terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Na real, sem muita inspiração pra escrever hoje. Mas é o ultimo texto do meu ano, to indo viajar logo menos. Gastei muitas das minhas palavras mais sinceras nas ultimas cartas que escrevi, cartas necessárias, cartas que esclareciam, cartas que desabafavam, cartas que colocavam pingos nos "i"s e pontos finais. Cartas para pessoas que eu amo e amei, importantes nesse meu ano catastrofico.
Mas quer saber, vou terminar o ano da melhor maneira possível. O mundo deu voltas e voltas e me encontro agora em um lugar no qual eu gosto de estar. Doeu, muito. Morri, inumeras vezes. Comecei o ano lutando pela minha vida e passei ele inteiro assim. Ganhei algumas, maravilhosamente lindas, e perdi outras, assustadoramente dolorosas. Mas to aqui, ainda vivendo e enfrentando o que vem pela frente.
To ansiosa, pra variar, mas não mais com medo das mudanças que eu vou encontrar pelo caminho. E isso foi o que eu aprendi num dos anos mais pesados da minha vida. A mudança, vem, é inevitável e por muitas vezes pode até ser prazeirosa. A dor deve ser sentida, com toda a sua força, em todas as suas etapas, mas não deve se transformar em meio de vida. Tudo pode acabar do dia pra noite, assim como pode começar. Mas o medo de perder só te transforma numa pessoa idiota e covarde, não se perde nada do que já não estava perdido. A unica coisa a se fazer é ir vivendo, do jeito que cada um consegue conquistar, e ir sentindo cada passo do caminho o máximo possível.
Acho que um ano de crise não é exatamente um ano ruim. Um ano dificil, dolorido, pesado, sofrido, mas um ano em que se cresceu, muito, e que acima de tudo, mudou muita coisa aqui dentro.
Acho que eu fico por aqui, não quero soar um manual de auto ajuda.
Só queria dizer que há sim vida após facadas, corações destruidos, amizades abaladas e cagadas cometidas. E que viver nunca é demais, ao contrario do que eu mesma disse por muitas vezes.
Feliz ano novo para quem passar por aqui :]

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E todos estão quebrados, e todos se encontram despedaçados. Cada um a sua maneira, com o seu próprio corte. E cada um se anestesiando ao regalo de seu próprio gosto. Todos se enganam, e todos se questionam. Muitos tentam ir e não conseguem. Outros poucos ficam pelo simples medo de tentar. Cada um caminhando ao seu próprio suicídio, lento, gradual ou moderado. Uns julgando os outros, mas separados somente por um tipo diferente de veneno. Outros tentando se apoiar naqueles que nem nas próprias pernas se agüentam. Um grupo de prodígios perdidos talvez na esperança excessiva que lhes foi projetada. Despedaçados cada um a seu próprio modo, cedendo cada um ao seu próprio veneno, cortados pelas mais distintas facas. Alguns amam de mais, outros de menos. Alguns lutam de mais, outros de menos. Alguns nem sabem o que lhes foi ferido ou tirado.Poucos já sobrevivendo. Alguns ainda aquecidos pela idéia de uma esperança em algo que falta e pode ser conquistado. E alguns, talvez os mais feridos, conscientes de que nada mais resta por aqui.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nossa, e faz tanto tempo que eu não escrevo aqui. Não tenho tido vontade, as coisas andavam normais demais, nem pra baixo nem pra cima, e a inspiração parecia estar perdida em algum canto. Detesto escrever quando eu sinto que não tenho nada de bom e sincero pra falar.
Mudei de casa na ultima semana. To escrevendo do meu apartamento novo, com uma janela enorme que tem vista pro meu lugar preferido no mundo: Moema.
Hoje foi a ultima vez que eu entrei na minha casinha antiga. E foi o dia mais estranho dos últimos tempos. Ela tava vazia, e limpinha, esperando os novos donos que chegam amanhã. A mulher que comprou ficou tão emocionada com a casa que ela até chorou. Minha casinha amarelinha ali na Luis Carlos Paraná.
Foi estranho. E eu quis aproveitar cada ultimo minutinho. Entrei no armário do quarto da minha mãe aonde eu sempre me escondia quando brincava com o meu pai e senti o cheiro de madeira que sempre teve dentro. A janela da frente tava lá, dramática como sempre, lugar dos meus choros mais histéricos e sofridos. Rafael, Bruno, Felipe, Luciano e Renato, todos os meus motivos de choro que aquela janela ouviu. Meu quarto, todo abandonado ainda pintado de rosa escuro, minha varanda ainda com marofa dos últimos cigarros.
Não queria ficar mais ali, mas também não queria ir embora de vez. Assim como a fase que eu to vivendo agora. Assim como a minha vida sempre foi. Ansiosa pra ver o que ta vindo, mas sempre presa no que já passou. Querendo chegar na casa nova, ligar para pessoas novas, mas com vontade de chorar por ta ali, me despedindo dos últimos 21 anos.
Minha mãe me disse que as memórias estão na nossa cabeça, e que lugares são apenas lugares, e que pessoas são apenas pessoas. Não consigo entender essa do desapego. E de alguma forma eu me viro bem assim. De alguma forma eu consigo estar me apaixonando pelo novo, mas sem tirar o velho do coração. De alguma forma eu consigo vir pra casa de agora com a lágrima da antiga, e ainda sorrir quando vejo o prédio novo.
To feliz por tudo de novo que anda acontecendo, mas aquela casinha tão especial vai ficar pra sempre no meu coração, nos meus sonhos, na minha memória. Posso dizer de peito aberto que eu fui MUITO feliz lá, e que a energia que ficou é muito especial.

sábado, 21 de novembro de 2009

E de tudo aquilo que a gente viveu, hoje penso que começo a me curar, finalmente.
De repente, as perguntas mudaram, e as respostas já não fazem mais diferença. Parei de me torturar a toa na tentativa de descobrir se foi amor, se foi paranóia, se existiu sinceridade ou se significou alguma coisa pra você. Comecei a me ater às perguntas para as quais eu já tinha respostas. Para mim, foi amor, um dos maiores que eu já senti. Um dos maiores que já vivi. Sim, porque pra mim foi real, e paranóia seria pensar que não. Te amaria até o fim se assim fosse. Para mim significou muito, construiu, salvou, destruiu e mudou. Mudou quem eu era e moldou quem eu sou hoje.
Às vezes, as certezas que bastam são aquelas que estão no nosso coração e se meter numa busca incessante por outras respostas de nada adianta. O que sei? Existiu e foi lindo. Existiu e doeu como nada nunca havia doido antes. Existiu e teve um começo, um meio e um fim.
Hoje penso que começo a me curar de você.

sábado, 17 de outubro de 2009

Um dia fomos felizes. Um dia eu te amei, um dia ele me amou, e no outro, com alguma sorte, nós nos amamos. Um dia já brigamos, mas fizemos as pazes da forma mais gostosa que se há para fazer. No outro, você me disse coisas sem sentido e depois veio correndo para se desculpar.
Um dia você me deixava recados malucos chegando em casa de manhã depois de passar a madrugada comigo. Um dia eu te batia com o chinelo e no outro você fazia carinho em mim enquanto a gente dividia o seu colchão. Um dia você pensou que eu não te queria. No outro, fui eu quem entrei em paranóias. Um dia não te quis mais. No outro percebi que mentia pra mim mesma e que te queria com toda a força e amor que há no mundo. Mas de repente, um dia, já era tarde de mais. Ai você não me queria mesmo.
Um dia, hoje talvez, prefiro ficar aqui, quietinha no meu mundo, fingindo que você ta aqui comigo. Mas um dia, amanhã talvez, vou acordar de novo e continuar a te esquecer. Um dia vou entender que a dor só fica se a gente deixar. Ai no outro, vou voltar a viver minha vida de novo.
Um dia, ontem quem sabe, decidi me deixar invadir um pouquinho por você de novo. No outro, hoje com certeza, percebi que o pouquinho virou montão e que a esperança deu espaço pra saudade, com toda a certeza da desilusão.
Saudade, todos os dias.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Tô ficando famosa, no final das contas :] Umas das sensações mais surpreendentes que eu já passei na vida. E dessa vez, eu por mim mesma só pra mim mesma.
vivendo um monte de loucuras que nem eu entendo ainda.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

