Nossa, e faz tanto tempo que eu não escrevo aqui. Não tenho tido vontade, as coisas andavam normais demais, nem pra baixo nem pra cima, e a inspiração parecia estar perdida em algum canto. Detesto escrever quando eu sinto que não tenho nada de bom e sincero pra falar.
Mudei de casa na ultima semana. To escrevendo do meu apartamento novo, com uma janela enorme que tem vista pro meu lugar preferido no mundo: Moema.
Hoje foi a ultima vez que eu entrei na minha casinha antiga. E foi o dia mais estranho dos últimos tempos. Ela tava vazia, e limpinha, esperando os novos donos que chegam amanhã. A mulher que comprou ficou tão emocionada com a casa que ela até chorou. Minha casinha amarelinha ali na Luis Carlos Paraná.
Foi estranho. E eu quis aproveitar cada ultimo minutinho. Entrei no armário do quarto da minha mãe aonde eu sempre me escondia quando brincava com o meu pai e senti o cheiro de madeira que sempre teve dentro. A janela da frente tava lá, dramática como sempre, lugar dos meus choros mais histéricos e sofridos. Rafael, Bruno, Felipe, Luciano e Renato, todos os meus motivos de choro que aquela janela ouviu. Meu quarto, todo abandonado ainda pintado de rosa escuro, minha varanda ainda com marofa dos últimos cigarros.
Não queria ficar mais ali, mas também não queria ir embora de vez. Assim como a fase que eu to vivendo agora. Assim como a minha vida sempre foi. Ansiosa pra ver o que ta vindo, mas sempre presa no que já passou. Querendo chegar na casa nova, ligar para pessoas novas, mas com vontade de chorar por ta ali, me despedindo dos últimos 21 anos.
Minha mãe me disse que as memórias estão na nossa cabeça, e que lugares são apenas lugares, e que pessoas são apenas pessoas. Não consigo entender essa do desapego. E de alguma forma eu me viro bem assim. De alguma forma eu consigo estar me apaixonando pelo novo, mas sem tirar o velho do coração. De alguma forma eu consigo vir pra casa de agora com a lágrima da antiga, e ainda sorrir quando vejo o prédio novo.
To feliz por tudo de novo que anda acontecendo, mas aquela casinha tão especial vai ficar pra sempre no meu coração, nos meus sonhos, na minha memória. Posso dizer de peito aberto que eu fui MUITO feliz lá, e que a energia que ficou é muito especial.
Mudei de casa na ultima semana. To escrevendo do meu apartamento novo, com uma janela enorme que tem vista pro meu lugar preferido no mundo: Moema.
Hoje foi a ultima vez que eu entrei na minha casinha antiga. E foi o dia mais estranho dos últimos tempos. Ela tava vazia, e limpinha, esperando os novos donos que chegam amanhã. A mulher que comprou ficou tão emocionada com a casa que ela até chorou. Minha casinha amarelinha ali na Luis Carlos Paraná.
Foi estranho. E eu quis aproveitar cada ultimo minutinho. Entrei no armário do quarto da minha mãe aonde eu sempre me escondia quando brincava com o meu pai e senti o cheiro de madeira que sempre teve dentro. A janela da frente tava lá, dramática como sempre, lugar dos meus choros mais histéricos e sofridos. Rafael, Bruno, Felipe, Luciano e Renato, todos os meus motivos de choro que aquela janela ouviu. Meu quarto, todo abandonado ainda pintado de rosa escuro, minha varanda ainda com marofa dos últimos cigarros.
Não queria ficar mais ali, mas também não queria ir embora de vez. Assim como a fase que eu to vivendo agora. Assim como a minha vida sempre foi. Ansiosa pra ver o que ta vindo, mas sempre presa no que já passou. Querendo chegar na casa nova, ligar para pessoas novas, mas com vontade de chorar por ta ali, me despedindo dos últimos 21 anos.
Minha mãe me disse que as memórias estão na nossa cabeça, e que lugares são apenas lugares, e que pessoas são apenas pessoas. Não consigo entender essa do desapego. E de alguma forma eu me viro bem assim. De alguma forma eu consigo estar me apaixonando pelo novo, mas sem tirar o velho do coração. De alguma forma eu consigo vir pra casa de agora com a lágrima da antiga, e ainda sorrir quando vejo o prédio novo.
To feliz por tudo de novo que anda acontecendo, mas aquela casinha tão especial vai ficar pra sempre no meu coração, nos meus sonhos, na minha memória. Posso dizer de peito aberto que eu fui MUITO feliz lá, e que a energia que ficou é muito especial.

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