Poucos são aqueles que conseguem em palavras descrever um sentimento de maneira plena. Hoje, eu queria ser um desses poucos sortudos no mundo. Eu queria conseguir colocar em palavras tudo que eu estou sentindo aqui dentro, na esperança de que aliviasse um pouco que fosse. A batida foi tão forte que eu não conseguia nem chorar hoje quando acordei.
Eu sempre me preparei pra esse dia. De certa forma, eu até esperei por ele. As minhas profecias auto realizadoras finalmente se concretizando. Você me dizendo que passou, sim, o nosso tempo. O nosso "não" mais definitivo de todos.
Finalmente encontrei as respostas que eu buscava. O porque de tudo que passou ter acontecido como aconteceu. Um lado meu sempre esperou que esse dia ia chegar e finalmente nós iamos ter a vida do nosso "sim". Mas o meu lado mais realista de todos sempre soube que se esse dia chegasse, ia chegar tambem o fim dos fins. Como me falaram antes, se fosse "sim", nós já estariamos juntos. Algum problema tinha que existir.
O engraçado é que imaginei que fosse ser pior. Não a dor, porque ela é imensa como um elefante rosa dentro da sala, intocavel como criança que chora e não quer ninguem chegando perto, e excruciante, como a maior das dores. Mas o desespero não veio junto. Continuo aqui, de pé, respirando, e fazendo planos de continuar vivendo do jeito que der, ainda que só por hoje.
Acho que a vida me preparou pra isso, e todo o resto pelo qual eu passei.
Engraçado? sim, mas não sei se a melhor opção. Queria surtar, gritar, correr e te odiar, colocar isso pra fora de alguma forma para depois voltar a respirar. Mas não. Acho que eu te amo ainda mais, por ser honesto como foi, e por me entender como entendeu, e isso torna tudo muito mais dificil. Acho que eu me amo ainda mais, por ter finalmente conseguido colocar os pontos nos finais das frases. E isso tambem torna tudo mais dificil.
Acho que eu nunca vou conseguir perdoar esse sentimento que o "não" nos traz. O "não" vai ser sempre meu inimigo e sempre me machucar. Esse mesmo "não" que me anestesia, a ponto de eu nem sentir a tristeza, mas sentir que não sou mais capaz de sentir.
Se não foi com você, então não quero que seja. Com você perdi as minhas crises e ganhei um monte de liberdades. Mas não quero mais isso com ninguem. Quero não sentir mais nada, e viver por viver, fazer por fazer, ir por ir. E vou viver muito bem assim porque é assim que eu quero. Pelo menos por um tempo.
O ironico e cruel é que te perdi exatamente por viver desse jeito, esse jeito que eu só vivo por não ter você. Te perdi por você me ver do jeito que eu só me vejo quando não vejo você.
sábado, 12 de setembro de 2009
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