É tudo uma questão de perspectiva. A minha perspectiva.
A partir de hoje tô de mudança. Mudança, criação, recriação, o nome que for.
A ajuda veio, e veio a calhar em momento certo. As vezes na vida a gente precisa aceitar que as coisas tão dificeis e pedir um pouco de ajuda. Uma vez que a ajuda chega, cabe a gente juntar todas essas forças pra ficar bem de novo.
Hoje um cara me disse que o sofrer faz parte do processo, e que o meu mal é não querer crescer. Uma espécie de Peter Pan da era moderna. Me fez repensar tambem tudo o que eu coloco na lista negativa do crescer, e me convenceu a tentar descontruir tudo isso em nome da tentativa.
Não sei. Não sei mesmo. Deu tristeza, deu medo, deu um monte de inseguranças. Não to assumindo compromisso nenhum. Mas to apostando as fichas. Penso eu que as vezes a gente pode encontrar sentido na falta do próprio. E que, sofrendo no tempo certo, a gente alcança um lugar muito melhor do que a felicidade do ignorante jamais alcançara.
Sofrimento é inevitável, mas tambem não é meio de vida. Sofrimento é o rito de passagem, e o pote de ouro depois do arco iris reserva muito mais do que a simples felicidade do momento.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Querendo um pouquinho de paz essa semana. Precisando de um pouco de paz essa semana.
Querendo que o mundo dê alguma volta e algo de bom aconteça.


Quero fazer 30 logo. Ai posso errar o quanto quiser e e falar "conquistei, faça o favor de ir a MERDA se nao gostou".
Essa semana não quero mais saber nem de você, nem dele, nem dela.
Me deixem em paz, parem de falar dos meus defeitos e vão viver os seus próprios problemas, já que o fazem tão bem.
Não vou mais atras, já que de mim, não fazem a mínima questão. Vou me conformar, e fazer o mesmo. Viver a minha vida, cuidar do que é meu e do que me faz bem - ou mal.
Vou abraçar a minha crise e viver nela até que ela acabe. Sozinha, como você me ensinou.
E cada um vai seguir seu caminho e vai ficar tudo bem assim.
Uma hora, as coisas voltam. Ainda existem muitas voltas pra esse mundo dar.

domingo, 20 de setembro de 2009



E de repente tudo ganhou um sentido aqui dentro, o sentido da confusão. O sentido dos mil lados presentes num só corpo, todos desinteressados uns pelos outros. Muitas vezes a falta de sentido é a resposta.

A sua "atitude" de nada me basta. O que eu preciso é de força, força pra lidar com tudo aquilo que tanto rodeia minha cabeça me fazendo mal.
Atitude eu tenho de sobra, o que me falta é a força. E não vejo como, no momento em que a nossa amizade está, uma força vinda de você vá me fazer bem. Você tá machucado por mim, e eu machucada por você. Com uma sintonia dessas, a unica coisa que um pode fazer ao outro, agora, é mal, e acabar machucando cada vez mais.
Eu entendo e respeito sempre a sua dor, e imagino, que como a minha, as vezes ela chega a ser insuportável. Quero me convencer que é por isso que você age do jeito que age, e que é por isso que eu não consigo mais ser com você do jeito que eu era.

sábado, 19 de setembro de 2009

Depois de uma semana você duvidava, depois de um mês você tinha jurava que era mentira.
Cinco meses depois, eu tenho certeza que pra mim foi tudo mais verdadeiro do que nunca, e pra você, bem, tenho certeza que não só não significou nada, mas tambem ficou jogado em algum momento de loucura do passado.

"Edith Minturn Sedgwick: beautiful artist and actress... Remembered for setting the world on fire and escaping the clutches of her terrifying family. Made friends with eeeeverybody, and anybody, creating chaos and uproar wherever she went. Divorced as many times as she married, she leaves only good wishes behind."
How do you think people will remember us?
Eu fico aqui, me martirizando e me perguntando porque. Começo a pensar que foi tudo imaginação, loucura da minha cabeça, e que eu nunca de fato representei nada pra vocês.
Como alguem que diz amar alguem, pode assistir ao sofrimento sem nada falar?
E como alguem que te olha nos olhos e diz que você é importante, pode te causar mais dor?
É muito dificil perceber o tamanho do estrago já causado, e que por todos os meus pecados eu já paguei há muito tempo? É realmente tão grande a necessidade de devolver a dor que vocês já não percebem que para mim está suficiente?
E não sei o que é pior, a sua indiferença ou tudo aquilo que você faz para me deixar mal.
Um amor quando acaba, doi, doi e muito. Mas ninguem tem culpa por simplesmente não amar alguem, e não há maldade por trás disso.
Mas um amizade, uma promessa de amizade, quando acaba, essa sim mata.
Se vale dizer, deixo bem claro aqui que toda a dor que eu provoquei em cada um de vocês, eu já estou pagando por ela, na mesma moeda se posso assim colocar.
Não "procuro culpados nem me faço de vitima". Sei que ações tem consequencias e que sentimentos mudam, e a vida é assim. Sei tambem que o mundo dá voltas e que é bem capaz de um dia darmos risada disso tudo. Sei que meu sentimento não mudou, e que cada pedacinho do que foi vivido por minha parte foi muito verdadeiro, importante e intenso.
Apenas estou assumindo que anda dificil lidar com tudo isso.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Quando eu acho que eu começo a te entender, eu percebo que na verdade você é uma grande confusão pra mim. E a sua confusão, vira a minha confusão. Eu quero te abraçar, e te falar que vai ficar tudo bem, ao mesmo tempo em que eu quero gritar com você e te falar um monte das coisas que eu penso aqui.
Eu me lembro quantas vezes já disse pra mim mesma que ia te destruir aqui dentro pra acabar não me destruindo também, e agora eu percebo que simplesmente não consigo. Não consigo não sofrer com você e te ver garantidamente insatisfeito seja lá com o que for, me deixa numa agonia tão grande que começo a torcer para que o seu sofrimento passe, nem que isso significa que o meu piore de vez.
Amar pra muita gente pode significar um monte de coisas boas e pronto. Pra mim é muito mais do que isso. É ser feliz junto, é passar pelas partes boas da vida, lógico. Mas é ser companheiro também, mesmo quando o outro não pediu que você fosse. É passar pela dor junto, é torcer a cada minuto pra que tudo melhore, e que você fique bem, sorrindo daquele jeito lindo que só você sabe. Aquele sorriso que pra mim ilumina qualquer dia ruim.
Eu queria que você soubesse disso. Queria te dizer que enquanto você sofre por ela, seja ela quem ela for, tem alguém aqui que daria a vida pra te fazer sorrir, pra melhorar seu dia, pra conversar a madrugada toda até que você ficasse melhor.
Muita gente pode pensar em mim agora como uma louca. Pensem como for. Eu penso em mim como uma eterna apaixonada. Não me canso de escrever sobre você. Não tenho vergonha nenhuma disso. Te destruo todos os dias, e me apaixono de volta todos os dias. E é como eu disse, vou viver assim até que não faça mais sentido aqui dentro. Até que meu coração não lembre mais de você a cada hora.

