Hoje é finalmente sábado. E só eu sei a quanto tempo eu ando agoniada com esse sábado. Quanto tempo eu esperei querendo que ele não chegasse nunca. Mas ele chegou e de repente eu perdi um pouco o medo que eu tinha dele. Hoje eu vi que sofrimento respinga em todo mundo, e até aqueles que parecem extremamente bem e felizes estão com medo de escorregar tambem. Eu vi que não importa tentar controlar o inevitável porque no fim o que tiver que acontecer vai acontecer. E vai acontecer da forma como for acontecer, de nada adianta ficar planejando ou tentando amenizar. E de nada adianta tambem ficar sofrendo por antecedencia. Eu sei que as vezes é pedir muito não fazer isso, mas se vai doer durante e depois, pra que piorar tudo sofrendo antes tambem?
Não sei, acho que na verdade um lado meu se preparou pra deixar de lado um pouco, enquanto o outro lado vai continuar guardando a esperança do mundo dar tantas voltas um dia que vai retornar pro eixo do qual nunca deveria ter saido. É como se um lado equilibrasse o outro, e talvez por isso o meu medo não ta gritando, ele ta só assobiando aqui dentro. Só uma apertadinha vez ou outra mais forte, uma batida vez ou outra mais fraca, mas nada que me faça querer sair gritando no meio da chuva.
O depois? sinceramente agora tô tentando não pensar muito. O que me importa é o durante, pelo menos por agora.
Acho que mais uma vez eu to aqui, com as minhas previsões, tentando amortecer a queda. E é como eu falei, se eu já souber o que vem pela frente, ai fica tudo mais fácil. A parte da "surpresa" só piora as coisas, a não ser que seja uma surpresa boa - o que eu sei que não vai ser.
Mas eu não quero terminar assim, parecendo triste. Pra mim hoje foi como um ponto positivo, só pelo fato de o mundo não ter caido como eu achei que ia cair. Eu vou me segurar, e fechar o dia com chave de ouro, cabeça erguida. Vou fechar o dia celebrando e não amargurando. Celebrando a idéia de que "talvez um dia" ao contrario de pensar "nunca mais".

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