Na real, sem muita inspiração pra escrever hoje. Mas é o ultimo texto do meu ano, to indo viajar logo menos. Gastei muitas das minhas palavras mais sinceras nas ultimas cartas que escrevi, cartas necessárias, cartas que esclareciam, cartas que desabafavam, cartas que colocavam pingos nos "i"s e pontos finais. Cartas para pessoas que eu amo e amei, importantes nesse meu ano catastrofico.
Mas quer saber, vou terminar o ano da melhor maneira possível. O mundo deu voltas e voltas e me encontro agora em um lugar no qual eu gosto de estar. Doeu, muito. Morri, inumeras vezes. Comecei o ano lutando pela minha vida e passei ele inteiro assim. Ganhei algumas, maravilhosamente lindas, e perdi outras, assustadoramente dolorosas. Mas to aqui, ainda vivendo e enfrentando o que vem pela frente.
To ansiosa, pra variar, mas não mais com medo das mudanças que eu vou encontrar pelo caminho. E isso foi o que eu aprendi num dos anos mais pesados da minha vida. A mudança, vem, é inevitável e por muitas vezes pode até ser prazeirosa. A dor deve ser sentida, com toda a sua força, em todas as suas etapas, mas não deve se transformar em meio de vida. Tudo pode acabar do dia pra noite, assim como pode começar. Mas o medo de perder só te transforma numa pessoa idiota e covarde, não se perde nada do que já não estava perdido. A unica coisa a se fazer é ir vivendo, do jeito que cada um consegue conquistar, e ir sentindo cada passo do caminho o máximo possível.
Acho que um ano de crise não é exatamente um ano ruim. Um ano dificil, dolorido, pesado, sofrido, mas um ano em que se cresceu, muito, e que acima de tudo, mudou muita coisa aqui dentro.
Acho que eu fico por aqui, não quero soar um manual de auto ajuda.
Só queria dizer que há sim vida após facadas, corações destruidos, amizades abaladas e cagadas cometidas. E que viver nunca é demais, ao contrario do que eu mesma disse por muitas vezes.
Feliz ano novo para quem passar por aqui :]


















