sábado, 6 de junho de 2009

As vezes eu paro pra pensar em tudo isso que aconteceu. Nossa, parece que um furacão atravessou meu caminho! Meti os pés pelas mãos, e acabei metendo não só os meus pés, nem só as minhas mãos. Mas inevitável, nenhum furacão se arrasta sozinho, ele vem e arranca partes e pertences de todos ao redor, simplesmente porque sua natureza é assim.
Penso se teria feito diferente, e quero muito acreditar que não. Talvez pudesse ter magoado um pouco menos um ou dois, mas talvez até a magoa tenha uma função. A minha pelo menos deve ter, pra durar o que ta durando. Acho que se tivesse sido diferente o que foi bom não ficaria marcado de um jeito tão bonito dentro de mim.
E o engraçado é pensar no quanto se sabia do furacão, e mesmo assim todos deram as suas caras a tapa, sabendo do risco quase certo. Se a gente tinha uma ideia de aonde tudo isso ia dar, pra que seguir em frente então? Acho que mesmo sabendo aonde tudo isso poderia dar, a esperança falou mais alto, e sempre se esperou o melhor ao invés do pior.
Saudade fica, de qualquer forma. Mas é aquela velha historia... todos vão seguir as suas vidas e vai ficar tudo bem assim.
Acho que quanto mais eu repito isso, mais eu me forço a acreditar. Começo a pensar que já até quase acredito mesmo.

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