possivel falar isso depois de umas 8 ou 9 cervejas, mas quem sabe me entendeu.
Pequenas coisas sabe, que normalmente a gente esquece pelo caminho, e que a gente precisa sentir saudade pra valorizar de novo.
"O dificil de viver de grandes ondas é que quando vem a calmaria, não conseguimos identificar prazer!". Eu já escrevi isso aqui... Mas to escrevendo denovo porque eu sou a prova viva que a gente consegue SIM identificar prazer - e muito - nas pequenas ondas, mesmo depois das grandes.
A sensação de "estar em si" tem um preço inimimaginavel pra mim agora nesse minuto.
E a sensação de ontem tambem. Estar no lugar certo, com as pessoas certas, sendo quem eu sou e me divertindo horrores. Era isso que estava faltando. Passei a semana toda numa agonia, uma agonia quase de morte, achando que nada mais valia a pena e que eu já não pertencia aqui. Pior? Pensando que eu já tinha vivido tudo que há pra se viver e que partes de mim tinham ficado no caminho.
Ai quando você se afasta dessa agonia toda, você percebe que aquilo não é você, e que não vale a pena tanto assim. Uma pessoa muito foda me disse isso ontem, são altos e baixos talvez intensos de mais, pelo menos pro meu coração.
Mas eu quero esquecer disso, e dessa vez não to fugindo do meu casulo não. Eu quero esquecer disso porque ontem eu tive a minha cura, e fui uma cura que aconteceu dentro de mim aos pouquinhos. Do futuro eu não sei nada, mas não porque eu to fugindo dele... Pelo contrario, eu tô de braços abertos esperando o que tá por vir. E dessa vez, eu vou entrar no casulo a fundo e resolver cada buraquinho que restou antes de virar o que eu tiver que virar.

Por mim, todos os dias seriam iguais ontem. E eu ia dançar e dançar e dançar a noite inteira de novo, um mambo, um tango, una musica latina de nuevo.
E eu tenho certeza que outros dias de dançar estão vindo ai...

A minha vontade é sair gritando pela rua.... "Eu redescobri felicidade aqui dentro!".

sábado, 8 de novembro de 2008

“Que se há de fazer com a verdade de que todo mundo é um pouco triste e um pouco só”

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O que aparentamos ser é a essência? O que alguém aparenta ser não é sua essência, mas é a representação dela, portanto, a aparência da mesma, que só baseia-se na essência, podendo ser sincera e fiel a esta ou não.
Como enxergar a essência de alguém, sendo que do contato desse mesmo alguém com a sociedade cria-se a aparência?
O primeiro passo já está dado, que é reconhecer a existência dessas duas formas do ser.
O segundo passo é tentar ao máximo se desvincular da superficialidade, procurando não permanecer apenas no mundo sensível, se baseando em simples primeiras impressões, simples experiências.
O terceiro passo, e talvez o mais difícil, seria passar a ser de um outro mundo, o mundo do que é, o mundo inteligível, onde pensamentos, olhares, experiências são cavados mais fundo, sendo pensados, estudados, refletidos e conhecidos. Talvez dessa forma seja possível vermos o mundo, os homens, a sociedade através de um exame de raio-X permanente, ou quase.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong... but to feel strong."

"...rather than love, than money, than faith, than fame, than fairness... give me truth."

"Absolute freedom. And the road has always led west."

"When you want something in life, you just gotta reach out and grab it."

"You're just living, man. You're just there, in that moment, in that special place and time."

"No longer to be poisoned by civilization he flees, and walks alone upon the land to become lost in the wild."

"To measure yourself at least once. To find yourself at least once in the most ancient of human conditions. Facing the blind death stone alone, with nothing to help you but your hands and your own head."


Esse filme - "Into the Wild" - puta que pariu. Como ele mexe com a minha cabeça, como ele faz meu coração apertar um pouquinho cada vez que eu penso nele.
Eu não amo a natureza, tenho minhas manias, sou viciada em pessoas, adoro a minha vida por aqui, na cidade. Mas uma vez ou outra, quando eu coloco a cabeça no travesseiro, eu penso em como seria ir embora. Em como seria simplesmente esquecer tudo isso aqui e ir, até onde eu chegar, não importa.
Pra quem viu o filme e leu o livro, fica muito clara a sensação. E ela é impossível de explicar. Tem a ver com gosto das coisas, tem a ver com o barulho das coisas, tem a ver com a vida nas coisas. Essa palavra exatamente - vida.
A sensação é a de que a gente criou uma teia de significados da vida e se infiou dentro dela, criando o mundo como cada sociedade conhece ele. E tá tudo bem, nosso papel é só entender essa teia de símbolos, e saber que a gente mesmo que criou.
Mas pra mim, e pro McCandless e talvez pra mais pessoas por ai, as vezes a sensação é a de que eu quero tentar sair disso, e viver por ai, esquecendo da teia mesmo que por um segundo.
Só por um segundo.