sábado, 12 de setembro de 2009

Poucos são aqueles que conseguem em palavras descrever um sentimento de maneira plena. Hoje, eu queria ser um desses poucos sortudos no mundo. Eu queria conseguir colocar em palavras tudo que eu estou sentindo aqui dentro, na esperança de que aliviasse um pouco que fosse. A batida foi tão forte que eu não conseguia nem chorar hoje quando acordei.
Eu sempre me preparei pra esse dia. De certa forma, eu até esperei por ele. As minhas profecias auto realizadoras finalmente se concretizando. Você me dizendo que passou, sim, o nosso tempo. O nosso "não" mais definitivo de todos.
Finalmente encontrei as respostas que eu buscava. O porque de tudo que passou ter acontecido como aconteceu. Um lado meu sempre esperou que esse dia ia chegar e finalmente nós iamos ter a vida do nosso "sim". Mas o meu lado mais realista de todos sempre soube que se esse dia chegasse, ia chegar tambem o fim dos fins. Como me falaram antes, se fosse "sim", nós já estariamos juntos. Algum problema tinha que existir.
O engraçado é que imaginei que fosse ser pior. Não a dor, porque ela é imensa como um elefante rosa dentro da sala, intocavel como criança que chora e não quer ninguem chegando perto, e excruciante, como a maior das dores. Mas o desespero não veio junto. Continuo aqui, de pé, respirando, e fazendo planos de continuar vivendo do jeito que der, ainda que só por hoje.
Acho que a vida me preparou pra isso, e todo o resto pelo qual eu passei.
Engraçado? sim, mas não sei se a melhor opção. Queria surtar, gritar, correr e te odiar, colocar isso pra fora de alguma forma para depois voltar a respirar. Mas não. Acho que eu te amo ainda mais, por ser honesto como foi, e por me entender como entendeu, e isso torna tudo muito mais dificil. Acho que eu me amo ainda mais, por ter finalmente conseguido colocar os pontos nos finais das frases. E isso tambem torna tudo mais dificil.
Acho que eu nunca vou conseguir perdoar esse sentimento que o "não" nos traz. O "não" vai ser sempre meu inimigo e sempre me machucar. Esse mesmo "não" que me anestesia, a ponto de eu nem sentir a tristeza, mas sentir que não sou mais capaz de sentir.
Se não foi com você, então não quero que seja. Com você perdi as minhas crises e ganhei um monte de liberdades. Mas não quero mais isso com ninguem. Quero não sentir mais nada, e viver por viver, fazer por fazer, ir por ir. E vou viver muito bem assim porque é assim que eu quero. Pelo menos por um tempo.
O ironico e cruel é que te perdi exatamente por viver desse jeito, esse jeito que eu só vivo por não ter você. Te perdi por você me ver do jeito que eu só me vejo quando não vejo você.

domingo, 23 de agosto de 2009

Então eu escolho sofrer? Então eu escolho sofrer.
Escolho não escolher nada agora, e isso certamente envolve sofrimento tambem.
Não quero, não posso e não consigo te esquecer.
mas não posso e não consigo te ter.
Fico vivendo o tempo todo nessa maluquice só, de te amar, te odiar, te ressentir e te querer.
Já passei até a fingir que não me lembrava de você, mas os sonhos sempre voltam com o proposito de não permitir que assim seja.
E assim vou vivendo, e assim vamos vivendo. Você vivendo a sua vida, e eu absorvendo cada minutinho dela que você me dá.
Nunca me imaginei dessas, mas tambem não consigo não ser mais assim.
E é justamente por isso que eu te amo. O jeito como você entra e bagunça tudo aqui dentro. Me questiona e me mostra lados meus que eu nunca vi. Lados que eu não gosto e lados que eu adoro.
Vou escolhendo não escolher. E vou vivendo com esse pouquinho mesmo. É o máximo que eu consigo. É o máximo que o coração aguenta dividir entre o meu, o seu e o nosso.
Vou sofrendo assim... E sendo feliz "quase" ao seu lado assim.
Contráditorio sim, mas duvido encontrar algum coração apaixonado que faça sentido por ai.
"and then believe in it"







"Make a wish and place it in your heart."
"Sente aqui. Antes é preciso acender um cigarro, preparar um café quente misturado a uma bela dose de cognac, para que eu te diga: tenho uma gaveta cheia das feiúras. Você precisa saber. Pois saiba, eu demoro a acordar, quase sempre sou preguiçosa, preciso sempre de dez minutinhos a mais que se transformam em 30, e estou sempre atrasada. Durmo com uma tonelada de cobertores até me sentir sufocada, e depois de acordada… já de pé…hum… levo uma, duas horas para realmente acordar. Fico meio besta, sabe? Lenta. Não, não… não mal-humorada. Lenta mesmo. Tipo sonâmbula. E, sempre, veja bem, sempre tomo café da manhã. Coisa simples, geralmente uma xícara imensa de café puro, e pão, e queijo, e manteiga. Nada de margarina. Gosto de manteiga.
Ando de meias pela casa até que fiquem pretas. Se estiver em casa passo o dia de pijama – e os pijamas, afe! tenho talento peculiar para escolher os mais horrorosos. Se estiver chovendo geralmente fico manhosa. Se estiver de TPM choro algumas dezenas de vezes. E não adianta perguntar o por quê, não saberei responder. Se o fizer, vou mentir. Algumas vezes tenho vontade de morrer. Ela quase sempre desaparece depois que como chocolate. E, às vezes, todo o resto que estiver na minha frente. E se você estiver perto e não segurar a minha mão ou não me der abraços apertados várias vezes ao dia, vou me sentir triste, e chorar outra dúzia e meia. Posso te proibir de sair de casa se achar que você vai ser atropelado ou assaltado. Se você insistir, escondo as chaves. Não leio manuais de instruções. E costumo rever filmes que gosto no mínimo dez vezes.
Posso querer discutir sobre a extinção dos pandas às 4 da madrugada, depois de um sonho qualquer. Acordo para anotar coisas. Faço xixi umas três vezes por noite. E tropeço na ida e na volta, sempre, em alguma coisa. Quase sempre adoro conversar. E isso pode ser um problema também. E, ouvir música de luzes apagadas deitada no chão da sala. Gosto de escutar o que o silêncio me diz, então, ficarei quietinha muitas vezes. E é melhor não se aproximar muito quando eu estiver lendo sob a pena de ser acertado por algum objeto voador não identificado. Mas vou gostar de ler ao seu lado. Impreterivelmente vou tomar café com leite, bem quente, antes de dormir.
Tenho talento especial para a bagunça. Enrolo para lavar a louça, esticar a cama ou ajeitar as coisas. Esqueço o dia da lavanderia. De pagar as contas. Não me lembro facilmente de nomes ou feições das pessoas e sou a rainha dos foras. Atraio seres humanos esquisitos, e situações fora do normal não são raras de acontecer comigo. Sempre acho que esqueci o ferro de passar ligado e que vou incendiar o prédio. Tomo banhos demorados. Uso muita maquiagem e tenho preguiça de tirar à noite, então, não será díficil que vez ou outra você acorde com o bozzo ao seu lado.
Devo morrer cedo porque sou sedentária. Sou teimosa. E tenho celulite, pintinhas e crises alérgicas. Gosto de tomar pilequinhos e geralmente brigo com o sono. Prefiro ficar acordada. Infinitamente prefiro a noite ao dia, e fico mais esperta durante às madrugadas. Vou pedir para ir em programas esquisitos, que você sabe que são uma furada, mas, ainda assim vou querer ir. Se você não for, vou mesmo assim. Vou querer usar seus moletons e pedir para fazer sexo em lugares improváveis. Não será raro cometer alguma loucura nesse campo – do vestuário ou sexual. Vou sair de blusa de frio mesmo no calor. Eu já nasci com frio. E vou chorar para você esquentar meus pés antes de dormir. Ou certamente dormirei com aquelas meias engraçadas de dedinhos. Se assistir filme de terror certamente passarei três dias com medo de espiões ou de seres extraterrestres ou de zumbis, mesmo sabendo que eles não existem. Se você me fizer ver a menininha do exorcista então serão, no mínimo, 15 dias de acompanhamento às minhas idas noturnas ao banheiro.
Vou planejar mil viagens, mil concertos, mil teatros, mil passeios – mesmo que eles não aconteçam. Vou planejar a vida com você, mesmo que essa vida nem exista. Vou ser chata muitas vezes. E, ficarei entediada. Mas, passa. E você não poderá me fazer cócegas – a não ser que queira receber um duplo twist carpado sabe-se lá deus onde."
E agora está tarde demais. E agora, justo agora, está tarde demais.
Aquela dúvida, eterna, finalmente acabou.
Agora eu gritaria para os quatro cantos...
Tenho meu direito à felicidade, te amo e acho que não tem mais jeito.
Mas o mais irônico é pensar em como tudo aconteceu.
E descobrir só agora que a culpa foi dele, e não sua nem minha.
Ele que não sabe de nada. Ele que sente sozinho. Ele que tinha que abrir a boca e se meter numa historia da qual não fazia parte. Ele, justo ele, que entrou na sua cabeça e fortaleceu todas as suas inseguranças.
Você, justo você, o meu você.
Não me canso de lembrar.
"E o engraçado é que passei o dia pensando em você".

domingo, 2 de agosto de 2009

anything you want.
everything you want.


so, make a wish.

