quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A vida é realmente muito engraçada. E muito boa também. Mas acho que hoje vou ficar com a parte engraçada dela. A parte aonde ela dá tantas voltas que chega a alguns caminhos que a gente nunca pensou que ia ver.
O pior é que eu não sei como me sinto diante disso tudo direito. Um lado meu ta aliviado. Um outro, e não vou negar, ta um pouquinho amuado. Mas todos estão confusos ao mesmo tempo. Todos estão passando por um período na minha vida que não sabem muito bem o que pensar, o que fazer e nem pra onde ir. Acho que é por isso que eu ando meio bipolar o tempo todo. Quem lê o que eu escrevo provavelmente deve achar que eu to virando uma pessoa triste, mas não é verdade. Eu tenho momentos muito bons. Momentos que valem a pena pra cacete. A verdade é que ontem eu me dei conta que a palavra que define as coisas pra mim nesse momento – e lógico que eu descobri isso com o Rodrigo – é confusão. E o engraçado disso tudo é que eu to gostando da confusão. To aprendendo a conviver com ela de um jeito que ela me permite viver tudo que há muito tempo eu tava querendo e precisando viver, de um jeito no mínimo engraçado. Acho que é outra coisa que dá pra perceber pelos meus textos, a querida confusão.
Acho que pela primeira vez em muito tempo sou só eu cuidando da minha vida e ponto final. Só interessa o que eu quero e o que eu penso. E ainda é estranho pra mim tudo isso, mas não ta mais me dando o medo todo que me dava. Existem momentos em que eu penso que isso é insuportável e como eu queria que fosse diferente, lógico, até porque eu sou eu e tem coisas que a gente nunca muda totalmente. Mas acho que eu to aprendendo a ser uma Priscilla que controla o insuportável. Uma Priscilla que de alguma forma aprendeu – ou ta aprendendo – a controlar o desespero em certos momentos e saber que vai ficar tudo bem depois que ele passar. Eu ainda esqueço de respirar as vezes, dou meus chiliques, choro, esperneio. Mas há tempos atrás eles aconteceriam com muito mais freqüência e de uma forma muito mais intensa. Eu sinto um fluxo novo aqui dentro, uma vontade de cada vez mais me tornar a pessoa que eu estou me tornando e continuar vivendo esse monte de confusão nova que eu to vivendo.
Tem muita coisa aqui que ainda tem que mudar, crescer, aflorar. Mas eu acho que eu to finalmente pronta pra pular fora desse degrau, sabe? Esse degrau que foi muito, muito, muito bom pra mim, mas que já tinha passado da hora de deixar pra trás. Não sei se é aquela sensação idiota de “ano que está começando”, mas to com uma sensação de que o novo patamar da escada também vai ter muita coisa boa pra oferecer. Quem sabe subindo nele eu não ganho, finalmente, um pouco do movimento que eu tanto falo?
“A lagarta quando vira casulo sabe que está se preparando para virar borboleta?
E a borboleta se lembra quando foi lagarta?”
Eu me fiz essas duas perguntas aqui, um tempo atrás. E agora eu posso responder.
Não, a lagarta não sabe, e acho que ai que mora a confusão da questão. Mas eu posso garantir que a borboleta se lembra. Se não lembrasse não seria tão difícil.

3 comentários:

ricardo leite disse...

não te sabia blogueira :) boas escritas... coloca para fora :)


beijinhos e até breve!

fh_ disse...

Ae Pri.
coloca pra fora mesmo
mesmo que ás vezes eu naum entendo,tem muitas coisas q eu fico refletindo...

Talita ... disse...

há. isso mesmo! bota a escada pra funcionar.. em todos os graus e sentidos.. girando e parando quando necessário! uhuuuuuu