[written into book] "Happiness only real when shared."


Ah, é sempre assim com esse filme pra mim. Meu coração parece que sobe na boca e minha cabeça fica toda confusa.


"If we admit that human life can be ruled by reason, then all possibility of life is destroyed."


http://www.youtube.com/watch?v=2LAuzT_x8Ek
"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive às vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu a angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida".
Vou voltar a dormir agora.
Tava só pensando nessa frase da Clarice que eu li ontem bêbada no bar.
Ai acordei de ressaca - as nove da manha - e fiquei pensando nela sem conseguir dormir.
Então eu achei que se dividisse ela um pouco, ela ia ficar menos pesada.

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Amanhã estréia lá na USP o documentário da minha orientadora, Rose Satiko. Eu faço parte do projeto dela desde agosto desse ano, e posso dizer que o documentário tá bem legal, já assisti algumas vezes. O projeto é bem interessante, e trata da produção e exibição do audiovisual nas periferias de São Paulo como meio de expressão e reflexão. O projeto foi patrocinado pela Fapesp, e este documentário é o resultado final.
O próximo passo agora é a criação de um blog de "antropologia compartilhada", para dar mais do que uma continuidade... na verdade, a intenção é exatamente essa, a de compartilhar o desenvolvimento de uma antropologia que não se baseie apenas no estudo do "outro", mas na troca entre o "pesquisador" e o "pesquisado".
Vale a pena ir conferir o filme amanhã. Vou estar por lá desde cedo, podem procurar.
Quando o blog ficar pronto, eu coloco o endereço por aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"Não adianta, é inevitavel. O ano ainda nem acabou e as mudanças já tão batendo na porta. A saudade já é enorme, algumas mais do que outras, e aquela sensação de fim já tá ai tambem. O medo não é do que tá vindo, mas é de ter a certeza que nenhum outro ano vai ser como esse. Pode ser melhor? pior? lógico, mas igual nunca mais. e talvez seja por isso que agora tudo parece mais bonito e qualquer magoa pareça pequena no coração, e talvez aí teja o sentido disso tudo. Os trilhos por aqui taum se encaixando, finalmente. A dor tá dando lugar pra saudade, e as lembranças chegaram pra nunca mais sair ... Cada minuto desses ultimos tempos, tenha sido bom ou ruim, vai fica pra sempre comigo, guardado em especial, porque até aqueles que foram ruins serviram pra gente chegar aonde chegou sendo quem agente é."

Quem escreveu isso ai em cima fui eu mesma, há uns três anos atras.
TRÊS anos cacete, muito tempo atras...
Eu fui atras disso ai, no meu blog antigo e nem acreditei quando eu li.
De um certo jeito, eu ainda sou a mesma pessoa.
Eu lembro muito bem da sensação quando eu escrevi isso... eu tava triste, tava com medo de perder muitas das coisas que tinham surgido na minha vida, muitas das pessoas, mas tava com esperança do ano que ia entrar, achando que ele ia trazer um monte de coisas novas.
E não é que foi bem assim?
Eu perdi muita gente depois dai, mas hoje eu percebo que elas tinham mesmo que ir embora... elas não faziam mais parte de mim desde lá.
E o ano que chegou, trouxe uma das melhores surpresas da minha vida...

A minha parte preferida?
"A dor tá dando lugar pra saudade, e as lembranças chegaram pra nunca mais sair ..."

Eu escrevi esse texto ai exatamente nessa época do ano, e acho que foi um jeito de me despedir um pouco da dor e começar a pensar pra frente.
Esse ano, nada disso. Eu aprendi a lidar com a dor conforme ela aparece, e a minha vontade não é me despedir de nada ainda. Tá tudo tão bom.

A frase que eu escreveria esse ano de novo?
"... porque até aqueles que foram ruins serviram pra gente chegar aonde chegou sendo quem agente é."

Como eu disse, tá tudo tão bom.
Vou deixar assim por enquanto então. A vida se encarrega de me levar a hora que ela quiser.

"...Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa..."

sábado, 1 de novembro de 2008

"I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then."

Alguem já viu "As Horas"? essa frase a Meryl Streep que diz no filme.

Eu acho que quem escreveu esse roteiro, entrou na minha cabeça por uns minutinhos e ai escreveu essa frase. Simplesmente porque essa "one morning" foi, uma vez, uma tarde pra mim, por ai, que eu percebi que ninguem é ou não é feliz; e que tem um monte de gente por ai - inclusive eu, vez ou outra - que perde tempo pensando "quando eu vou ser feliz?". Felicidade a gente faz, felicidade a gente sente.... é tipo um soprinho de ar ali que entra na gente e faz tudo de bom. E não precisa ter motivo não. Apesar que, devo confessar depois de ontem, quando tem motivo é muito mais gostoso...!