I wish you.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

A minha foto preferida desse mundo.
O meu momento preferido desse mundo.
Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente."
da Clarice.

a família de verdade :]
"Man, I ain't changed, but I know I ain't the same..."
"e eu ainda penso nela..."


sempre sempre sempre com elas.


minha paixão esse ai :]



a minha família de "ursinhos", corações e kibinhos.







Errar é humano, sim, isso todo mundo sabe.
Agora, que errar é divertido tambem, isso era novidade pra mim.
O sabado mais improvável da minha vida, acabou se saindo ótimo, e cheio de contradições.
Decidi de uma vez por todas abandonar o discursinho do qual eu estava me apropriando ultimamente, e retomar muitos dos melhores velhos hábitos.
Só por uma noite, como diriam muitas músicas bregas por ai.
Abdiquei de qualquer julgamento que role na minha cabeça ou na de qualquer outro por ai, e fiz o que me deu vontade no momento em que me deu vontade.
Fazia muito tempo que eu não me sentia assim. Livre. Sem precisar dar satisfações, explicações ou qualquer outros "ões".
Sabe aquela sensação de ter uma estrada inteira livre pra cometer quantos erros no caminho eu quiser? Onde, quando e como eu quiser?
Simplesmente renovador.
O erro só pesa, quando a gente tem consequencias para enfrentar.
O erro pelo erro pode acabar sendo uma diversão e pronto.
Aquele momento que foi seu, e que só você tem o direito de escolher se vai rir ou chorar a respeito, sem mais nada importar.
até eu tive vontade de entrar nesse blog hoje e gritar
"cheeeeeeeeega de bad pelo amor de deus?"

sim, as vezes rolam todos os tipos de surtos por aqui.

sábado, 25 de julho de 2009

"...Você dormia como um bebê, de costas pra mim e eu, insone, só conseguia observar as pintinhas na curva entre seu ombro e pescoço e suspirar, pensando no que fazer com tantos sentimentos pairando nos travesseiros. Pois, agora, aqui sozinha – digo, agora que estamos aqui, eu e a dor, acabo de assistir um filme até o final, veja só. E com os créditos, uma música do Coldplay. Eu sei que você odeia Coldplay. Eu não ligo a mínima pro Coldplay. Todo fim de amor é brega, como Coldplay. Meus olhos se umedecem e eu tento com força não chorar ouvindo uma música assim tão ruim, que nem nossa era. Não consigo. Um resto de maquiagem escorre pelo rosto deixando o espetáculo ainda mais circense. Por uma fração de segundo, revivo essas cenas específicas da nossa vida juntos que jamais consideramos mencionar em qualquer circunstância. Decido ignorar a dor, o choro, a banda medíocre, a vontade de telefonar. Em vão. Esse tipo de tentativa, na verdade, só me incita a pensar e me torturar mais ainda. Foi quando – com toques de masoquismo – te visualizei com outra pessoa, na sua cama, ou na rua, jantando, se permitindo encantar por alguém como se encantou por mim. Começando uma nova história, conhecendo algum corpo novo. Brincando de ser deus com a vida de outra pessoa. Isso machuca, dói, como nunca doeu – ou certamente doeu e eu talvez não me lembre, tão cega que estou. Eu não quero me despedir de você. Não de você."

quinta-feira, 23 de julho de 2009

"A diz:
hahaha ah mas numa viagem dessas todo mundo fica meio sujinho!
B diz:
eu não fico
B diz:
quer ir comigo pra ver?"

são aqueles pequenos momentos em que uma decisão pode mudar tudo.
e mudou. eu não fui. e mudou tudo. tudo.
se arrependimento mata, então estou bem morta.
E hoje eu percebo que a gente falou de mais. E sentiu de mais. E viveu de menos.
Não é possível eu ser uma maluca e ter inventado tudo isso que ainda mora aqui.
Não me importa quem errou, quem fugiu, quem mentiu. Só sei que eu fiquei, e agora não consigo sair. Não consigo esquecer. Não quero esquecer.
Uma vez me perguntei se um dia a gente perderia tudo aquilo que a gente tinha. E sem perceber, deixei se perder boa parte daquilo tudo. Acho que é por isso que esse restinho que sobrou, eu não deixo ir embora nunca. Fico te revirando aqui dentro de mim, vezes e vezes, noites e noites. Por mais que eu sofra assim, nem se compara a como eu sofreria em te deixar ir embora de vez.
Mais do que qualquer um, eu sei que essa é a hora, e como eu já te disse, deveria me acostumar a viver sem você. Deveria colocar de lado as nossas músicas que eu já não posso ouvir, esquecer as nossas fotos e parar de reler as nossas conversas. Mas simplesmente eu não quero.
A gente falou de mais. Eu falei demais besteiras e deixei de te falar tudo aquilo que eu sentia. Tentando te dar espaço, achando que era o que você mais precisava, eu não te apertei o suficiente, e você nunca se sentiu seguro comigo. E o pior de te conhecer tão bem, é saber que você fugiu, mas fugiu pra sempre.
Tudo o que eu quero é gritar "volta?". Mas eu sei que o ciclo pra você já fechou.
"o engraçado é que passei o dia pensando em você."


tarde meio fossa. com chuva pra melhorar.
Eu levo as minhas idéias pra rua, pra cama, pro almoço, pro jantar, pra viajar aonde quer que eu vá e até pro bar. Eu levo a nossa vida de “sim” aonde quer que eu vá. E da forma mais bonita que existe. Daquela maneira leve, que só as pessoas que gostam de verdade entendem. Aquela maneira simples, que não me prende, não sufoca, não machuca. Aquela maneira que me faz um bem, me faz feliz, e só.
saudade. saudade que mata todos os dias um pouquinho. ah!
Ontem bateu uma saudade dos tempos de Masp. Aquela outra vida. Eu e ela.
Andei dando uns passeios por lá, de noite dessa vez.
Sem querer soar feliz de mais nem nada disso, mas diria que foi uma noite única.
Muita nostalgia junta de uma só vez, mas regada de um monte de vida nova.
O Carter me disse, e ele tinha razão.
Arriscar-se de vez em quando pode fazer toda a diferença.

"E onde a sorte há de te levar..."
(tudo bem, eu disse que não ia pensar nisso, mas inevitável.)
Mudei de idéia. Sem Little Joy na minha cabeça hoje.
Chega chega chega, to exorcisando você a partir de agora.

quarta-feira, 22 de julho de 2009



sensacional.
"George: So in the end, was it worth it? Jesus Christ. How irreparably changed my life has become. It's always the last day of summer and I've been left out in the cold with no door to get back in. I'll grant you I've had more than my share of poignant moments. Life passes most people by while they're making grand plans for it. Throughout my lifetime, I've left pieces of my heart here and there. And now, there's almost not enough to stay alive. But I force a smile, knowing that my ambition far exceeded my talent. There are no more white horses or pretty ladies at my door."
"Blow" (Profissão de Risco)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

E eu te amo tanto
e você vai embora sem dar tchau
E eu te amo tanto
e você nem apareceu
E eu te amo tanto
e você fica com aquela lá
E eu te amo tanto
e você diz 'hoje não'
E eu te amo tanto
e você nem viu
E eu te amo tanto
e você só me gosta como amiga
E eu te amo tanto
mas você me amando finge que eu nem estou lá.
E eu te amo tanto
e sinto tanto
e choro tanto.
E você foi pra casa,
mas nem lembrou de mim.
Uma amiga.
E só.
Lindo. Triste. Sozinha.
Pois é.
E eu te amo tanto.

terça-feira, 14 de julho de 2009



tava faltando Ela por aqui.
Pra você.

"No vão das coisas que a gente disse
Não cabe mais sermos somente amigos
E quando eu falo que eu já nem quero
A frase fica pelo avesso
Meio na contra mão
E quando finjo que esqueço
Eu não esqueci nada...

E cada vez que eu fujo
eu me aproximo mais
E te perder de vista assim é ruim demais
E é por isso que atravesso o teu futuro
E faço das lembranças um lugar seguro...
Não é que eu queira reviver nenhum passado
Nem revirar um sentimento revirado
Mas toda vez que eu procuro uma saída
Acabo entrando sem querer na tua vida."

