Acho que eu tenho que assumir que o meu tiro saiu pela culatra, e dessa vez foi das grandes. Eu e a minha mania de profecias auto-realizadoras acabamos sabotando a minha própria felicidade. Não só a minha, mas também de mais uns três ou quatro por ai – os três ou quatro mais importantes além do mais.
É por isso que brincar com os sentimentos alheios devia ser proibido, mesmo que sem querer, e a nossa mão devia pegar fogo cada vez que a gente decide fazer justiça por elas próprias. Cada vez que a gente decide presumir que sabe de alguma coisa que na verdade não sabe, e tomar uma atitude a respeito disso. Cada vez que a gente age no impulso, sem pensar muito em nada.
Acho que eu posso definir como a pior sensação do mundo, sem exagerar nesse caso. Você não poder culpar ninguém, só você mesmo, da dor que você ta sentindo, e que você vai fazer os outros sentirem assim que a casa cair. O mais engraçado é que eu fiz a casa cair há pouco mais de seis meses. Fiz a casa cair feio, humilhantemente. E não doeu como dói agora, a aflição de imaginar ela cair de novo. Tenho certeza que é porque agora as coisas importam de uma forma como há muito tempo não importavam.
Talvez eu tenha sorte, e as coisas não se auto-realizem dessa vez também – o que eu acho bem difícil. Ou talvez eu tenha sorte e as coisas se resolvam pra melhor. Mas o mais importante é que uma vez que o cuspe cai na própria testa, será que a gente aprende que o teto é, realmente, de vidro? Eu espero que sim. Não quero passar a vida reconstruindo casas.
É por isso que brincar com os sentimentos alheios devia ser proibido, mesmo que sem querer, e a nossa mão devia pegar fogo cada vez que a gente decide fazer justiça por elas próprias. Cada vez que a gente decide presumir que sabe de alguma coisa que na verdade não sabe, e tomar uma atitude a respeito disso. Cada vez que a gente age no impulso, sem pensar muito em nada.
Acho que eu posso definir como a pior sensação do mundo, sem exagerar nesse caso. Você não poder culpar ninguém, só você mesmo, da dor que você ta sentindo, e que você vai fazer os outros sentirem assim que a casa cair. O mais engraçado é que eu fiz a casa cair há pouco mais de seis meses. Fiz a casa cair feio, humilhantemente. E não doeu como dói agora, a aflição de imaginar ela cair de novo. Tenho certeza que é porque agora as coisas importam de uma forma como há muito tempo não importavam.
Talvez eu tenha sorte, e as coisas não se auto-realizem dessa vez também – o que eu acho bem difícil. Ou talvez eu tenha sorte e as coisas se resolvam pra melhor. Mas o mais importante é que uma vez que o cuspe cai na própria testa, será que a gente aprende que o teto é, realmente, de vidro? Eu espero que sim. Não quero passar a vida reconstruindo casas.

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