sábado, 30 de maio de 2009

E as vezes a alternativa possível ao mundo que se sonha pode não ser tão terrivel assim.
Como eu disse, você vai vivendo a sua vida, e eu a minha, e tudo aquilo que só a gente tinha fica marcado num caminho regado a ouro lá trás. E fica tudo bem assim.
Não o melhor, mas quem disse que assim tambem não está bom?
Te tenho do jeito que dá, e vou vivendo muito bem assim.
As vezes a amizade é uma coisa muito mais valiosa.
E as surpresas que aparecem no caminho podem ser tão gostosas quanto.
Destruo as tuas imagens. Destruo quem você foi. Destruo o que admirava em você.
Destruo não por ódio, nem por raiva, nem por mágoa. Esses são todos sentimentos de quem não te entende, e eu te entendo até mais do que eu gostaria. Eu destruo pela minha própria sanidade. Não ouso nem falar em dignidade ou orgulho, nunca fui dessas com você. Nós perdemos juntos a dignidade da forma mais gostosa que se podia perder, e o orgulho nunca foi o meu forte. Te destruo simplesmente por saber que igual você pra mim quase impossível de encontrar. Te destruo porque só assim consigo seguir em frente e ir vivendo “with strangers” por ai. Te destruo para esquecer que você sim já me esqueceu, e foi tão fácil que dói imaginar.
Não pense você que não vou te reconstruir. Assim como eu já fiz outra vez, vou destruir o seu “eu” dentro de mim, e depois criar um outro “eu” teu com o qual eu possa conviver. Com o qual eu possa viver sem sufocar esse monte de expectativas e carinhos que eu criei dentro de mim. Exatamente para não te perder por inteiro é que aos pouquinhos vou destruindo você aqui dentro, até que você possa caber numa caixinha, e assim, eu possa voltar a minha lucidez minimamente possível.
Te amei tanto que se não te destruo, destruo a mim mesma por esses cantos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E hoje foi o aniversário. E foi talvez o melhor dia que eu já tive na vida inteira. Da meia noite de ontem sentada no carro do Tostines indo para a Barra Funda à meia noite de hoje rindo com o João e com a Pati, eu me diverti em todos os momentos.
Tava sentada aqui na frente do computador, vendo uns recados e emails lindos que eu recebi, e percebi o quanto eu tava feliz. Logo me veio na cabeça vontade de chorar e sair gritando por ai que eu tinha conseguido o que eu queria. “Eu só quero voltar a rir de novo sem peso na consciência”. Foi tudo o que eu pedi... Um dia de felicidade. E de repente, hoje à uma e quatro da madrugada eu percebo que realmente eu tive esse dia. Foram 25 horas e 4 minutos, até agora, de felicidade.
E ai tudo que estava na minha cabeça anestesiou e eu me permiti ficar um minuto em completa viagem intergaláctica pelo meu corpo, como uma anestesia mesmo. Aquela sensação de plenitude, mas vazio ao mesmo tempo, sabe? De satisfação. Uma euforia totalmente lisérgica.
Não foi um daqueles aniversários que eu descobri que tenho amigos de verdade, e que a vida é realmente cheia de crises e tropeços, mas é linda também. Foi um daqueles aniversários que eu vivi tudo isso junto com esses amigos. Como me disse hoje alguém especial pra caralho “E eu não vou ficar falando ‘ah, você sabe que pode contar comigo né? ’ porque espero que depois de tudo, isso já seja automático. E que venham muitas outras crises por essa vida ai, pra gente poder rir de tudo um dia”.
Foi o aniversário. Foi o meu aniversário. Foi o meu dia de felicidade. Foi o dia de jogar tudo aquilo e todos que estavam me fazendo mal pela janela e sacudir a cortina pra deixar todas essas coisas e pessoas lindas, que me fazem bem, entrarem. Foi um dia lindo pra caralho. Obrigada todo mundo que participou dele.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Acabei de chegar em casa. Falei pra mim mesma "vou entrar no blog, vai que tem algum comentário legal"... e de repente me deparei com alguma coisa melhor que "legal". Me deparei com alguma coisa "maravilhosa". Uma menina chamada Juliana Borges deixou um comentário que assim, sem querer desmerecer os amigos que sempre lêem e comentam, mudou alguma coisa aqui dentro. Fui lendo aos poucos, e do nada comecei a chorar.
Melhor do que saber que o que você escreveu fez a diferença pra você, é reconhecer em alguem totalmente desconhecido um outro igual a você. E foi muito engraçado, porque cada parte do comentário que eu lia, eu pensava "puta, sou eu escrevendo".
Não consigo colocar em palavras o quanto me fez ler isso e saber que eu fiz a diferença pra você. Sempre que eu escrevo eu penso comigo mesma "esse blog é mais pra mim do que pra qualquer outro". De repente me vi lendo palavras de outra pessoa que eu causei um impacto, e vi que as palavras estavam causando um impacto em mim.