Ana Carolina - 'Quem de nós dois'.
"Se contarmos todas as palavras que trocamos
daria para escrever um bom romance
eu nem te conhecia e contei meus absurdos
tu nem me conhecia e contou teus muitos planos
se contarmos todos os olhares que trocamos
daria para encher um lago inteiro
eu nem te conhecia e contei o meu passado
tu nem me conhecia e contou teu desespero
se contarmos todos os silêncios que trocamos
daria para povoar um edifício
eu nem te conhecia e contei meus vinte anos
tu nem me conhecia e contou teus sacrifícios
se contarmos todas as fantasias que trocamos
daria pra dizer que amantes fomos
mas o amor exige beijos e abraços
e não reconheceu o nosso encanto"

Martha Medeiros in “Poesia Reunida”
Hum, faz um tempo que eu ando com uma preguiça de escrever...
Acho que quando a gente entra nesse turbilhão de idéias e mudanças, no final do dia a única coisa que se deseja é um pouquinho de paz e quietude na cabeça. A última coisa que se quer é fazer mais uma reflexão de tudo.
O engraçado é que de repente eu me pego sentindo falta, sentindo aquela pontinha de desejo de escrever o que quer que seja. De dividir um pouco do que tá se passando aqui. De aliviar um pouquinho qualquer manifestação do dia.
E parece que o mundo anda me acompanhando nessa bagunça toda. Muita informação ao mesmo tempo, tudo rolando junto, e cada dia que se passa parece que um caminhão novo chegou transportando mais noticias e sentimentos.
Vou te falar, a crise é uma benção. A crise pessoal, eu digo. Essa história de "quem sou eu?", "quem eu quero ser?" e "estou sendo quem eu quero ser?" é a coisa mais pirada que eu já enfrentei por ai. "Se ele me ama ou não", "com quem eu briguei essa semana" ou "engordei mais um quilo" são fichinhas perto desse problema em forma de turbilhão ai.
Mas é muito diferente. Acho que é uma bomba que só chega na nossa cabeça na hora que a gente está apto e encontra forças pra enfrentar, e ai não é tão ruim assim. É complicado, confuso, sujo, triste, devagar e louco, mas de alguma forma, parece certo. Parece que a crise se encaixa em você, de uma forma tão única que por mais que demore, você sente que vai chegar em algum lugar. Tá na sua mão, diferente de todos aqueles outros monte de problemas.
Nunca achei que fosse falar isso um dia, mas dá pra ter momentos gostosos de crise.
Em meio àquele monte de sentimentos fudidos que te derrubam, rola uma coisa sutilmente gostosa em se afirmar na crise. De fato, nem tudo é preto ou branco mesmo.
Quero só ver aonde isso tudo vai dar. Mas não saber é uma das melhores partes.

quarta-feira, 8 de julho de 2009



'Cause I heard that this feeling won't last that long'
Lucas diz:
tô realmente sentindo que vou sentir saudades de você!
Ana diz:
ah, vou sentir falta de falar com você.
Ana diz:
(bebada sentimental é foda).
Lucas diz:
bebada sentimental é engraçada
Ana diz:
parece que você vai viajar um ano!
Lucas diz:
mas eu não tô bebado e também sei que vou sentir falta
Lucas diz:
rs
Lucas diz:
não
Lucas diz:
5 dias
Lucas diz:
eu ando sóbrio e sentimental
Lucas diz:
isso é ruim
Ana diz:
ah que bom, então deve ser meu lado sóbrio falando.
Ana diz:
isso é bom!
Ana diz:
é bonitinho (não me bate).
Lucas diz:
viu, mimimimimimm é doentio mas é gostoso
¬
sempre saudades. volta?
'Pois é, talvez todo encontro casual seja, na verdade, um encontro marcado.'
"Hoje eu estou vestindo a mesma camisa. Eu escolhi ela hoje por que tinha intenção de me olhar no espelho, no fundo dos meus olhos tentaria encontrar o mesmo olhar que você me desferiu naquele dia. Acho que na verdade eu queria a mesma sensação, o mesmo conforto, a mesma atenção, o mesmo cuidado. Caberia muitos “eu te amo” nesse momento. Mas não, agente não precisava dizer. Agente só se olhava e sorria tímidos, quase que combinado, combinando um com o outro, completando, somando. Será que um dia agente pode voltar ao início? Reparar os erros, seguir em frente, repreender algumas lágrimas, dizer mais sim um para o outro, pular a parte do adeus."

quarta-feira, 1 de julho de 2009

"Quero só lembrar do lugar, da sua roupa, do seu cheiro e de seu gosto.
Depois de muito tempo, eu sei que esse meu lado de querer ficar só, morreu com as tentativas de apagar o fogo de várias paixões. Vou aproveitar essa madrugada. Esse sonho é meu, sou eu o autor, sou eu quem vou pintar o seu rosto com sorrisos, quem fará seus olhos mais brilhantes. Eu é quem dito o ritmo que nos embala, a temperatura da noite, desse lugar. No sonho, você é meu como eu não serei de mais ninguém."

terça-feira, 30 de junho de 2009


Gigi: I would rather be like that, then be like you.
Alex: Excuse me? What's that supposed to mean?
Gigi: I may dissect each little thing and put myself out there so much but at least that means that I still care. Oh! You've think you won because women are expendable to you. You may not get hurt or make an ass of yourself that way but you don't fall in love that way either. You have not won. You're alone. I may do a lot of stupid shit but I'm still a lot closer to love than you are.

(He's not that in to you - Gigi and Alex)
"And in the twilight of this hour
when fools are mistaken for men
this shadow suits me well
my regrets, I'll face in the end
I'll keep holding on to you
see no use perfecting lives with strangers
if only you, if only now..."

domingo, 28 de junho de 2009

COMO?
COMO?
COMO?
PORQUE?

"queria ir com você".
Não procurar culpados. São apenas sentimentos, e sentimentos mudam o tempo todo.
Bom conselho esse ai. Normalmente eu digo pra mim mesma e funciona.
O problema é quando você finalmente percebe que a culpa foi sua, e não do outro.
Ai o bicho pega, e pega mesmo.

sábado, 27 de junho de 2009

Ah, se você soubesse como cansa tudo isso.
Como cansa te odiar, como cansa ter saudade de você, como cansa continuar querendo mais do que tudo apesar do que você fez.
Como cansa te amar, te admirar, te querer.
Se soubesse como me cansa ter que te esquecer...
Se eu pudesse voltar, eu voltava. Faria tudo de novo. Voltaria no tempo só pra poder viver tudo mais uma vez, e aproveitar cada momento daqueles que minha cabeça e coração recusam esquecer. Aqueles momentos que toda vez que eu lembro eu acabo sonhando acordada, sentindo os mesmos cheiros, as mesmas temperaturas e toda aquela explosão que havia entre a gente. Fecho meus olhos e é como se o mundo parasse. Lá no fundo já começo até a ouvir Wallflowers tocando. De repente eu mergulho e estou naquela época, naquela época linda que a gente viveu. De repente estamos eu e você lá de novo, comendo macarrão de colher, com você rindo das minhas queimaduras de sol.
“O engraçado é que passei o dia pensando em você”.

sexta-feira, 26 de junho de 2009



Sonhei que eu cantava essa música. E você lá, sempre do meu lado.
Como devia ser.
Saudade desse janeiro maravilhoso.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

E não é que Lisbela sente saudades?
E a amante tambem.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ai, o mundo decidiu estar todo errado hoje.
A tv não liga, e o meu livro sumiu.
A internet tá conectando igual a cara dela e o computador tá lerdo.
Todas elas resolveram deixar todos aqueles scraps bem malditos.
e todo eles resolveram responder com carinho.
Não acho nenhum dos meus textos, e o trabalho ainda tá na metade.
Que que anda acontecendo gente?
Odeio inoperancia, se é que a palavra existe.
Só rindo mesmo.
Riobaldo de novo: “Toda saudade é uma espécie de velhice.” Velhice não se mede pelos números do chronos; ela se mede por saudade.Saudade é o corpo brigando com o chronos. De novo o mesmo poema de Ricardo Reis: ele fala do deus atroz que os próprios filhos devora sempre. Chronos é o deus terrível que vai comendo a gente e as coisas que a gente ama. A saudade cresce no corpo no lugar onde chronos mordeu. É um testemunho da nossa condição de mutilados – um tipo de prótese que dói. Kairós mede a vida pelas pulsações do amor. O amor não suporta perder o que se amou.

