To me sentindo leve hoje. Acordei pesado, embaraçada, enroscada na minha própria cabeça. E bastou uma conversa - eu, eu mesma e o Rodrigo - para eu me entender de uma forma como eu nunca tinha entendido eu acho. Como ele mesmo disse, falta muito ainda, há muito que compreender e "trabalhar". Mas acho que foi a primeira vez que eu assumi pra mim mesma um monte de coisas que andam rolando por aqui nessa cabeça, há muito tempo.
Comportamentos que eu tenho, atitudes que eu tomo, tudo em função duma mágoa, antiga, que nunca na verdade foi resolvida. E que na verdade não tem fundamentos reais, são apenas sensações e ressentimentos que eu mesma criei, e nunca assumi. Por conta disso eu acabo simplesmente exigindo muito dos outros, ao invés de jogar o problema nas minhas próprias costas.
E é bem por isso que eu to aqui, me abrindo, e falando da única coisa a qual eu nunca falei. Não funciona como um pedido de desculpas, mas é como se eu tivesse me redimindo, e finalmente assumindo todas as vezes que eu passei dos limites, exigindo demais, bronqueando demais e falando que compreendia sendo que não. É na verdade um agradecimento também, porque por mais que eu exigi, gritei, xinguei, as pessoas nunca na verdade desistiram, e muitos até ultrapassaram os próprios limites pra tentar me ajudar um peso que era só meu.
É um ciclo, que não fosse a fonte de muitas confusões, seria até engraçado. E é um ciclo que ganha ares novos, mas continua sempre da mesma forma. Eu me agarro até a última ponta dos cabelos de quem quer que seja simplesmente pelo medo de ficar só, eu comigo mesma. E o maior problema é que quando alguma coisa dentro da gente incomoda, e a gente não resolve ou pelo menos não assume, a gente coloca toda a bagagem na mão do outro. E simplesmente não ta no poder do outro, mas eu não compreendo isso, e acabo me frustrando. E afastando. E ai o ciclo recomeça por outros lados.
Me dá um puta dum medo assumir isso, porque por mais que seja uma coisa que eu possa ou não "tentar resolver", a partir de agora vai ta aqui e ali, me encarando, no canto, esperando. Mas não sei, mesmo assim eu decidi assumir, decidi que chega de pelo menos fingir que não existe. Existe sim, e eu sou assim. É simplesmente uma luta diária com a qual eu vou escolher lidar ou não. Até porque antes de gerar confusões para os próximos, vai continuar causando a mágoa em mim, e eu vou continuar a esperar demais sempre de alguém que na verdade não tem culpa de nada. Eu vou continuar sempre me prendendo ao vazio, e tentando preencher o meu vazio com alguma coisa que só vai fazer ele piorar, porque ninguém pode se doar 100% o tempo todo pra alguém, se é que isso seria suficiente.
Não sei se deveria expor tanto assim sobre tudo isso, mas de alguma forma me faz bem, e faz parecer que a jornada não é difícil quanto parece, sabe?
E quem sabe também não clareia um pouco a cabeça daqueles que eu confundi por ai, e entendam porque eu funciono do jeito como eu funciono.
Vontade de deletar tudo até agora e recomeçar, mas ai eu não teria chegado aqui aonde eu cheguei. Não por arrependimento nem mágoa, mas simplesmente pra ter uma chance maior de "consertar" esse ciclo.
Sabe o bom disso tudo? Pode até doer um pouco, lá dentro, perceber e enxergar isso, mas dá uma sensação leve, boa, aliviante. Uma sensação que há futuro, que há claridade e que no fundo eu me conheço muito mais do que eu pensava. O preço disso é impagável.
"I've got time to hold my own
what's a day when the years are on their way
I gotta say..."
Little Joy, Brand New Start.
Comportamentos que eu tenho, atitudes que eu tomo, tudo em função duma mágoa, antiga, que nunca na verdade foi resolvida. E que na verdade não tem fundamentos reais, são apenas sensações e ressentimentos que eu mesma criei, e nunca assumi. Por conta disso eu acabo simplesmente exigindo muito dos outros, ao invés de jogar o problema nas minhas próprias costas.
E é bem por isso que eu to aqui, me abrindo, e falando da única coisa a qual eu nunca falei. Não funciona como um pedido de desculpas, mas é como se eu tivesse me redimindo, e finalmente assumindo todas as vezes que eu passei dos limites, exigindo demais, bronqueando demais e falando que compreendia sendo que não. É na verdade um agradecimento também, porque por mais que eu exigi, gritei, xinguei, as pessoas nunca na verdade desistiram, e muitos até ultrapassaram os próprios limites pra tentar me ajudar um peso que era só meu.
É um ciclo, que não fosse a fonte de muitas confusões, seria até engraçado. E é um ciclo que ganha ares novos, mas continua sempre da mesma forma. Eu me agarro até a última ponta dos cabelos de quem quer que seja simplesmente pelo medo de ficar só, eu comigo mesma. E o maior problema é que quando alguma coisa dentro da gente incomoda, e a gente não resolve ou pelo menos não assume, a gente coloca toda a bagagem na mão do outro. E simplesmente não ta no poder do outro, mas eu não compreendo isso, e acabo me frustrando. E afastando. E ai o ciclo recomeça por outros lados.
Me dá um puta dum medo assumir isso, porque por mais que seja uma coisa que eu possa ou não "tentar resolver", a partir de agora vai ta aqui e ali, me encarando, no canto, esperando. Mas não sei, mesmo assim eu decidi assumir, decidi que chega de pelo menos fingir que não existe. Existe sim, e eu sou assim. É simplesmente uma luta diária com a qual eu vou escolher lidar ou não. Até porque antes de gerar confusões para os próximos, vai continuar causando a mágoa em mim, e eu vou continuar a esperar demais sempre de alguém que na verdade não tem culpa de nada. Eu vou continuar sempre me prendendo ao vazio, e tentando preencher o meu vazio com alguma coisa que só vai fazer ele piorar, porque ninguém pode se doar 100% o tempo todo pra alguém, se é que isso seria suficiente.
Não sei se deveria expor tanto assim sobre tudo isso, mas de alguma forma me faz bem, e faz parecer que a jornada não é difícil quanto parece, sabe?
E quem sabe também não clareia um pouco a cabeça daqueles que eu confundi por ai, e entendam porque eu funciono do jeito como eu funciono.
Vontade de deletar tudo até agora e recomeçar, mas ai eu não teria chegado aqui aonde eu cheguei. Não por arrependimento nem mágoa, mas simplesmente pra ter uma chance maior de "consertar" esse ciclo.
Sabe o bom disso tudo? Pode até doer um pouco, lá dentro, perceber e enxergar isso, mas dá uma sensação leve, boa, aliviante. Uma sensação que há futuro, que há claridade e que no fundo eu me conheço muito mais do que eu pensava. O preço disso é impagável.
"I've got time to hold my own
what's a day when the years are on their way
I gotta say..."
Little Joy, Brand New Start.

Um comentário:
Pri nunca mais te vi, sinto saudades, mas a vi da nos levou pra lados totalmente diferentes!!!
Vamos nos ver qqr dia e tomar uma gelada???
QQR coisa entra lah no meu blog pra dar um oi!!!
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