Sinta se a vontade para conversar comigo sempre que quiser, e como você disse que voltou a escrever, me manda alguma coisa sua pra eu postar por aqui?
Fez a diferença no meu dia, não sei dizer o quanto me emocionei.
Descobrir que até mesmo na solidão dos pensamentos a gente não está na verdade sozinho é de fato muito bom. Obrigada por tudo que você me disse.
Quero falar mais vezes com você.
Um beijo.
If it makes you happy
It can't be that bad
If it makes you happy
Then why the hell are you so sad?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu aniversário tá chegando. Como eu sempre gostei de aniversários! Sempre ficava super animada, um mês antes ainda, fazendo listas e pensando na minha festa.
Mas quanto maior a gente vai ficando, acho que vai ficando um pouquinho mais desanimado. Ainda faço mil planos, e ainda quero a festa mais divertida, com o maior número de gente que eu gosto possível. Mas acho que é tanta coisa passando pela minha cabeça nessa fase que eu to da minha vida, que a idéia de ter uma noite divertida parece um pouco distante. Como se fosse impossível de realizar, tipo como um pedido pro gênio da garrafa.
Acho que tudo que eu quero esse ano é mais simples do que nos outros anos. E por isso muito mais importante, valioso. Eu só quero voltar a rir de novo sem peso na consciência. Eu quero a consciência de volta. A dignidade talvez um pouquinho tambem rs. Eu quero a vontade de querer, e mais do que tudo, saber qual é a desse "querer". Eu quero voltar a me importar, e descobrir com o que me importar, o que me faz bem. Eu quero um amor pra chamar de meu tambem.
Se eu conseguir uma dessas coisas, já vai ser o melhor aniversário do mundo.
Lógico que flores junto viriam a calhar tambem =)

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Estou aprendendo tanto com meus erros que estou pensando em cometer mais alguns"

"Quando você está atrás de algo que quer muito, topa o pagar o preço, topa vender a alma.
Então você sai fazendo concessões aos seus padrões morais, vai esquecendo o que é ética, vai abrindo excessões para si mesma, vai se destruindo -como se, chegando ao tão sonhado objetivo, você pudesse recolher os cacos de si mesma para se reconstruir igual ou melhor do que era antes.
Mas conforme você se despedaça em cacos, você esquece qual era seu sonho e o porquê você quer chegar lá. Então você pode até tentar, como João e Maria, seguir as migalhas pelo chão.
Estou começando a tentar recolher as minhas."
http://blog.encantada.tv/pt

domingo, 17 de maio de 2009

"No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime you find
You get what you need"
E não é que é verdade mesmo?
"É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém prá amar
É como procurar no mato
Estrela do mar...
Te ver e não te querer
É improvável, é impossível"
Mas ainda bem que a gente aprende a conviver com todo esse sentimento e continuar sendo feliz por ai. Te ter do jeito que dá pra ter e ponto final. Talvez seja até melhor assim.
Muito bem hoje =)
"O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar
Saber amar
Saber deixar alguém te amar..."

