O que aparentamos ser é a essência? O que alguém aparenta ser não é sua essência, mas é a representação dela, portanto, a aparência da mesma, que só baseia-se na essência, podendo ser sincera e fiel a esta ou não.
Como enxergar a essência de alguém, sendo que do contato desse mesmo alguém com a sociedade cria-se a aparência?
O primeiro passo já está dado, que é reconhecer a existência dessas duas formas do ser.
O segundo passo é tentar ao máximo se desvincular da superficialidade, procurando não permanecer apenas no mundo sensível, se baseando em simples primeiras impressões, simples experiências.
O terceiro passo, e talvez o mais difícil, seria passar a ser de um outro mundo, o mundo do que é, o mundo inteligível, onde pensamentos, olhares, experiências são cavados mais fundo, sendo pensados, estudados, refletidos e conhecidos. Talvez dessa forma seja possível vermos o mundo, os homens, a sociedade através de um exame de raio-X permanente, ou quase.

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