Destruo as tuas imagens. Destruo quem você foi. Destruo o que admirava em você.Destruo não por ódio, nem por raiva, nem por mágoa. Esses são todos sentimentos de quem não te entende, e eu te entendo até mais do que eu gostaria. Eu destruo pela minha própria sanidade. Não ouso nem falar em dignidade ou orgulho, nunca fui dessas com você. Nós perdemos juntos a dignidade da forma mais gostosa que se podia perder, e o orgulho nunca foi o meu forte. Te destruo simplesmente por saber que igual você pra mim quase impossível de encontrar. Te destruo porque só assim consigo seguir em frente e ir vivendo “with strangers” por ai. Te destruo para esquecer que você sim já me esqueceu, e foi tão fácil que dói imaginar.Não pense você que não vou te reconstruir. Assim como eu já fiz outra vez, vou destruir o seu “eu” dentro de mim, e depois criar um outro “eu” teu com o qual eu possa conviver. Com o qual eu possa viver sem sufocar esse monte de expectativas e carinhos que eu criei dentro de mim. Exatamente para não te perder por inteiro é que aos pouquinhos vou destruindo você aqui dentro, até que você possa caber numa caixinha, e assim, eu possa voltar a minha lucidez minimamente possível.Te amei tanto que se não te destruo, destruo a mim mesma por esses cantos.
sim, de novo.

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