terça-feira, 12 de maio de 2009


A minha alegria dos últimos tempos, o Duque =)
melhor coisa para se ler no dia, aqui ó.
"...Você dormia como um bebê, de costas pra mim e eu, insone, só conseguia observar as pintinhas na curva entre seu ombro e pescoço e suspirar, pensando no que fazer com tantos sentimentos pairando nos travesseiros. Pois, agora, aqui sozinha – digo, agora que estamos aqui, eu e a dor, acabo de assistir um filme até o final, veja só. E com os créditos, uma música do Coldplay. Eu sei que você odeia Coldplay. Eu não ligo a mínima pro Coldplay. Todo fim de amor é brega, como Coldplay. Meus olhos se umedecem e eu tento com força não chorar ouvindo uma música assim tão ruim, que nem nossa era. Não consigo. Um resto de maquiagem escorre pelo rosto deixando o espetáculo ainda mais circense. Por uma fração de segundo, revivo essas cenas específicas da nossa vida juntos que jamais consideramos mencionar em qualquer circunstância. Decido ignorar a dor, o choro, a banda medíocre, a vontade de telefonar. Em vão. Esse tipo de tentativa, na verdade, só me incita a pensar e me torturar mais ainda. Foi quando – com toques de masoquismo – te visualizei com outra pessoa, na sua cama, ou na rua, jantando, se permitindo encantar por alguém como se encantou por mim. Começando uma nova história, conhecendo algum corpo novo. Brincando de ser deus com a vida de outra pessoa. Isso machuca, dói, como nunca doeu – ou certamente doeu e eu talvez não me lembre, tão cega que estou. Eu não quero me despedir de você. Não de você."
anyothershoes.wordpress.com
puta, que texto perfeito. justo Coldplay, que você tambem detesta.
Porque que a gente aprende na vida que tudo que acontece é culpa nossa?
Talvez pelo mesmo motivo que a gente aprende a se contentar com pouco?

domingo, 10 de maio de 2009


"Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê"

sábado, 9 de maio de 2009

Se pensa em mim, se não pensa, decidi por esquecer.
Acordei hoje, e não sabia se a diversão de ontem tinha sido sonho ou realidade.
E talvez pela primeira vez decidi optar por ter meu copo cheio hoje. Decidi um mundo de coisas novas! Decidi que felicidade se faz, e esquecer ou não é uma opção minha e de ninguem mais.
Percebi um mundo de possibilidades totalmente novas, e me deu uma vontade de sair vivendo tudo isso por ai. Não quero mais me prender ao que me faz mal, ou ao que já passou. E não quero mais desfilar o discursinho de "a vida é complicada e blá blá blá". Complicada ou não, dar a cara a bater ainda vale a pena, e se não foi dessa vez, da outra vai ser.
E se ainda doer, vai doer, e ponto final. "Uma hora passa" pode ser o conselho mais chato de ouvir, mas é o mais verdadeiro tambem.
A minha diversão de ontem pode ter sido sonho, mas se eu ficar acreditando que foi real, uma hora vai ser de fato. Melhor do que simplesmente remoer e entregar os pontos.
Uma pessoa muito especial me fez ver tudo isso ontem. E me deu a segurança de que apesar de uns irem embora, tem gente que insiste em ficar por perto. Ainda bem.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sabe pior de não ter você? Não poder conversar com você, no dias que eu mais preciso.
Lembra uma vez que eu te disse que as vezes só falar com você já ajudava? Nunca percebi o quanto era verdade até perder tudo aquilo que a gente tinha. Eu sei que eu posso te ligar e falar a verdade, que to sentindo falta do amigo e que precisava ouvir apenas um "vai ficar tudo bem". Mas todo aquele orgulho não me deixa...
Hoje foi uma dia tão cansativo! Não fiz nada, mas acho que foi um dos dias mais exaustivos pra mim. Não consegui parar de pensar em um monte de coisas, um monte de coisas que eu sinceramente não queria pensar. Coisas de vida sabe? Aquilo tudo que a gente reprime porque é o pega de fato. Todas aquelas perguntas sem respostas que assombram a gente e que me fazem sentir como se eu estivesse pendurada num universo qualquer, com os pés balançando sem saber o que fazer. Todas aquelas perguntas que fazem doer o estômago e pesar o coração, simplesmente porque eu sei que não sei o que responder.
Eu queria ser uma daquelas pessoas felizes, sabe? Sabe aquelas pessoas que não precisam de psicologos, nem de conversas profundas, que saem por ai vivendo do jeito delas e são felizes assim? Eu tenho meus momentos de felicidade, e minha vida no geral é boa da forma que é. Mas eu tenho uma inveja enorme dessas pessoas que aparentam não sofrer com grandes questões, com perguntas dificeis e sabem simplesmente sair vivendo. Comigo tudo é complicado, tudo tem um porem, tudo parece ser mais pesado. E por mais que seja eu exagerando mais uma vez, é assim que eu sinto, então torna-se real.
Hoje eu queria algumas coisas nesse mundo. Poder falar com você. E parar de pensar tudo isso que tá aqui dentro da minha cabeça. Eu queria dormir, e não sonhar, só dormir. Eu queria viver e não refletir. Eu queria não lembrar. Eu queria ser uma dessas pessoas felizes que andam sorrindo, brincando de "Polianas" por ai.
Eu queria conseguir descansar da gente, de mim, do mundo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