Rubem Alves in “O AMOR QUE ACENDE A LUA
– Um caso de amor com a vida”
E eu começo a me perguntar o que que eu ando fazendo por aqui.
Don't love me. Don't pick me. Don't choose me.
Se for pra ser, vai ser e ponto final.
Uma coisa que eu conheço bem é esse aperto no meu peito que eu to sentindo agora.
E é tão engraçado, voltar a sentir tudo isso tanto tempo depois. Eu já tinha desaprendido.
E demorei pra perceber que era isso de novo que eu andava sentindo.
A primeira suspeita bateu quando eu me percebi me escondendo atras do que sentia por ele. O sentimento era verdadeiro, ainda é. Mas a dor, o sofrimento platônico, eu estava prolongando demais.
A segunda suspeita bateu quando o drama de ver ele rolou só no final da noite. Tinha passado invisível o tempo todo, e de repente lá estava eu chorando por causa daquilo de novo.
A terceira suspeita veio hoje. Eu estava secando meu cabelo, assistindo "Jane Austen's Book Club" e percebi, como uma pancada na cabeça. Foi como estar assistindo Lisbela e o Prisioneiro, e de repente se dar conta que eu estava conformada em ser a amante do prisioneiro, e não a Lisbela em si. E ai me dei conta que eu estava repetindo aquilo que eu sempre faço quando tenho medo da decisão que tenho que tomar. Eu estou me escondendo do meu medo.
Certo. Medo do quê? Agora vem a parte dificil de assumir.
Facil seria dizer "medo de ficar sozinha", mas pior que não é. Medo das decisões que alguem sozinha tem que tomar todos os dias, em todas as suas relações. Medo de escolher errado. Medo de dizer não. Medo de dizer que é casual e ponto. Medo de se deixar levar de novo e acabar se apaixonando mais uma vez. Medo de escolher certo. Todos esses medos ai.
Eu não sou o tipo de pessoa que se contenta em ser a amante do prisioneiro. Eu sou o tipo de pessoa que muda o caminho e vai ser a Lisbela de outro então. Mas eu sou o tipo de pessoa que se esconde e tenta se contentar sendo apenas a amante por sentir medo.
Mas talvez dessa vez eu tente inventar moda. Nem Lisbela nem amante.
Nem medo de errar nem medo de acertar.
Só errando ou acertando mesmo, com o medo indo embora junto com o prisioneiro.
é, quem sabe...

terça-feira, 16 de junho de 2009



[Você falou? “Eu te amo”. “Eu nunca quero viver sem você”. “Você mudou a minha vida”. Você falou? Faça um plano. Tenha um objetivo. Trabalhe para conseguir. Mas de vez em quando, olhe em volta e absorva.]



saudade.
"E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."

Começo a pensar que você finalmente começou a me entender.
Assim como eu tambem te entendi.
Quem sabe um ponto final não era exatamente o que a gente precisava pra recomeçar um dia?
Eu to aqui, sem palavras pra contar o que tô sentindo. E olha, achei que era impossível isso acontecer comigo, afinal eu falo tanto o tempo todo.
A gente se envolve em tantas redes de relações, de sociabilidade, que acaba esquecendo daquela mais importante que existe. Aquela que chegou primeiro, aquela que te quer melhor, aquela da qual você faz realmente parte.
Minha casa não é uma familia normal. Eu minha mãe e meu irmão, e só. E há quem diga por ai que é uma das familias mais completas que já conheceu. Hoje eu vi porque.
É foda falar sobre a familia, eu sempre faço cara de chorona igual a minha mãe, e meu irmão fica com cara de quem quer rir. Hoje eu me senti de um jeito que fazia tempo que eu não sentia, e que tava me fazendo falta. Com eles eu não tenho que agradar, não tenho que me esforçar, eu posso ser eu e só, chatinha e reclamona como sempre.
Sei lá. Não gosto de escrever sobre essas coisas. Mas hoje eu senti a necessidade. Foi bom, me fez bem. Me fez sentir parte de alguma coisa. Me deu aquela segurança gostosa que eu acho que tava precisando. Me fez ver o quanto por mais que eu mude vou ter sempre esse cantinho no mundo na qual essas duas pessoas me reconhecem, independente de como eu esteja, com quem, aonde e quando.

segunda-feira, 15 de junho de 2009


E não é que fiquei toda feliz hoje quando descobri que o Tim Burton vai dirigir o próximo Alice no País das Maravilhas? Alias hoje de tarde descobri um monte de filmes que vão estrear que parecem bem legais. O de máfia com o Johnny Depp tá no topo da lista - "Public Enemies".
"Eu deixei de acreditar no amor depois dele. E foi com ele que comecei a acreditar. O sol entrava no quarto já, talvez fosse dez da manhã, talvez mais, talvez menos. Talvez o destino existisse, afinal no encontramos depois de anos sem contato. Nossa última briga, quanto tempo levei para superar toda a mágoa? Quanto tempo será que ele levou?"

"Eu nunca disse, mas sempre gostei de te visualizar no mesmo ônibus que eu, no trajeto de volta para casa. Você se senta na cadeira atrás da minha e, algumas vezes, se inclina em direção à minha nuca e sente meu perfume. Sempre me viro, tenho certeza que é você, mas geralmente só vejo um semblante cansado de uma dona de casa. Ou um contador, professor, corretor, invejoso, advogado, barista, desempregado, amante, estagiário, mártir, sacoleiro, e até algum incauto feliz. Nunca você, uma pena."
Destruo as tuas imagens. Destruo quem você foi. Destruo o que admirava em você.Destruo não por ódio, nem por raiva, nem por mágoa. Esses são todos sentimentos de quem não te entende, e eu te entendo até mais do que eu gostaria. Eu destruo pela minha própria sanidade. Não ouso nem falar em dignidade ou orgulho, nunca fui dessas com você. Nós perdemos juntos a dignidade da forma mais gostosa que se podia perder, e o orgulho nunca foi o meu forte. Te destruo simplesmente por saber que igual você pra mim quase impossível de encontrar. Te destruo porque só assim consigo seguir em frente e ir vivendo “with strangers” por ai. Te destruo para esquecer que você sim já me esqueceu, e foi tão fácil que dói imaginar.Não pense você que não vou te reconstruir. Assim como eu já fiz outra vez, vou destruir o seu “eu” dentro de mim, e depois criar um outro “eu” teu com o qual eu possa conviver. Com o qual eu possa viver sem sufocar esse monte de expectativas e carinhos que eu criei dentro de mim. Exatamente para não te perder por inteiro é que aos pouquinhos vou destruindo você aqui dentro, até que você possa caber numa caixinha, e assim, eu possa voltar a minha lucidez minimamente possível.Te amei tanto que se não te destruo, destruo a mim mesma por esses cantos.
sim, de novo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

E sim, as vezes o amor simplesmente acaba e ponto final.
Pode parecer um jeito cruel de se começar um texto, ainda mais no dia de hoje. Mas na verdade é a idéia mais libertadora que eu descobri nos ultimos tempos.
Ontem antes de dormir escrevi um texto lindo. Mais um texto lindo falando como de tantas outras pessoas, corações e sentimentos, eu escolheria você. Falando do meu carinho e de tudo que a gente passou juntos.
Mas hoje, releendo aquele texto depois de falar com você, eu percebi que ele não fazia mais sentido pra mim.
Tantas vezes que nos falamos e você foi grosso, foi seco, foi estranho de um jeito que eu desconhecia. E hoje de repente, você era você, completamente, só com um detalhe a menos: o amor que eu achava que você sentia por mim antigamente.
E foi maravilhoso, sem demagogia nenhuma.
Ele não te odeia, ele não possui uma magoa secreta e inexplicavel de você, ele não esconde nenhum segredo, ele não te trocou por outra, ele não mudou de país, não sofreu lavagem cerebral, não sofreu chantagem da sua mãe pra largar você (bem novela mexicana essa), não virou gay e muito menos te largou por você de repente se tornar horrivel aos olhos dele. Ele simplesmente não te ama mais.
Quando as coisas terminam da forma como elas terminaram a gente cria um mundo de desculpas e ilusões pra tentar justificar o que aconteceu, encontrar uma resposta. E hoje eu de repente eu a encontrei, ali, parada na minha frente.
Depois de hoje eu não quero nem preciso mais procurar por respostas nem desculpas para achar que você ainda sente o que não sente.
Simplesmente acabou, a amizade se restaurou e a vida - agora sim - continua.
Libertador, não acha?
Pode até doer, mas pelo menos doi de uma vez só.