Na verdade, eu ia começar com uma coisa que eu li no blog da Alice:

"A lagarta quando vira casulo sabe que está se preparando para virar borboleta?
E a borboleta se lembra quando foi lagarta?"


Fiquei um tempão olhando pro monitor, e pensando e pensando e pensando.
E ai eu lembrei de ontem e de uma hora que eu quase me mijei de tanto rir - adivinha com quem, pra variar. Ai eu lembrei desse filme, e dessa frase da Meryl Streep, e ficou tudo bem de novo.
Esse casulo, então, decidiu que hoje vai brincar de ser borboleta, como se já fosse uma, e vai esquecer que foi lagarta um dia. Amanhã, ou depois quem sabe, as lembranças de lagarta voltam, e eu me fecho no casulo de novo. Mas só hoje eu vou brincar de borboleta.

"It was the moment. Right then."
"Carpe Diem" para vocês.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


"Nossa!". Isso foi a unica coisa que eu consegui pensar depois do dia de ontem que durou até hoje. Eu pensei em tanta coisa nas ultimas 30 horas, que é impossivel estabelecer qualquer conexão. O foda é que eu pensei em tanta coisa interessante... Eu viajei por mil teorias malucas - algumas minhas, outras dos outros -, conversei com tanta gente, ouvi tanto assunto, mas nenhum ainda coube dentro dum pensamento organizado possivel de reproduzir aqui.
Quem sabe depois de dormir um poquinho?
Na verdade, mais uma vez conversando com a Ju (não adianta, ela é frequente aqui) teve uma coisa que não saiu da minha cabeça a noite toda - na verdade tarde, noite, manhã e tarde denovo. "O dificil de viver de grandes ondas é que quando vem a calmaria, não conseguimos identificar prazer...". Engraçado que eu odeio frases prontas, mas essa ganhou um lugar na minha cabeça.
E talvez tem tudo a ver com a bola de neve que andou rolando nos ultimos tempos.
Bola de neve que cá entre nós, uma delícia né... De tempos em tempos é sempre bom dar uma bagunçadinha nas coisas, "mas de leve", como diria a Mariana.
Não sei.... o que me pega dessa frase é que você precisa entrar na "grande onda" totalmente, pra entender o que ela quer dizer de fato. Quem nunca viveu "loucamente" sabe aproveitar a calmaria, mas talvez não dê tanto valor pra ela quanto alguem que tá no meio do tsunami desesperado por uma ondinha de boa, que chega no máximo até o joelho...
E eu acho que é justamente assim que as coisas tem que ser, pelo menos na minha vida.
Eu não tenho medo do erro, não tenho medo da loucura, prefiro fazer e me arrepender do que não fazer, e to sempre tentando... E justamente por as coisas darem errado e a gente se foder vez ou outra é que a gente volta dando valor para o que realmente merece lugar na nossa cabeça - e no coração.
A foto.... é exatamente sobre o que falei - pessoas que merecem lugar na minha vida, na minha cabeça e principalmente no meu coração. Ano Novo de 2008, melhor viagem da minha vida, com as melhores pessoas.
Engraçado como veio a frase, ai veio a foto, ai veio tudo isso.
E mais engraçado ainda como meu dia passou a fazer sentido denovo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"engraçado é como a felicidade é um castelo de cartas, a gente parece que tem tudo da mão, parece que as coisas estão todas no lugar certo, mas basta um ventinho de nada pra embaralhar, colocar tudo de cabeça para baixo. Parece que abriu um buraco, um buraco enorme, e eu não estou sentindo o chão debaixo dos meus pés, tô com a sensação de que eu estou caindo, caindo, e eu não tenho a menor idéia de onde eu vou parar." - Alice, episódio 5.

Copiei essa frase do orkut da Ju, e não sei porque, mas ela faz todo o sentido do mundo pra mim.

Minha vida anda muito bem, obrigada. Não to reclamando.
Mas sabe quando tá tudo bem em um minuto, e no minuto seguinte, parece que o mundo virou de ponta cabeça e você não sabe mais como desvirar?
É bem essa a sensação.... e comigo sempre foi assim.
Eu posso estar otima, e do nada vem aquela falta de ar, aquele desespero interno de alguma coisa que tá faltando, aquela pressa em viver tudo que tem por ai para viver.
Eu disse isso pra Ju outro dia... As pessoas vivem o que elas tem pra viver, e depois a maioria deixa pra trás o que já foi. Comigo? Impossível isso.
Cada pedacinho de vida que eu já vivi, cada pessoa que já esteve aqui, cada machucadinho que eu já tive.... tá tudo aqui ainda.
O Rodrigo me disse que eu sou quem eu sou justamente por isso, uma soma de tudo isso que já aconteceu - e que eu tinha que aprender a lidar com isso.
Tudo bem, eu aprendi.
Mas isso não quer dizer que, vez ou outra, não bata essa falta de ar, assim do nada...

pra tudo tem um começo...

"... o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."