"Eu quero, eu vou e eu faço. Sozinho ou com alguém ou com todos. É tudo o que tenho pra dizer de mim mesmo hoje: estou orgulhoso. Não adianta me dizer que é hora pra isso, ou aquilo. Gosto de ser eu mesmo. Confuso como sou. Curioso como sou. Receioso e romântico como sou. Preguiçoso e cheio de saudades de coisas que nem sei o que são direito, do jeito que eu sou tá ótimo."

Depois de um dia bom, nada como uma pontinha de esperança batendo forte aqui de repente.
To com uma sensação gostosa, cabeça leve, corpo cansado; parece até que o sol ainda tá entrando por essa janela.
Felicidade deve ser isso, essa sensação, essas vibrações, essa esperança que há tanto não aparecia por aqui. As vezes só a vida basta... só a própria companhia basta... só as próprias idéias já fazem um bem. Nada como um dia bom, de presente pra si mesmo, pra fazer bem.

Acho que até os tais carneirinhos devem aparecer hoje!

Acho que ainda tem esperança pra mim, pra você e pra quem quer que seja por ai.
Quem sabe a onda da carência geral (sim, ela está em todos que eu conheço, nos ultimos dias!) não está com os dias contados?
E quem sabe o mundo dar voltas não era de fato o que eu pensava?
As vezes a única volta que ele precisa dar é em você mesmo...
Vai saber.


"E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia"

sexta-feira, 1 de maio de 2009



lindo...

O triste é pensar no tanto que a vida oferece, e que de tanto, eu teria escolhido você, num piscar de olhos. O triste é dar tchau pra toda aquela vida de sim, e pra todos os meus planos.
Mas ouvi dizer muito nesses dias que a tristeza vem pro bem, e que depois que ela passa, o sol sai de novo. Por mais que a idéia agora seja me fechar na minha conchinha [nada de caixinhas mais] e ficar um bom tempo por lá, há quem diga tambem que antes que eu perceba, a vida mude o curso de novo, e coisas boas apareçam por ai.
São várias fases no processo. Já passei pela raiva, pelo chororo, pela desesperança.
Agora tô até que bem. E vou contar que até ansiosa com essa tal de "mudança de rumo na vida".
Quem sabe. As vezes a vida de não pode acabar saindo melhor que a encomenda.
Mas a falta continua... Forte como sempre.


de emocionar, pelo menos pra mim, sempre.
"Tem horas em que eu queria muito que funcionasse dizer pra mim mesma "vai chorar, palhaça? pára de graça."Mas não funciona."
Antes saber disso tarde do que nunca.

As pessoas deveriam saber disso por ai, mundo afora...
"Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você..."

Não sei porque, mas ela não sai da minha cabeça.



saudades de Buenos Aires, vontade de voltar...