segunda-feira, 8 de junho de 2009



a arte imita a vida?
If I lay here, If I just lay hereWould you lie with me and just forget the world?
Se eu deitar aqui, Se eu apenas deitar aquiVocê mentiria comigo e esqueceria do mundo?
Snow Patrol in “Chasing Cars”
Me peguei hoje pensando em você, e há muito eu não fazia isso. Me peguei com saudades, com vontade de te abraçar e de ficar por horas conversando com você.
Tinha enterrado você em nome de outros sentimentos por ai, e hoje me peguei desprevenida esperando você chegar, com saudade, e com uma pontinha bem pontinha de esperança. To com a idéia maluca de que só você vai conseguir me deixar bem. Só você vai me ajudar a esquecer o que tá machucando. Só você vai entender o que eu ando sentindo.
Engraçado, todo esse furacão começou com você. Quem sabe não termina com você?
Acho que você pode ser o que tá faltando em mim agora.
Nem que seja só por um mês que você fique por perto.
Nem que fosse por uma hora só.

sábado, 6 de junho de 2009

As vezes eu paro pra pensar em tudo isso que aconteceu. Nossa, parece que um furacão atravessou meu caminho! Meti os pés pelas mãos, e acabei metendo não só os meus pés, nem só as minhas mãos. Mas inevitável, nenhum furacão se arrasta sozinho, ele vem e arranca partes e pertences de todos ao redor, simplesmente porque sua natureza é assim.
Penso se teria feito diferente, e quero muito acreditar que não. Talvez pudesse ter magoado um pouco menos um ou dois, mas talvez até a magoa tenha uma função. A minha pelo menos deve ter, pra durar o que ta durando. Acho que se tivesse sido diferente o que foi bom não ficaria marcado de um jeito tão bonito dentro de mim.
E o engraçado é pensar no quanto se sabia do furacão, e mesmo assim todos deram as suas caras a tapa, sabendo do risco quase certo. Se a gente tinha uma ideia de aonde tudo isso ia dar, pra que seguir em frente então? Acho que mesmo sabendo aonde tudo isso poderia dar, a esperança falou mais alto, e sempre se esperou o melhor ao invés do pior.
Saudade fica, de qualquer forma. Mas é aquela velha historia... todos vão seguir as suas vidas e vai ficar tudo bem assim.
Acho que quanto mais eu repito isso, mais eu me forço a acreditar. Começo a pensar que já até quase acredito mesmo.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

“O primeiro amor passou
O segundo amor passou
O terceiro amor passou
Mas o coração continua”.
"Não dá pra saber qual dia será o mais importante da sua vida.
Os dias que você pensa serem importantes nunca atingem a proporção imaginada. São os dias normais, os que começam normalmente, e acabam se tornando os mais importantes.Nunca se sabe qual é o dia mais importante da sua vida. Não até ele acontecer.
Você não reconhece o dia mais importante da sua vida até que esteja no meio dele.
O dia que você se compromete com algo ou com alguém.
O dia que você tem seu coração partido.
O dia que você conhece sua alma gêmea.
O dia que você se dá conta que não há tempo suficiente, porque você quer viver para sempre.
Esses são os dia mais importantes.
Os dias perfeitos."
Greys Anatomy. Episódio 22, 5ª temporada.
"And no, oh how could you do it?
Oh I, I never saw it coming
No oh, I need an ending
So why can't you stay just long enough to explain?
And when it rains
You always find an escape just running away
From all of the ones who love you from everything
You can take your time, take my time...
So why can't you stay just long enough to explain?"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

'E ele me perguntou o que eu fazia. Eu disse: “jornalista“. Ele disse: “ow, você tem cara“. Eu perguntei: “por quê?” Ele respondeu: “tem cara de Lois Lane, do Planeta Diário“. Suspirei fundo e falei: “Só o que me faltava… mas, se é assim, tenho direito a um super-homem“. Ele riu. E disse: “me too, querida”.'



E acabei aos poucos me tornando uma maluca, entre essas quatro paredes, pensando em você quando tentava a todo custo te esquecer. Te destrui, e nem assim essa cicatriz sai do meu corpo. Assim como o seu sorriso maldito não sai da minha cabeça e o seu cheiro das minhas roupas.
Anuncio, virei uma maluca, fissurada, apaixonada, desesperançada.
Não aguento mais pensar em você... vai embora, por favor.

sábado, 30 de maio de 2009

E as vezes a alternativa possível ao mundo que se sonha pode não ser tão terrivel assim.
Como eu disse, você vai vivendo a sua vida, e eu a minha, e tudo aquilo que só a gente tinha fica marcado num caminho regado a ouro lá trás. E fica tudo bem assim.
Não o melhor, mas quem disse que assim tambem não está bom?
Te tenho do jeito que dá, e vou vivendo muito bem assim.
As vezes a amizade é uma coisa muito mais valiosa.
E as surpresas que aparecem no caminho podem ser tão gostosas quanto.
Destruo as tuas imagens. Destruo quem você foi. Destruo o que admirava em você.
Destruo não por ódio, nem por raiva, nem por mágoa. Esses são todos sentimentos de quem não te entende, e eu te entendo até mais do que eu gostaria. Eu destruo pela minha própria sanidade. Não ouso nem falar em dignidade ou orgulho, nunca fui dessas com você. Nós perdemos juntos a dignidade da forma mais gostosa que se podia perder, e o orgulho nunca foi o meu forte. Te destruo simplesmente por saber que igual você pra mim quase impossível de encontrar. Te destruo porque só assim consigo seguir em frente e ir vivendo “with strangers” por ai. Te destruo para esquecer que você sim já me esqueceu, e foi tão fácil que dói imaginar.
Não pense você que não vou te reconstruir. Assim como eu já fiz outra vez, vou destruir o seu “eu” dentro de mim, e depois criar um outro “eu” teu com o qual eu possa conviver. Com o qual eu possa viver sem sufocar esse monte de expectativas e carinhos que eu criei dentro de mim. Exatamente para não te perder por inteiro é que aos pouquinhos vou destruindo você aqui dentro, até que você possa caber numa caixinha, e assim, eu possa voltar a minha lucidez minimamente possível.
Te amei tanto que se não te destruo, destruo a mim mesma por esses cantos.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

E hoje foi o aniversário. E foi talvez o melhor dia que eu já tive na vida inteira. Da meia noite de ontem sentada no carro do Tostines indo para a Barra Funda à meia noite de hoje rindo com o João e com a Pati, eu me diverti em todos os momentos.
Tava sentada aqui na frente do computador, vendo uns recados e emails lindos que eu recebi, e percebi o quanto eu tava feliz. Logo me veio na cabeça vontade de chorar e sair gritando por ai que eu tinha conseguido o que eu queria. “Eu só quero voltar a rir de novo sem peso na consciência”. Foi tudo o que eu pedi... Um dia de felicidade. E de repente, hoje à uma e quatro da madrugada eu percebo que realmente eu tive esse dia. Foram 25 horas e 4 minutos, até agora, de felicidade.
E ai tudo que estava na minha cabeça anestesiou e eu me permiti ficar um minuto em completa viagem intergaláctica pelo meu corpo, como uma anestesia mesmo. Aquela sensação de plenitude, mas vazio ao mesmo tempo, sabe? De satisfação. Uma euforia totalmente lisérgica.
Não foi um daqueles aniversários que eu descobri que tenho amigos de verdade, e que a vida é realmente cheia de crises e tropeços, mas é linda também. Foi um daqueles aniversários que eu vivi tudo isso junto com esses amigos. Como me disse hoje alguém especial pra caralho “E eu não vou ficar falando ‘ah, você sabe que pode contar comigo né? ’ porque espero que depois de tudo, isso já seja automático. E que venham muitas outras crises por essa vida ai, pra gente poder rir de tudo um dia”.
Foi o aniversário. Foi o meu aniversário. Foi o meu dia de felicidade. Foi o dia de jogar tudo aquilo e todos que estavam me fazendo mal pela janela e sacudir a cortina pra deixar todas essas coisas e pessoas lindas, que me fazem bem, entrarem. Foi um dia lindo pra caralho. Obrigada todo mundo que participou dele.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Acabei de chegar em casa. Falei pra mim mesma "vou entrar no blog, vai que tem algum comentário legal"... e de repente me deparei com alguma coisa melhor que "legal". Me deparei com alguma coisa "maravilhosa". Uma menina chamada Juliana Borges deixou um comentário que assim, sem querer desmerecer os amigos que sempre lêem e comentam, mudou alguma coisa aqui dentro. Fui lendo aos poucos, e do nada comecei a chorar.
Melhor do que saber que o que você escreveu fez a diferença pra você, é reconhecer em alguem totalmente desconhecido um outro igual a você. E foi muito engraçado, porque cada parte do comentário que eu lia, eu pensava "puta, sou eu escrevendo".
Não consigo colocar em palavras o quanto me fez ler isso e saber que eu fiz a diferença pra você. Sempre que eu escrevo eu penso comigo mesma "esse blog é mais pra mim do que pra qualquer outro". De repente me vi lendo palavras de outra pessoa que eu causei um impacto, e vi que as palavras estavam causando um impacto em mim.

Sinta se a vontade para conversar comigo sempre que quiser, e como você disse que voltou a escrever, me manda alguma coisa sua pra eu postar por aqui?
Fez a diferença no meu dia, não sei dizer o quanto me emocionei.
Descobrir que até mesmo na solidão dos pensamentos a gente não está na verdade sozinho é de fato muito bom. Obrigada por tudo que você me disse.
Quero falar mais vezes com você.
Um beijo.
If it makes you happy
It can't be that bad
If it makes you happy
Then why the hell are you so sad?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Meu aniversário tá chegando. Como eu sempre gostei de aniversários! Sempre ficava super animada, um mês antes ainda, fazendo listas e pensando na minha festa.
Mas quanto maior a gente vai ficando, acho que vai ficando um pouquinho mais desanimado. Ainda faço mil planos, e ainda quero a festa mais divertida, com o maior número de gente que eu gosto possível. Mas acho que é tanta coisa passando pela minha cabeça nessa fase que eu to da minha vida, que a idéia de ter uma noite divertida parece um pouco distante. Como se fosse impossível de realizar, tipo como um pedido pro gênio da garrafa.
Acho que tudo que eu quero esse ano é mais simples do que nos outros anos. E por isso muito mais importante, valioso. Eu só quero voltar a rir de novo sem peso na consciência. Eu quero a consciência de volta. A dignidade talvez um pouquinho tambem rs. Eu quero a vontade de querer, e mais do que tudo, saber qual é a desse "querer". Eu quero voltar a me importar, e descobrir com o que me importar, o que me faz bem. Eu quero um amor pra chamar de meu tambem.
Se eu conseguir uma dessas coisas, já vai ser o melhor aniversário do mundo.
Lógico que flores junto viriam a calhar tambem =)

terça-feira, 19 de maio de 2009

"Estou aprendendo tanto com meus erros que estou pensando em cometer mais alguns"

"Quando você está atrás de algo que quer muito, topa o pagar o preço, topa vender a alma.
Então você sai fazendo concessões aos seus padrões morais, vai esquecendo o que é ética, vai abrindo excessões para si mesma, vai se destruindo -como se, chegando ao tão sonhado objetivo, você pudesse recolher os cacos de si mesma para se reconstruir igual ou melhor do que era antes.
Mas conforme você se despedaça em cacos, você esquece qual era seu sonho e o porquê você quer chegar lá. Então você pode até tentar, como João e Maria, seguir as migalhas pelo chão.
Estou começando a tentar recolher as minhas."
http://blog.encantada.tv/pt

domingo, 17 de maio de 2009

"No, you can't always get what you want
You can't always get what you want
You can't always get what you want
But if you try sometime you find
You get what you need"
E não é que é verdade mesmo?
"É como esperar o prato
E não salivar
Sentir apertar o sapato
E não descalçar
É ver alguém feliz de fato
Sem alguém prá amar
É como procurar no mato
Estrela do mar...
Te ver e não te querer
É improvável, é impossível"
Mas ainda bem que a gente aprende a conviver com todo esse sentimento e continuar sendo feliz por ai. Te ter do jeito que dá pra ter e ponto final. Talvez seja até melhor assim.
Muito bem hoje =)
"O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar
Saber amar
Saber deixar alguém te amar..."

terça-feira, 12 de maio de 2009


A minha alegria dos últimos tempos, o Duque =)
melhor coisa para se ler no dia, aqui ó.
"...Você dormia como um bebê, de costas pra mim e eu, insone, só conseguia observar as pintinhas na curva entre seu ombro e pescoço e suspirar, pensando no que fazer com tantos sentimentos pairando nos travesseiros. Pois, agora, aqui sozinha – digo, agora que estamos aqui, eu e a dor, acabo de assistir um filme até o final, veja só. E com os créditos, uma música do Coldplay. Eu sei que você odeia Coldplay. Eu não ligo a mínima pro Coldplay. Todo fim de amor é brega, como Coldplay. Meus olhos se umedecem e eu tento com força não chorar ouvindo uma música assim tão ruim, que nem nossa era. Não consigo. Um resto de maquiagem escorre pelo rosto deixando o espetáculo ainda mais circense. Por uma fração de segundo, revivo essas cenas específicas da nossa vida juntos que jamais consideramos mencionar em qualquer circunstância. Decido ignorar a dor, o choro, a banda medíocre, a vontade de telefonar. Em vão. Esse tipo de tentativa, na verdade, só me incita a pensar e me torturar mais ainda. Foi quando – com toques de masoquismo – te visualizei com outra pessoa, na sua cama, ou na rua, jantando, se permitindo encantar por alguém como se encantou por mim. Começando uma nova história, conhecendo algum corpo novo. Brincando de ser deus com a vida de outra pessoa. Isso machuca, dói, como nunca doeu – ou certamente doeu e eu talvez não me lembre, tão cega que estou. Eu não quero me despedir de você. Não de você."
anyothershoes.wordpress.com
puta, que texto perfeito. justo Coldplay, que você tambem detesta.
Porque que a gente aprende na vida que tudo que acontece é culpa nossa?
Talvez pelo mesmo motivo que a gente aprende a se contentar com pouco?

domingo, 10 de maio de 2009


"Fico acordado noites inteiras
Os dias parecem não ter mais fim
E a esfinge da espera
Olhos de pedra sem pena de mim
Faz tanto frio, faz tanto tempo
Que no meu mundo algo se perdeu
Te mando beijos
Em outdoors pela avenida
Você sempre tão distraída
Passa e não vê, e não vê"

sábado, 9 de maio de 2009

Se pensa em mim, se não pensa, decidi por esquecer.
Acordei hoje, e não sabia se a diversão de ontem tinha sido sonho ou realidade.
E talvez pela primeira vez decidi optar por ter meu copo cheio hoje. Decidi um mundo de coisas novas! Decidi que felicidade se faz, e esquecer ou não é uma opção minha e de ninguem mais.
Percebi um mundo de possibilidades totalmente novas, e me deu uma vontade de sair vivendo tudo isso por ai. Não quero mais me prender ao que me faz mal, ou ao que já passou. E não quero mais desfilar o discursinho de "a vida é complicada e blá blá blá". Complicada ou não, dar a cara a bater ainda vale a pena, e se não foi dessa vez, da outra vai ser.
E se ainda doer, vai doer, e ponto final. "Uma hora passa" pode ser o conselho mais chato de ouvir, mas é o mais verdadeiro tambem.
A minha diversão de ontem pode ter sido sonho, mas se eu ficar acreditando que foi real, uma hora vai ser de fato. Melhor do que simplesmente remoer e entregar os pontos.
Uma pessoa muito especial me fez ver tudo isso ontem. E me deu a segurança de que apesar de uns irem embora, tem gente que insiste em ficar por perto. Ainda bem.